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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

INCA apoia campanha “Você Tem o Direito de Saber o que Come”

Fonte: INCA
01/12/2017

Objetivo é mostrar que informações na rotulagem de alimentos podem induzir o consumidor a escolhas erradas



Imagem Pixabay

Você já se preocupou com os ingredientes dos alimentos industrializados que ingere? 

O INCA está apoiando a campanha “Você tem o direito de saber o que come", idealizada pela Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, em favor da maior transparência de informações nos rótulos de alimentos ultraprocessados, como 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Crianças não nascem gostando de "porcaritos"

Por Nadia Cozzi 22/11/17



Como diria minha vó “É de pequeno que se torce o pepino”. Pois é, se criamos um bebê com bolachinhas, refrigerante na mamadeira e tantos outros absurdos

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

16 de outubro – Dia Mundial da Alimentação temos motivos para comemorar?


Será que temos o que comemorar aqui no Brasil? Estava pensando sobre o que escrever...

Falar das vantagens dos orgânicos? Da importância da comida de verdade? Por mais cascas menos embalagens? Que cozinhar é um prazer que faz bem ao corpo e à alma?

Tudo isso é muito bom de falar, mas por outro lado não podemos fechar os olhos para algumas notícias bem preocupantes, não é mesmo? Vamos relembrar algumas?

· Mãe Terra vendida para a Unilever

· Prefeitura de São Paulo lançando ração para a população de baixa renda feita com alimentos que passaram do prazo de validade

· O selo que indica que um alimento é transgênico pode cair a qualquer momento.

· A Knorr que lança uma campanha intitulada “Me conheça melhor”, com o seguinte slogan: Tenho código de barras, mas também tenho beleza, só porque sou fabricado, não venho da natureza? Oi?

Pois é... isso tudo é muito surreal gente. No caso da Mãe Terra eu torço para ter que dar a mão à palmatória, mas eu duvido que uma empresa como a Unilever vá atentar aos detalhes e à qualidade que a Mãe Terra espera deles. Isso me lembra muito o ex- amado chef de cozinha saudável Jamie Oliver quando se associou à Sadia achando que ia divulgar seus preceitos mais rapidamente. Onde está ele hoje? Alguém ouviu falar do Food Revolution Day e seus embaixadores este ano?

Agora no caso da ração, do selo dos transgênicos e da natureza do caldinho industrializado é no mínimo achar que nós consumidores somos obtusos, não é não?

Estamos passando por uma época difícil em todos os setores, o Universo nos cobra atitudes na política, na saúde, na educação e porque não na alimentação?

Não podemos mais aceitar as coisas como como carneirinhos, deixando as raposas tomarem conta de nossas vidas.

Chega de efeito manada gente, chega de achar que não podemos fazer nada ou pior “eu sempre comi e nunca morri”.

O Dia Mundial da Alimentação deve ser comemorado sim, todos os dias, com refeições de verdade, que respeitam a Vida das pessoas, das famílias e do Planeta. Comece na sua casa, seja um consumidor consciente, não seja consumido.

terça-feira, 4 de julho de 2017

A farsa dos pães integrais







É um textão sim senhor(a), mas que deveria estar entre nossas leituras frequentes para deixarmos de ser enganados e sair da nossa condição de manada.



Aqui a  autora JAQUELINE LOUIZE analisa os rótulos dos diversos pães industrializados ditos "mais saudáveis" e explica porque é muito melhor e barato fazer seu próprio pão em casa. 

No final eu acrescento os ingredientes do pão ARTESANO lançado há pouco tempo com a proposta de ser pão caseiro, será mesmo? Vamos ler o rótulo?
Nadia Cozzi 



É incrível a picaretagem de grande parte do segmento de panificação, e porque não dizer do setor alimentício em geral brasileiro.

Um dia desses passando pelas gôndolas de um supermercado em Botafogo resolvi "espiar" a quantidade e variedade de pães à venda ; não costumo comprá-los, pois sou à moda antiga ... Gosto de fazer meu próprio pão. 


Entretanto, é obvio que estes são bem mais práticos, e ainda prometem (será que cumprem?) dentre vários tipos serem "light", "integrais" , "ricos em grãos", etc. Ou seja, oferecem sabor, praticidade, nutrição eficiente e alimentos funcionais (que são promotores de saúde e diminuem o risco de certas doenças, provocadas pelo estilo de vida moderno, como diabetes, pressão alta , obesidade, colesterol alto, etc). Isso aconteceria se REALMENTE esses pães tivessem em sua composição, e em quantidades mínimas adequadas, os alimentos que apregoam na parte da frente de seus pães.

Cheguei à conclusão de que, pelo menos no Brasil, nunca se deve ler o que diz o rótulo frontal do produto . Esse é só um chamariz de venda, e na maioria das vezes, não corresponde ao que se encontra dentro do produto ; o que de verdade importa é o que vem escrito atrás do rótulo, ou seja, os ingredientes e a tabela nutricional. 

Sei que, às vezes, pode ser complicado para o leigo entender a tabela nutricional, até porque essa segue um modelo internacional de medidas que não estamos familiarizados. Não obstante, já basta dar uma boa olhada nos ingredientes, assim não dará para ser tão facilmente enganado.

Também sei que muitos não estão nem aí para se o pão ou o quer que seja é saudável ou não, cumpre o que promete ou não no rótulo; estão apenas preocupados com o sabor e/ou preço, e ponto. 

Porém, não seja "pato" pagando a mais por algo que não cumpre o que diz; pois é o que acontece. Visto que esses pães ditos "integrais", "light", etc, são bem mais caros que muitos pães "simples", que não agregam alimentos diferenciais (farinhas e cereais integrais, etc) ou vem cheios de gorduras nocivas, açúcar refinado, sal em demasia, etc. 
Portanto, se você não está nem ai para a sua saúde, ao menos leve o pão mais simples e mais barato mesmo. O problema é todo seu. Só digo para não se deixar ludibriar por falsas promessas e pagar mais por menos.

Para aqueles que realmente estão preocupados com seu bem estar e alimentação equilibrada ,vou dar umas dicas de como escolher melhor seu pão, já que este faz parte de nossa dieta diária, e pode sim, ser fonte de poderosos nutrientes e nos proteger sem deixar de ser saboroso. E principalmente, para não levar "gato por lebre".
Primeiro não se deixe impressionar pelo belo rotulo e com milhões de promessas estampadas; são assim mesmo para criar impacto e nos fazer crer que estamos diante de um produto “perfeito”. 

A tendência diante de um produto que se apregoa que é “ light”, “integral” , “rico em grãos, seja linhaça ,centeio, quinoa, chia, etc”, ou seja, 7 , 9 ,12 ,sei lá quantos grãos , “sem gorduras trans “, “ sem açúcar ou gordura” ; é achar que este é o pão ideal... Mas , aí é que vem a estória , antes de colocar no carrinho de compras , vire logo o pão e leia atentamente os ingredientes . A surpresa será imensa e negativa , é claro...

Nesse supermercado, para se ter uma ideia das 6 marcas industrializadas apresentadas, com dezenas de pães diferenciados (com vários tipos de nutrientes ) oferecidos por cada uma , apenas uma marca cumpria ( e com algumas ressalvas ) o que prometia no rótulo frontal .

Para se entender melhor: quando se diz que o pão é integral ou qualquer outro produto dito integral como massas, macarrão, biscoito, etc., eles devem conter “farinha de trigo integral” nos ingredientes.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A medicina descobre que a gestação é decisiva para uma vida longa e livre de doenças. Nesse período, pode-se prevenir a depressão, o câncer, a obesidade e até a diabetes

Fonte: Revista Isto É
por Mônica Tarantino e Rachel Costa 21.01.16




Sabe-se também que a alimentação materna pode ter impacto na chance de a criança vir a desenvolver câncer. “Dependendo de sua qualidade, a nutrição da mãe pode produzir células geneticamente instáveis e propensas à doença”, disse à ISTOÉ David Barker, da Universidade de Southampton, na Inglaterra. Um dos principais vilões, neste caso, são os embutidos. 


“Eles apresentam em sua composição uma substância carcinogênica que pode atuar sobre o feto”, explica a nutricionista Elaine de Pádua, de São Paulo. Porém, o risco para o bebê não está apenas na dieta equivocada. Se a gestante fumar, usar drogas ou tomar antibióticos inadequados, também deixará o feto mais vulnerável à enfermidade. “E há evidências de que a exposição da grávida a inseticidas aumenta as chances de tumores renais”, afirma a oncopediatra Viviane Sonaglio, do Hospital do Câncer de São Paulo.





Presente no cotidiano da maioria dos moradores das grandes cidades, a poluição é considerada um dos maiores inimigos da evolução saudável dos fetos no ambiente uterino. Diversos trabalhos feitos pela equipe do Children’s Environmental Health, da Universidade Colúmbia, nos EUA, mostram que, além de aumentar os riscos de câncer de modo geral, os poluentes emitidos pela queima de combustíveis por veículos, pesticidas ou pelo fumo passivo estão ligados a problemas de desenvolvimento do raciocínio dos pequenos. Uma investigação feita com crianças de 3 anos de idade, nascidas de mães expostas a constante poluição atmosférica, indicou atraso em funções cerebrais como a compreensão dos tamanhos, a habilidade para fazer contas e a identificação de padrões bastante simples. “Esses resultados têm se repetido nos estudos em andamento em vários países”, disse à ISTOÉ Julia Vishnevetsky, coordenadora do centro de pesquisa da instituição americana. “As crianças que já manifestam algum déficit de cognição originado quando ainda estavam no útero da mãe poderão ter pior desempenho escolar quando forem mais velhas, se nada for feito. Mas os danos podem ser revertidos se houver uma intervenção precoce”, diz a especialista.




Outro fator comum ao estilo de vida atual e extremamente nocivo é o estresse. Há indicativos de que ele seja capaz de produzir sequelas físicas e mentais no ser em formação. Um exemplo é aumentar a predisposição do bebê à asma, como atestou um estudo americano feito com 557 famílias. Os cientistas analisaram o cordão umbilical dos filhos das mulheres submetidas a tensão intensa e contínua com o das crianças geradas por mães mais tranquilas. “Vimos diferenças importantes na produção de substâncias associadas ao risco de asma na vida adulta”, disse Rosalind Wright, uma das autoras da pesquisa. “Nos bebês gerados por mães estressadas, a chance de surgimento da doença era muito maior”, disse a estudiosa.

Tão forte quanto isso é o impacto do estresse da mãe na formação de toda a rede de neurônios do bebê. “As experiências emocionais da mulher durante a gestação ajudam a moldar a arquitetura do cérebro do bebê. Isso, a longo prazo, vai afetar a capacidade de aprendizagem, o comportamento e a saúde mental da criança”, considera a psicóloga Maria Tereza Maldonado, autora do livro “Nós Estamos Grávidos”.

Um dos assuntos que mais interessam aos pesquisadores nessa área de investigação é entender melhor como o estresse materno pode predispor o bebê a maior chance de vir a sofrer de depressão quando adulto – situação que começa a ser apontada em alguns trabalhos. Um deles foi realizado, em animais, na Escola de Farmácia da Hebrew University of Jerusalem. Nos seus experimentos, os cientistas observaram que as cobaias submetidas a ambientes estressantes (ouviam sons irritantes em períodos alternados) tiveram filhotes que, quando adultos, demonstraram alguns prejuízos importantes: tinham debilitada sua capacidade de aprendizado e de memória, apresentavam menor habilidade de lidar com situações adversas e manifestavam sintomas de ansiedade e de depressão.

Na Inglaterra, pesquisadores do Imperial College of London chegaram inclusive a montar, no ano passado, uma exposição dirigida a pais para informá-los sobre a conexão. O objetivo era deixar bem claro que o estresse da gestante pode ter um impacto tão sério a ponto de alterar o desenvolvimento cerebral da criança, deixando-a suscetível à enfermidade.




No entanto, muita coisa ainda precisa ser descoberta sobre como se dá esse tipo de interação. Parte da resposta estaria na exposição do feto aos hormônios desbalanceados da mãe. Sob condições de tensão constante, todos nós produzimos quantidades excessivas do hormônio cortisol, inclusive a gestante. E o excedente passaria através da placenta e chegaria ao feto, provocando mudanças na sua rede neuronal que podem estar associadas ao surgimento da depressão na vida adulta.

Todas essas descobertas têm reforçado a importância do pré-natal como um período fundamental para garantir a saúde futura do bebê que está sendo gerado. De acordo com o ginecologista Nilson Melo, presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o mínimo necessário são sete consultas, distribuídas do primeiro ao nono mês. “É o melhor investimento na dupla mamãe-bebê e na saúde das fu­turas gerações”, diz o especialista.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Dar uma escorregadinha de vez em quando pode... agora comer um biscoito com um monte de aditivos químicos pode sempre.


Estava vendo o comercial na TV do biscoito NESFIT da Nestlé e fiquei pensando no texto que a atriz Paolla de Oliveira fala com tanta naturalidade.

É sobre a maneira de se alimentar e manter a forma quando estamos muito atarefados e correndo e então nos afastamos da boa alimentação. Ela aponta para um bolo que está a seu lado e que aparenta ser caseiro e diz: Dar uma escorregadinha de vez em quando pode" ...

Mas é por isso que tenho sempre comigo os biscoitos NESFIT e morde um e coloca vários dentros da bolsa, dizendo que esses a gente come sem culpa.

Vamos ver o que tem dentro desses biscoitos tão saudáveis?

Ingredientes: Trigo integral, arroz, milho, açúcar, farelo de trigo, sal, extrato de malte, sais minerais e vitaminas, xarope de glicose, estabilizantes mono e diglicerídeos de ácidos graxos e fosfato trissódico, agente de firmeza fosfato tricálcio e antioxidante tocoferol.Contém Glúten. Contém traços de leite.

Começa bem com farinha integral mas ... milho é 
provavelmente transgênico . Açúcar aparece como açúcar e xarope de glicose, o extrato de malte também é um açúcar de cereal, obtido através de hidrólise do amido de cevada. Além disso temos o sal e um monte de aditivos aquímicos.

Eu pessoalmente prefiro um pedaço de bolo ou um biscoito 
caseiro, com a quantidade de açúcar que eu determino e com ingredientes de verdade.

E você? Não acha que está na hora de escolher o que coloca para dentro do seu corpo?





domingo, 28 de julho de 2013

O Câncer em Lata - Veja como as "Pringles" são feitas.



Por  Forum Anti Nova Ordem Mundial
By Dr. Mercola

Para compreender a natureza da Pringles e outros chips empilháveis, esqueça a idéia de que eles vêm de batatas reais de qualquer forma reconhecível.

A Pringles Company (em um esforço para evitar os impostos cobrados contra "alimentos de luxo", como batatas fritas no Reino Unido), uma vez, chegou a argumentar que o conteúdo de seus chips de batata era tão baixo que tecnicamente, não são mais batatas fritas.

Então, se elas não são feitas de batatas, do que são exatamente?

O processo inicia-se com uma pasta de arroz, trigo, milho, e flocos de batata, que são prensados na forma.

Esta massa de substâncias então é cortada por uma máquina em folhas ultra-finas e pulam pra fora em forma de biscoitos chips.

De acordo com o io9:

"Os chips avançam em uma correia transportadora até que fiquem pressionados para ser moldados, o que lhes dá a curva e faz com que eles se encaixem um no outro.

Esses moldes percorrem o óleo fervendo ... E então eles são fritos, secos, pulverizados com sabores em pó e, por fim, deitados em uma correia transportadora de movimento mais lento de forma que lhes permite ser empilhados. A partir de então, vão para as latas ... e em direção as bocas inocentes dos consumidores."

Eu suspeito que quase todo mundo que esteja lendo isso provavelmente goste do sabor das batatas fritas. No entanto, elas são claramente um dos alimentos processados mais tóxicos que você pode comer, quer eles são feitos a partir de lascas de batata reais ou não.

Batatas fritas são carregadas com produto químico cancerígeno

Um dos ingredientes mais perigosos nas batatas fritas não é intencionalmente adicionado, mas é um subproduto do processamento: A Acrilamida.

A acrilamida, um químico causador de câncer, e potencialmente neurotóxico, que é criado quando os alimentos ricos em carboidratos são processados a altas temperaturas, seja cozido, frito, assado ou tostado. A batata frita é um dos piores, mas muitos alimentos cozidos ou processados em temperaturas acima de 212 ° F (100 ° C) podem conter acrilamida. Como regra geral, o produto químico é formado quando o alimento é aquecido o suficiente para produzir uma superfície relativamente seca e castanho / amarelada.

Assim, a acrilamida pode ser encontrada em:

- Batatas - batatas fritas, batatas fritas e outros alimentos de batata assada ou frita

- Grãos - crosta de pão, torradas, pão torrado, cereais e café da manhã torrado vários lanches processados

- Café, grãos de café torrados e em pó de café moído. Surpreendentemente, *substitutos do café com base na chicória, na verdade, contém 2-3 vezes mais acrilamida do que um verdadeiro café

Acrylamida - quanto você está consumindo?

O limite federal nos Estados Unidos de consumo de acrilamida na água potável é de 0,5 partes por bilhão, ou cerca de 0,12 microgramas em um copo de 177 ml. No entanto, uma porção de 170 mg de batatas fritas pode conter de 60 microgramas de acrilamida, ou cerca de quinhentas vezes acima do limite permitido.

No Brasil a Portaria MS nº. 518, de 25 de março de 2004, que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, fixa o limite de 0,5 µg/L para presença de acrilamida na água potável, o mesmo recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Ou seja, é o mesmo limite dos EUA (fonte anvisa).

Dessa forma, batatas fritas tem notoriamente um índice muito elevado deste produto químico perigoso. Tão alto que, de fato, em 2005, o Estado da Califórnia processou os fabricantes de batatas chips por não alertarem os consumidores californianos sobre os riscos para a saúde de acrilamida em seus produtos. Um acordo foi feito em 2008, quando a Frito-Lay e vários outros fabricantes de batatas chips concordaram em reduzir os níveis de acrilamida em suas fichas para 275 partes por bilhão (ppb) em 2011, que só é baixo o suficiente para evitar a necessidade de um rótulo de advertência câncer.

O relatório de 2005 "How Potato Chips Stack Up: Níveis de acrilmida causadores de câncer em marcas populares de batata frita", emitido pela Environmental Law Foundation (ELF) baseada na Califórnia, enunciou os perigos neste lanche popular. A análise constatou que todos os produtos de batatas fritas testados excederam o limite legal de acrilamida num mínimo de 39 vezes, e de outros de até 910 vezes! Alguns dos piores criminosos da época foram:

- Cape Cod Robust Russet: 910 vezes o limite legal de acrilamida

- Batatas fritas Kettle (levemente salgado): 505 vezes

- Kettle Chips (dijon mel): 495 vezes

Cuidado: Batatas fritas anunciadas como cozidas podem ser ainda piores do que fritas!

Se você acha que pode evitar os riscos para a saúde de batatas fritas, escolhendo as variedades cozidas, que normalmente são anunciadas como sendo "mais saudáveis", pense duas vezes. Lembre-se de que a acrilamida é formada não só quando os alimentos são fritos ou grelhados, mas também quando eles são cozidos. E de acordo com dados do Food and Drug Administration dos EUA (FDA) sobre os níveis de acrilamida nos alimentos, os chips cozidos podem conter mais de três vezes os níveis de acrilamida dos chips regulares!

Curiosamente, a mesma tendência vale para outros alimentos também, o que sugere que batatas processadas em alta temperatura pode ser uma das piores formas de cozinhá-las. Por exemplo, de acordo com dados da FDA, "Ore Ida Ouro Fries" continha 107 ppb de acrilamida na versão frita regular e 1098, quando cozido. Então lembre-se, todos os chips de batata contêm acrilamida, independentemente se eles são naturais ou não, cozido ou frito. Da mesma forma, todos eles vão influenciar os seus níveis de insulina de uma forma muito negativa.

Acrilamida Não É O Único Perigo

A acrilamida não é o único composto genotóxico perigoso formado quando o alimento é aquecido a altas temperaturas.

Um projecto da União Européia desenvolvido ao longo de três anos, conhecido como os tóxicos na comida gerados pelo calor [url=www.slv.se/default.aspx?id=1379&epslanguage=EN-GB]Heat-Generated Food Toxicants (HEATOX)[/url], cujos resultados foram publicados no final de 2007, sustenta que há mais de 800 compostos induzidos pelo calor encontrados em alimentos, dos quais 52 são potenciais cancerígenos. Além de sua constatação de que a acrilamida representa uma ameaça à saúde pública, os cientistas HEATOX também descobriram que você é muito menos propenso a ingerir níveis perigosos da toxina quando você come alimentos caseiros comparado ao industrial ou aos preparados em restaurantes.

Além disso, os resultados HEATOX também sugerem que, embora existam formas de diminuir a exposição à acrilamida, ele não pode ser completamente eliminada.

De acordo com seus cálculos, a aplicação bem-sucedida de todos os métodos actualmente conhecidos reduziria a ingestão de acrilamida em 40 por cento, no máximo, o que me faz pensar se os fabricantes de chips têm realmente conseguido neste momento na redução dos níveis de acrilamida para dentro dos limites legais ... Como ainda não há dados atualizados, não há como dizer se eles estão sendo capazes de cumprir com o acordo de 2005.

Para mais informações detalhadas sobre a acrilamida, eu recomendo a leitura do relatório on-line de calor gerado Alimentos Tóxicos, identificação, caracterização e minimização do risco. Em geral, no entanto, basta lembrar que o cozimento de alimentos em altas temperaturas não é aconselhado. Algumas das toxinas mais conhecidas criados em cozedura a alta temperatura incluem:

- As aminas heterocíclicas (ACS): Estes formam quando a carne é cozida em altas temperaturas, e eles também estão associados ao câncer. Em termos de HCA, a pior parte da carne é a seção enegrecida, que é por isso que você deve sempre evitar carbonização sua carne, e nunca comer partes enegrecidas.
- Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs): Quando a gordura pinga sobre a fonte de calor, causando excesso de fumaça, e esta fumaça envolve o seu alimento, ela pode transferir HPAs cancerígenos para a carne.
- Glicação avançada End Products (AGEs): Quando o alimento é cozido em altas temperaturas (inclusive quando é pasteurizado ou esterilizado), aumenta a formação de AGEs na sua alimentação. Quando você come o alimento, ele transfere os AGEs para o seu corpo. Os AGEs se acumulam em seu corpo ao longo do tempo, levando ao estresse oxidativo, inflamação e aumento do risco de doenças cardíacas, diabetes e doença renal.

A busca por uma batata "Saudável" continua...

Como numa pesquisa moderna do Santo Graal, os fabricantes de chips continuam procurando métodos para melhorar a imagem de seus lanches mais rentáveis, prejudicando sua saúde. Por exemplo, até o final de 2011, cerca de metade dos lanches da Frito-Lay , marca da Pepsi, será reformulado com todos os ingredientes naturais. A ação é parte do plano mestre da PepsiCo para explorar a quota de mercado para alimentos saudáveis. O Wall Street Journal informou recentemente a empresa espera aumentar seu negócio de nutrição de US $ 10 bilhões para US $ 30 bilhões em 2020.

A empresa irá remover os riscos alimentares, como o glutamato monossódico (MSG), substituindo-o por temperos naturais, tais como melaço e a páprica. Corantes artificiais serão substituídos por suco de beterraba, repolho roxo e cenoura. Ao todo, cerca de 60 diferentes lanches estão programados para começar essa reforma totalmente natural.

Este é certamente um bom exemplo de como a demanda dos consumidores pode alterar a direção de fabricantes de alimentos de uma forma positiva.

Os chips reformulados pode acabar sendo menos ruim para você do que as formulações originais. No entanto, os chips nunca serão verdadeiramente saudáveis. Chips todo-naturail pode ser o menor de dois males, mas, se consumidos regularmente, eles ainda estarão empurrando a sua saúde na direção errada ... Não há como fugir do fato de que as pragas modernas, tais como câncer, doenças cardíacas, obesidade e diabetes têm um componente na dieta, e batatas fritas e batatas chips serão sempre uma aposta perdedora, se você quiser evitar tornar-se parte estatística da doença.

Como Evitar toxinas induzida pelo calor na sua dieta

Idealmente, você deve consumir alimentos que são crus ou minimamente processados para evitar esses tipos de subprodutos tóxicos na comida, quanto mais cru, melhor. Meu plano de nutrição enfatiza a necessidade de pelo menos um terço de seus alimentos a serem consumidos crus. Pessoalmente, eu consumo cerca de 80 por cento da minha comida crua, e eu acho que este é um dos fatores mais importantes que ajudam a me manter saudável.

Pode demorar algum tempo para você passar à uma dieta de alimentos menos processados, mas se conseguir se livrar dos mais culpados, obviamente já seria um grande começo.

Estes incluem: batatas fritas e batata chips, todos os refrigerantes (regulares e diet, pois adoçantes artificiais podem ser mais problemáticos do que a frutose), donuts.

Alimentação Saudável Fácil de Fazer

Além de criar subprodutos potencialmente tóxicos, cozinhar e processar também esgotam a comida de micronutrientes valiosos, o que é uma outra razão para comer tanta comida crua possível. Isto inclui fontes de proteínas, tais como os ovos. Ovos orgânicos inteiros brutos, frangos de pasto são uma incrível fonte de nutrientes de alta qualidade. Outro bom exemplo é o leite cru, que é benéfico em seu estado bruto, mas que torna-se prejudicial depois de pasteurizado.

Ao optar por alimentos que irão beneficiar a sua saúde, como vegetais crus, de preferência orgânicos e / ou produzidos localmente, carnes orgânicas alimentados com capim, óleos saudáveis, laticínios crus, nozes e sementes, você pode alterar a sua saúde para melhor. Estes são os alimentos que são verdadeiramente naturais, e muito fáceis de preparar, uma vez que você se acostume.

Para um guia passo-a-passo para fazer a transição para uma dieta saudável, simples e suave possível, basta seguir o conselho do meu plano de nutrição otimizada.

Lembre-se, comer alimentos integrais, frescos, é o "segredo" para ficar mais saudável, de se perder peso e de realmente desfrutar de sua comida. É lamentável que tantos tenham uma crença equivocada de que é "quase impossível" fazer uma refeição sem alimentos processados. Bruce Weinstein e Mark Scarbrough tratam esta questão de frente em seu livro Real Food tem curvas, que é um excelente ponto de partida para "reaprender" as noções básicas de como aproveitar e preparar uma comida real.

Uma vez que você se acostume com isso, vai notar que pode preparar uma refeição saudável a partir do zero na mesma quantidade de tempo que teria levado para atravessar a rua para pegar fast food. A principal diferença será uma maior satisfação, tanto física como mentalmente, e talvez até mesmo financeiramente, pois alimentos processados normalmente acabam sendo muito mais caros do que cozinhar.

Fontes:
- Mercola: Are You Eating This All-Time Favorite "Cancer-in-a-Can" Snack?
- World Truth: Cancer in a Can: The Shocking True Story of how ‘Pringles’ are Made
- IO9: The shocking true story of how Pringles are made
- ANVISA: Perguntas e Respostas sobre a Acrilamida

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Engenheiro detecta chumbo em tampa de três marcas de iogurte


Fonte: UNICAMP
Texto: RAQUEL DO CARMO SANTOS
Fotos: Antônio Scarpinetti
Edição de Imagens: Diana Melo




Em análises feitas em embalagens plásticas de 900 ml de iogurte de três marcas diferentes comercializadas em supermercados de Campinas foi detectada alta concentração de chumbo nas tampas dos frascos.
Os testes foram realizados pelo engenheiro de alimentos Paulo Henrique Massaharu Kiyataka, no Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Os resultados constam de sua dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). 
Na avaliação do engenheiro, essas tampas não poderiam ser utilizadas. “Apesar de o contato entre a tampa e o alimento ser mínimo, não há como negar o risco de ocorrer a migração do chumbo para o iogurte, principalmente no manuseio. Um exemplo é o transporte deitado do produto ou estocado de ponta cabeça”, alerta.

Kiyataka, que realiza este tipo de análise há 13 anos, fez os testes em potes de sorvete de dois litros, e em embalagens de bebidas lácteas de 200 ml e 900 ml para verificar a presença de chumbo, cádmio, mercúrio e arsênio. 
Uma segunda etapa do trabalho foi verificar a migração dos elementos para os alimentos armazenados nas embalagens estudadas, de iogurte e sorvete, e a migração utilizando um simulante, solução de ácido acético 3%, conforme estabelecido pela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nos testes com alimentos e com o simulante, não se observou a migração, exceto nas tampas de frascos de 900 ml de iogurte, que apresentaram uma migração de chumbo para o simulante que representa aproximadamente 0,01% do teor total de chumbo presente nas tampas avaliadas, índice superior ao limite estabelecido pela legislação Anvisa.

O resultado desperta outra preocupação do engenheiro: a questão ambiental, pois os elementos estudados podem contaminar o meio ambiente por serem tóxicos. Para ele, não existe uma conscientização do consumidor em relação ao descarte deste tipo de material e, se disposto de forma inadequada, pode contaminar solo e água. 
As embalagens estudadas são feitas de polímero, que é degradado no meio ambiente, mas as substâncias inorgânicas demoram mais para se deteriorar e, com isso, aumenta o risco de contaminação.
“Ou seja, o material de embalagem para alimentos deve ser bem especificado, além de ser compatível com o produto acondicionado. Não deve ser uma fonte de contaminação para o alimento e para o meio ambiente, caso seja descartada”, esclarece.

Ele lembra que o uso de embalagens de polímero para contato com alimentos tem crescido muito nos últimos anos. O consumo de produtos industrializados é o motivo deste aumento, e os contaminantes inorgânicos – tais como os elementos analisados –, cujas maiores fontes são aditivos, podem fazer parte da embalagem e migrar para o alimento.

Para o autor do estudo, que teve a orientação da professora Juliana Azevedo Lima Pallone, a presença de tampas com alto teor de chumbo é uma falha verificada na indústria de embalagens, na indústria de alimentos e no órgão fiscalizador, demonstrando que o processo de fabricação precisa ser mais bem controlado.

Segundo o engenheiro, a indústria de alimentos precisa estar sempre atenta à qualidade do material adquirido, uma vez que se trata de acondicionamento de alimentos que serão ingeridos pelo consumidor. Kiyataka alerta também para a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte da Vigilância Sanitária.

“Pelos resultados, notou-se que há o uso de aditivos e substâncias com arsênio, cádmio e, principalmente, chumbo ou matérias-primas contaminadas com esses elementos na produção de embalagem, indicando a necessidade de uma melhor conscientização por parte do fabricante de embalagem e do usuário, fiscalização e uma legislação ambiental”, defende.

Em sua opinião, é preciso estabelecer limites máximos de contaminantes inorgânicos totais em embalagens, semelhantes aos existentes nos Estados Unidos e na Europa.

Publicação
Dissertação: “Chumbo, cádmio, mercúrio e arsênio em embalagens poliméricas para alimentos por ICP OES”
Autor: Paulo Henrique Massaharu Kiyataka
Orientadora: Juliana Azevedo Lima Pallone
Unidade: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA)

Ecologia Celular – O Papel da Alimentação e do Meio Ambiente no Envelhecimento e na Longevidade


Publicado em 29 de setembro de 2010 em Alimentação e Saúde por Paulo Guimarães

O livro Ecologia Celular – O Papel da Alimentação e do Meio Ambiente no Envelhecimento e na Longevidade, de autoria do médico Carlos Braghini Júnior foi lançado em 2008 e tem conteúdo de valor inestimável para quem deseja melhorar sua saúde através de mudanças na sua relação com o alimento e com o ambiente.


O autor divide o livro em quatro partes:
Na primeira aborda o conceito de ecologia celular – o corpo como um ecossistema vivo resultante da interação interna da comunidade de células de que é composto e desta com o meio ambiente.
Na segunda parte trata da importância que a alimentação representa para este ecossistema.
A terceira fala de metabolismo e mostra a relação das doenças, do envelhecimento e da longevidade com aquilo que comemos ou que deixamos de comer. Isso pode levar o leitor a “rever vários conceitos equivocados, como o de que o colesterol é responsável pelas doenças cardíacas ou que a soja é saudável”.
A última parte apresenta uma proposta de planejamento alimentar em três níveis: iniciante, intermediário e avançado.

A primeira parte do livro é um pouco árida para o leigo, apesar do esforço do autor em utilizar uma linguagem acessível. Mesmo assim, vale a pena o esforço de ler para quem quer efetivamente criar uma compreensão (algo bem acima de uma aceitação) das idéias apresentadas no livro.

Se você levar a sério esta primeira parte, principalmente por volta da página 32, onde o autor narra a carga de venenos (como o flúor da pasta de dentes) e alimentos inadequados (como leite desnatado) a que nos submetemos numa simples manhã, antes mesmo de sair de casa, é possível que você peça para que parem o planeta para você descer, por não ver solução.

O livro estabelece uma diferença interessante entre alimento e produto alimentício. Se algo estiver em bancadas ou espalhado em grandes caixas de um supermercado, tem boas chances de ser um alimento, mas quanto mais embalagens, pacotes, e organização houver nas prateleiras, maiores as chances de ser um produto alimentício. Evite estes últimos.

O ponto principal na virada da dieta alimentar ocidental, segundo o livro, estaria em um comitê criado pelo senado norte-americano, formado para analisar a alimentação daquele país e que foi coordenado pelo senador George McGovern. Na negociação política de elaboração da versão final do relatório, a recomendação de reduzir o consumo de carnes vermelhas e laticínios recebeu forte reprovação da bancada ruralista e foi reformulada para “como carnes magras, aves e peixes para diminuir a ingestão de gorduras saturadas”.

O autor lembra que quanto mais se come aquilo que a ciência tem orientado, mais as pessoas têm engordado. E dá as seguintes orientações ao final da segunda parte do livro:

Coma comida, evitando produtos alimentícios.
Evite os produtos que se dizem saudáveis.
Evite produtos com muitos ingredientes, ou que sejam desconhecidos ou de difícil pronúncia.
No supermercado, fuja das prateleiras das caixinhas.
Pague mais, alimentos mais saudáveis, orgânicos ou menos processados custam mais caro.
Coma menos. Há relação entre menor ingestão de alimentos e maior longevidade.
Coma vegetais, principalmente folhas.
Resgate o padrão cultural do ato de “se alimentar” em vez de “comer”.
Cozinhe e plante. É mais fácil de saber o que você está ingerindo.
Coma como um onívoro: diversifique seu cardápio.

Braghini começa a terceira parte do livro citando o dentista Weston Price, que será objeto de longa referência futura em nosso site, e a conclusão deste quanto à relação entre a má nutrição e as cáries e deformidades nos dentes.

Cita a forte influência que a alimentação exerce sobre a forma como os genes do indivíduo vão se expressar na constituição do seu corpo e, por extensão, de sua saúde presente e futura. Fala bastante na deterioração da qualidade dos alimentos processados e nas vantagens nutricionais de alimentos orgânicos, de carnes de animais de pasto.

Para quem deseja se aprofundar, há textos acessíveis sobre a forte dependência que nossas células têm do equilíbrio com o meio em que estão imersas (matriz extracelular ou mesênquima). O autor destaca também o papel de diversos nutrientes que ingerimos na interação celular e fala sobre o mito do colesterol, com ênfase no papel nefasto que as estatinas (termo genérico para os medicamentos prescritos para baixar o colesterol) provocam na saúde das pessoas.

Ainda na parte 3 do livro, há excelentes textos sobre a relação açúcar X insulina X longevidade, sobre exercícios físicos, sobre as gorduras e seu metabolismo, suficientes para quem quer entender e não apenas aceitar os danos que nossa alimentação moderna está causando à nossa saúde.

A última parte do livro é dedicada a um planejamento nutricional que o autor divide em três estágios: iniciante, intermediário e avançado. Mesmo focando nas sugestões de o que comer e o que reduzir, esta parte é densa de conteúdo e explicações sobre o que comer e o que não comer, com os respectivos porque sim e porque não. Uma ressalva, sempre há que ter uma, se refere à recomendação de uso de suplementos feita pelo autor e que do nosso ponto de vista deve ser evitada ou, no mínimo, deve ser transitória.


No fim do livro, o autor recomenda evitar o flúor, mesmo o da pasta de dentes, parar de fumar, abandonar o microondas, trocar forno a gás por elétrico, fugir do alumínio tanto na cozinha quanto nos desodorantes, não utilizar panelas com antiaderentes, reduzir nossa exposição aos campos magnéticos, armazenar alimentos em vidro, para fugir do Bisfenol-A (BPA), não tomar café em copos de plástico, sem falar no potencial agressivo dos nossos produtos de higiene e limpeza. Ou seja, aquela sensação de querer trocar de planeta que sentimos de forma leve ao ler a primeira parte, volta agora com força total no finalzinho do livro.

A última página do livro tem como subtítulo “Não desanime”. Pertinente, uma vez que depois de ler sobre tudo o que é abordado no livro, resta uma sensação de inadequação absolutamente paradoxal entre o nosso atual estilo de vida e a própria vida.

O autor mantém o site Ecologia Celular.

Kani Kama

Publicado em 20 de outubro de 2010 em Alimentação e Saúde por Paulo Guimarães

Carne de merluza com glutamato e adoçante. Você quer mais?

A embalagem detalha o produto: “Bastonetes de Surimi Congelados com Sabor Imitação Carne de Caranguejo”.
Você pensa que está comendo a saudável comida japonesa, na forma de um bastonete de carne de caranguejo e, no entanto, está comendo merluza com corante. Como se não bastasse, vêm junto óleo vegetal, açúcar e adoçante. Sem contar no onipresente glutamato monossódico.




Pela quantidade absurda de componentes que se vê em outros produtos industrializados, este aqui tem “apenas” 13 componentes, o que pode parecer pouco. É muito. É demais.

Por ser um produto congelado, era para ter apenas carne de caranguejo, água, e talvez um pouco de sal. Mais nada. Parece que há algumas décadas, até mesmo no Japão, o caranguejo só existe no nome do produto – kani - e às vezes no aromatizante, a carne é de merluza ou de outro peixe de carne branca e baixo valor comercial.

Ficha do Produto e Ingredientes
Nome Comercial: Kani Kama.
Fabricante: Arteva S. A. para Costa Sul Pescados.
Aquisição: Aracaju, outubro de 2010.
Distância rodoviária da fabricação à aquisição: 4.130 Km (fabricado em Montevideo / Uruguai).

O Kani Kama contém 13 componentes no total:

8 ingredientes: surimi (polpa de merluza), água, amido, óleo vegetal, clara de ovo, sal, sorbitol (edulcorante) e açúcar.

5 aditivos: 1 flavorizante: essência natural de caranguejo; 1 realçador de sabor: glutamato monossódico; 2 corantes: cochinila e páprica; e polifosfato de sódio.

Contém Glúten? Sim.
Quanto de sódio? 116 mg em cada 20 gramas (1 bastonete).

Admitam os adeptos ou não, comida japonesa virou moda. E o que antes era uma comida cara, ficou acessível. Como?
Com salmão de cativeiro (que se alimenta de ração com corante) no sashimi, merluza em vez de caranguejo no sushi e shoyu sem fermentar.

Precisa dizer que a saudável comida japonesa industrializou-se e deixou de ser saudável?

terça-feira, 9 de abril de 2013

ONU faz alerta para impacto de produtos químicos no dia a dia

Por: Jmonline

Componentes químicos artificiais presentes no nosso dia a dia podem ter um impacto significativo no sistema hormonal, favorecendo o desenvolvimento de doenças, de problemas de fertilidade e males congênitos, informa um estudo da ONU.

O estudo diz que o número de químicos EDCs – químicos com efeitos endocrinológicos, na sigla em inglês – aumentou “dramaticamente” entre 2000 e 2012 e muitos não são testados quanto aos seus efeitos na saúde humana e na vida selvagem.

Eles incluem aditivos em embalagens, brinquedos, bens de consumo, como eletrônicos, móveis e produtos de limpeza; produtos de cuidados pessoais, como xampus, cremes e sabão, e farmacêuticos. “Humanos estão expostos a EDCs por diversas formas, incluindo ingestão de comida, poeira, água, inalação e através da pele. 

Esses químicos vêm de fontes variadas, entram no meio ambiente durante a produção, o uso ou a eliminação de químicos e produtos e provocam diferentes efeitos”, aponta o relatório, feito em parceria da Organização Mundial da Saúde e a agência da ONU para o meio ambiente (Unep).

O problema, diz o relatório, é que ainda há poucos dados sobre como esses EDCs são produzidos e onde são colocados. Também faltam estudos detalhados sobre seus efeitos no sistema hormonal e sua relação com doenças específicas. O que se acredita é que a exposição a muitos desses químicos pode estar ligada a casos de câncer de mama, tireoide e próstata, deformações em bebês, hiperatividade em crianças, diabetes, asma, obesidade, males de Alzheimer e Parkinson, derrames e queda de fertilidade. 

Crianças podem entrar em contato com EDCs no ventre da mãe ou na infância, colocando coisas na boca.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Água Mineral também tem ingredientes você sabia?



Olha que sou uma leitora contumaz de rótulos. Mas nunca havia pensado em ler o rótulo das águas minerais.

Só por curiosidade comecei a pesquisar os ingredientes da água. Achei “na minha ingenuidade” que apareceria apenas água mineral e pronto! No máximo gaseificada artificialmente ou naturalmente. Não é que fui descobrir que a maioria das águas minerais são fluoretadas?

Vamos saber o que falam sobre o Flúor?
Um recente estudo publicado no Journal of American Dental Association (Associação Dental Americana) confirmou o flúor como uma substância tóxica que realmente destrói os dentes, especialmente os de crianças e bebês.

Em 2006, um estudo publicado na "The Lancet" identificou o flúor como "uma substância neurotóxica emergentes", que provoca graves danos cerebrais. O National Research Council (NRC) escreveu que "é evidente que fluoreto tem a habilidade de interferir com as funções do cérebro e do corpo por meios diretos e indiretos." 

Cerca de um mês depois, outro estudo publicado no Environmental Health Perspectives "encontrou uma ligação definitiva entre a ingestão de flúor e a redução de níveis de QI, indicando mais uma vez que a ingestão de flúor causa danos cognitivos. 

Na Universidade de Harvard, os pesquisadores identificaram uma ligação entre o flúor e câncer ósseo. Publicado 14 anos após o seu início, o estudo constatou que as maiores taxas de osteossarcoma, uma forma fatal de câncer ósseo, estavam ocorrendo na maioria das populações que utilizavam água potável fluoretada.

A doença renal é outra marca registrada de intoxicação por flúor. O NRC também descobriu que o flúor prejudica a função apropriada da tiroide e debilita o sistema endócrino. Até a década de 1970, o flúor foi utilizado na Europa como um medicamento supressor de tireóide porque diminui a função tireoidiana. Muitos especialistas acreditam que o hipotireoidismo difundido hoje é o resultado da superexposição ao flúor. 

Simplesmente não existe nenhum motivo legítimo para a água fluoretada. Não há realmente nenhuma maneira eficaz para evitá-lo totalmente, e ninguém realmente sabe o quanto é ingerido ou absorvido em uma média diária, porque a exposição é muito grande para fazermos esse cálculo.

Mas a pressão política e a má ciência continuam a justificar a fluoretação da água na maioria das cidades, apesar das crescentes evidências que mostram os seus perigos e efeitos danosos. 

Acabar com a fluoretação da água é uma tarefa difícil, mas os esforços concentrados por parte dos cidadãos, autoridades locais, e até dentistas, resultam em algumas vitórias significativas.


Bom aí já que estava com a mão na massa fui olhar as águas saborizadas e aqueles refrigerantes que tem cara de água mineral:

Água Mineral Sabor Morango ACQUAFIBRA Garrafa 400ml
Ingredientes:
Água, polidextrose, suco concentrado de maçã 70º brix, niacina (vitamina B3), piridoxina (vitamina B6), ácido pantotênico (vitamina B5), ácido fólico (vitamina B9), aroma idêntico ao natural de morango, acidulante ácido cítrico, edulcorantes artificiais sucralose (3,0mg/100ml) e acessulfame de potássio (4,0mg/100ml). NÃO CONTÉM GLÚTEN.
Informação Adicional:
Aromatizado artificialmente, não fermentado e não alcoólico, pasteurizado. Conservantes: Sorbato de potássio INS 202 e Benzoato de sódio INS 211.

Refrigerante de Uva de Baixa Caloria H2OH! Garrafa 500ml
Ingredientes:
Água gaseificada, suco concentrado de uva, suco concentrado de limão, cloreto de sódio, vitaminas: niacina (B3), ácido pantotênico (B5) e piridoxina (B6), aromatizantes, acidulante ácido tartarico, conservadores : benzoato de sódio e sorbato de potássio, edulcorante: aspartame (24mg/100ml) e acessulfame de potássio (6,5mg/100ml), regulador de acidez citrato de sódio, sequestrante EDTA cálcio dissódico e corantes artificiais: vermelho 401 e azul brilhante FCF. CONTÉM FENILALANINA. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Refrigerante de Limão de Baixa Caloria AQUARIUS Fresh Garrafa 1,5 Litros
Ingredientes:
Água gaseificada, sucos de limão 2,5%, aroma natural, conservadores sorbato de potássio e benzoato de sódio, edulcorantes artificiais: aspartame (21mg) e acesulfame de potássio (5mg) por 100ml, acidulante ácido cítrico, sequestrante EDTA cálcio dissódico. Contém fenilalanina. NÃO CONTÉM GLÚTEN.
Informação Adicional: Refrigerante de limão de baixa caloria.  ESTE PRODUTO NÃO É ÁGUA MINERAL.

Vamos saber o que são alguns desses “palavrões” grafados em vermelho, os chamados aditivos químicos?
·        Acesulfame K ou de pótássio – carcinogênico e possível causador de câncer na tireóide em animais usados em experimentos.
·        Aspartame  - candidato promissor para explicar o recente aumento na incidência e no grau dos tumores cerebrais.
·        Benzoato de sódio – Em maio de 2007, um pesquisador da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, divulgou artigo indicando que o benzoato de sódio causa danos ao DNA mitocondrial em células de fermento. O conservante, considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde desde 2000 e utilizado em diversos refrigerantes, deverá ser submetido a investigação por autoridades britânicas.
·        Sequestrante EDTA – elimina os níveis naturais de metal que deveriam estar em circulação.
·        Vitaminas e minerais devem ser tirados da alimentação, não tem sentido serem sintéticos.
·        Corantes vermelho 40, azul brilhante FCF - Os corantes em geral são muito alergênicos, suspeitas de causarem câncer. Balas, doces, gelatinas. No caso do azul brilhante pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.

Depois chamam a gente de fresca quando dizemos só tomar água mineral francesa!!!! Rssss.

Água Mineral com Gás Francesa PERRIER Garrafa 750ml
Ingredientes:
Água mineral natural reforçada com gás da fonte.


Fontes
Livro A Não Dieta dos Franceses  - Dr. Will Clower

quarta-feira, 6 de março de 2013

PROTESTE quer fim de corante em refrigerante

Por Proteste em 16 março 2012



Nos EUA a Coca e Pepsi vão mudar fórmula para evitar alerta de câncer. No Brasil algumas das bebidas já usam o Caramelo natural que é mais seguro.

A PROTESTE Associação de Consumidores solicitou aos fabricantes e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a substituição do “Caramelo IV” por corantes mais seguros na formulação de refrigerantes, energéticos, sucos, cereais matinais e outros produtos alimentícios.

Usado para dar cor aos produtos, esse aditivo será retirado da fórmula da Coca-Cola e da Pepsi nos Estados Unidos após o estado da Califórnia por na lista de substâncias cancerígenas, componentes químicos presentes no corante caramelo. A alteração será feita para que os fabricantes não tenham de colocar um alerta de risco de câncer em suas embalagens.

A PROTESTE também pedirá a atuação do Ministério Público Federal de Minas Gerais que já conseguiu anteriormente fechar um termo de ajustamento de conduta com os fabricantes de refrigerantes para tirar da fórmula o benzeno, outra substância potencialmente cancerígena.

Ao analisar a lista de ingredientes da rotulagem de alguns refrigerantes do mercado brasileiro a PROTESTE constatou que produtos da Coca-Cola e alguns da Pepsi apresentam o corante Caramelo IV na composição. Também encontrou no Guaraná das marcas Antártica, Kuat e Schin.
No Brasil alguns produtos da Pepsi como a Pepsi tradicional e a Light utilizam o corante INS 150a, que é o caramelo natural, mais seguro. Isso demonstra que a troca na formulação para garantir a saúde do consumidor é possível. Mas a Pepsi Twist e a Pepsi Twist Light ainda têm o corante INS 150d.

Quanto a presença do benzeno nas bebidas foi detectada em 2009 pela PROTESTE ao realizar exames em 24 amostras de diferentes marcas. O Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado em 2011, dois após o MPF instaurar inquérito civil público para apurar o caso. Para a Associação esta é uma vitória e garantia para a saúde da população brasileira. Só é uma pena o prazo de até cinco anos dado para a mudança.

A legislação brasileira, em especial o Código de Defesa do Consumidor, estabelece que os produtos colocados à venda no mercado não poderão trazer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a fornecer as informações necessárias e adequadas a respeito.

Leia também: Refrigerantes Cola. O que tem dentro deles?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Refrigerantes Cola O que tem dentro deles?


A quantidade de açúcar presente nos refrigerantes já é bastante difundida e desaconselhada ao consumo das crianças.

A surpresa maior foi em uma recente pesquisa encontrar benzeno, substância altamente cancerígina. Inclusive corantes impróprios para as crianças, o amarelo crepúsculo que pode causar hiperatividade, e o amarelo tartrazina, que pode causar alergias, presente nos refrigerantes de laranja.

Em relação ao sódio, há bebidas que trazem até 31% deste elemento, elevando a uma propensão a hipertensão, pois não a encontramos como única fonte de sódio em nossa dieta.

Os refrigerantes de cola apresentam ácido fosfórico, acidulante INS 338, que serve como regulador de acidez, e que reduz a absorção do cálcio, provocando assim osteoporose.

www.proteste.org




Refrigerante COCA COLA Garrafa 600ml
Ingredientes: Água gaseíficada, açúcar, extrato de noz de cola, cafeína, corante caramelo IV, acidulante INS 338 e aroma natural.NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Refrigerante COCA COLA Zero Garrafa 600ml
Ingredientes: Água gaseificada, extrato de noz de cola, cafeína, aroma natural, corante caramelo IV, acidulante, ácido fosfórico, edulcorantes artificiais: Ciclamato de sódio (24mg), acessulfame de potássio (15mg) e aspartame (12mg) por 100ml, conservador benzoato de sódio e regulador de acidez, citrato de sódio.NÃO CONTÉM GLÚTEN.



Refrigerante SCHIN Cola 250ml
Ingredientes:
Água carbonatada, açúcar, extrato de noz de cola, aroma idêntico ao natural e cafeína, acidulante INS 338, corante INS 150d , antioxidante INS 300 ou INS 315 e conservador INS 211.NÃO CONTÉM GLÚTEN. NÃO ALCOÓLICO. NÃO FERMENTADO.CONTÉM AÇÚCAR.




Refrigerante PEPSI Garrafa 600ml
Ingredientes:Aromatizantes naturais compostos, água gaseificada, açúcar, cafeína, extrato de noz de cola, corante INS 150a, acidulante INS 338. NÃO CONTÉM GLÚTEN. NÃO ALCOÓLICO. CONTÉM AÇÚCAR.


Refrigerante PEPSI Twist Light Lata 350ml
Ingredientes:Extratos de vegetais, água gaseificada, cafeína, corante INS 150d, acidulante INS 330 e INS 338, conservador INS 211, regulador de acidez INS 331(iii), edulcorantes artificiais: acesulfame K INS 950 (9mg/100ml), aspartame INS 951 (35mg/100ml). NÃO CONTÉM GLÚTEN. NÃO ALCOÓLICO.NÃO FERMENTADO.SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR.CONTÉM FENILALANINA.

Claro que não podemos colocar todas as marcas, mas estas com certeza são as mais consumidas. Aqui nos ativemos só as bebidas com cola para não ficar muito extenso, mas vamos investigar outros tipos de refrigerantes também.

Em vermelho estão os aditivos químicos utilizados para cada um deles. Nem estamos analisando a quantidade de açúcar, o sódio, etc.Vamos entender para que servem esses aditivos?

Tipos de Corante Caramelo

Corante caramelo é um nome genérico para vários tipos de corante. O corante caramelo é uma complexa mistura de vários componentes obtida pelo aquecimento de carboidratos alimentícios, sob pressão e temperaturas controladas, na presença ou não de reagentes químicos.

Dessa forma, a legislação classifica o corante caramelo em quatro tipos, conforme o processo em que foi produzido. São eles:

Caramelo I - INS 150a: Conhecido como caramelo simples. Para sua obtenção, podem ser usadas substâncias ácidas ou bases.

Caramelo II ou INS 150b: Conhecido como caramelo sulfito cáustico. Para sua obtenção, são usados sulfitos [?], bem como substâncias ácidas ou bases.

Caramelo III ou INS 150c: Conhecido como caramelo amônia. Para sua obtenção, são usados compostos amoniacais, bem como substâncias ácidas ou bases.

Caramelo IV ou INS 150d: Conhecido como caramelo sulfito-amônia. Para sua obtenção, são usados sulfitos[?], compostos amoniacais, bem como substâncias ácidas ou bases.

[?]Sulfitos: Devem ser ingeridos com precaução por pessoas com doença alérgica ou com asma. Há indicações de que os sulfitos causam reações alérgicas em pessoas que têm sensibilidade a essas substâncias, fazendo com que tenham ressaca, mesmo sem terem bebido em excesso.

Os sulfitos podem destruir a tiamina (ou seja, vitamina B1), essencial à função do sistema nervoso, ao aprendizado normal e à digestão. O FDA calcula que 1% das pessoas são sensíveis a esses compostos, embora você possa desenvolver uma hipersensibilidade aos sulfitos em qualquer momento da vida – e os resultados podem variar de brandos a causadores de risco de vida.

Por falar nisso, não são os sulfitos os responsáveis pelas dores de cabeça após a ingestão de vinho tinto. Algumas pessoas são alérgicas aos sulfitos, mas isso provoca sintomas semelhantes ao da gripe, não dor de cabeça. As dores de cabeça provocadas pelo vinho tinto assemelham-se a enxaquecas e podem ser causadas pelas histaminas presentes nos vinhos.

INS 330 ou ácido cítrico - pode estar ligado ao desgaste erosivo dental.

INS 338 ou ácido fosfórico, ácido orto-fosfórico - retira o cálcio do organismo e quando o organismo perde cálcio, retira o que precisa dos ossos. Ocorre a "Síndrome dos ossos quebrados" associada ao consumo de refrigerantes

INS 211 ou benzoato de sódio - Em combinação com o ácido ascórbico (Vitamina C), ele pode formar o benzeno, que é cancerígeno
INS 331(iii) ou Citrato trissódico, citrato de sódio - cuidado com o sódio

INS 950 ou Acessulfame de potássio - estudos sugerem que essa substância química produz câncer.

INS 951 ou Aspartame - quando aquecido a 30°C se degrada, transformando-se em ácido fórmico e formaldeído. O Journal of Neuropathology and Experimental Neurology aponta o aspartame como um candidato promissor para explicar o recente aumento na incidência e no grau de malignidade dos tumores cerebrais.

Fontes:
MedClick
ANVISA
Livro A não dieta dos franceses - Dr. Will Clower
Pat Feldman
Faz Fácil

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Nutricionista guarda Mc Lanche Feliz por um ano‏

Nutricionista guarda Mc Lanche Feliz por um ano. Veja o poder dos conservantes...






Uma reportagem publicada no final de março deste ano pelo jornal britânico Daily Mail deixou seus leitores de boca aberta. Uma nutricionista americana resolveu fazer um teste para constatar se a comida do McDonald's possui conservantes em excesso. O resultado foi assustador.

Durante um ano, Joann Bruso guardou um "Mc Lanche Feliz", um kit composto por sanduíche, refrigerante e batata frita, que acompanham um brinquedo e é vendido para as crianças. "A comida normal tem que se decompor, cheirar mal... Entretanto, o lanche e as batatas não estragaram e isso mostra que as crianças não estão comendo de forma saudável", declarou.


De acordo com a reportagem, Joann deixou o lanche e as batatas descobertos, em cima de uma prateleira em sua casa, no estado americano de Colorado, para checar o que aconteceria. Durante um ano, nenhuma mosca sequer chegou perto do sanduíche. "Eu deixava a janela aberta mas as moscas e outros insetos simplesmente ignoravam o 'Mc Lanche Feliz'".

"A comida é decomposta dentro do nosso organismo, que se aproveita dos nutrientes dela para transformá-los em combustível", explica Joann. "Nossas crianças crescem de forma saudável quando comem comida de verdade".

A nutricionista ainda explica que se o "Mc Lanche Feliz" foi ignorado por bactérias e micróbios que não fizeram a decomposição, isso significa que o corpo da criança também não consegue digerir esse tipo de comida de forma adequada.

Segundo dados apresentados pelo Daily Mail, pesquisas recentes afirmam que o pão da McDonald's possui uma série de conservantes como propionato de sódio. Já o pickles utilizado pela rede de fast-food leva benzoato de sódio.

As batatas fritas, que Joann descreveu como estando "douradas mesmo um ano depois", contém conservantes como ácido cítrico e pirofosfato de ácido de sódio, que mantém sua coloração.
Fonte: http://jahcristovoltara.blogspot.com.br/2010/08/nutricionista-guarda-mc-lanche-feliz.html




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ranking de 100 alimentos cheios de sódio Selecionamos os itens repletos deste elemento. Surpreenda-se: tem até doce!

Saúde Abril por Diogo Sponchiato e Thaís Manarini

Alimento
Porção
Quantidade de sódio
1. Macarrão instantâneo de galinha
1 pacote, 85 g
1 951 mg
2. Macarrão instantâneo de carne em copo
1 unidade, 64 g
1 859 mg
3. Lasanha congelada à bolonhesa
1/2 unidade, 325 g
1 734 mg
4. Tempero pronto para arroz
1 col. de chá, 5 g
1 645 mg
5. Macarrão instantâneo de galinha em copo
1 unidade, 64 g
1 642 mg
6. Carne-seca cozida
100 g
1 443 mg
7. Macarrão instantâneo de carne
1 pacote, 85 g
1 389 mg
8. Lasanha congelada de quatro queijos
1/2 unidade, 325 g
1 284 mg
9. Bacalhau refogado
100 g
1 256 mg
10. Caldo de carne
1/2 cubo, 4,5 g
987 mg
11. Caldo de galinha
1/2 cubo, 4,5 g
979 mg
12. Tempero pronto para feijão
1 col. de chá, 5 g
935 mg
13. Mistura para sopa instantânea de cebola
1 col. de sopa, 11 g
899 mg
14. Molho à base de soja
3 col. de chá, 15 ml
855 mg
15. Mistura para sopa instantânea de galinha e macarrão
2 col. de sopa, 19 g
855 mg
16. Misto-frio
1 unidade, 110 g
806 mg
17. Frango à milanesa recheado congelado
1 unidade, 130 g
789 mg
18. Nuggets de frango
5 unidades, 130 g
742 mg
19. Ovinhos de amendoim
3 col. de sopa, 45 g
687 mg
20. Sardinha em conserva
4 unidades, 100 g
666 mg
21. Hambúrguer de carne
1 e 1/2 unidade, 80 g
583 mg
22. Queijo parmesão
1 fatia, 30 g
553 mg
23. Hambúrguer de frango
1 unidade, 80 g
421 mg
24. Bacon
1 fatia, 20 g
384 mg
25. Frango à passarinho congelado
2 e 1/2 unidades, 100 g
324 mg
26. Pão francês
1 unidade, 50 g
320 mg
27. Extrato de tomate pronto
3 col. de sopa, 60 g
316 mg
28. Batata chips ondulada
3 xícaras, 50 g
308 mg
29. Patê de sardela pronto
2 col. de sopa, 40 g
280 mg
30. Torradinhas para canapés
15 unidades, 30 g
268 mg
31. Batata palha
1 xícara, 50 g
262 mg
32. Pepino em conserva
1/4 de xícara, 50 g
255 mg
33. Bolacha de grãos integrais
7 unidades, 30 g
255 mg
34. Bolo de abacaxi pronto
1 fatia, 60 g
242 mg
35. Bisnaguinha
2 e 1/2 unidades, 50 g
239 mg
36. Bolo de chocolate pronto
1 fatia, 60 g
234 mg
37. Pão de fôrma integral
2 fatias, 50 g
234 mg
38. Bolacha salgada de queijo
3 unidades, 25 g
226 mg
39. Bolacha água e sal
7 unidades, 30 g
223 mg
40. Biscoito de polvilho
5 e 1/2 unidades, 15 g
203 mg
41. Tomate seco em conserva
2 col. de sopa, 40 g
200 mg
42. Pão de hot dog
1 unidade, 50 g
197 mg
43. Cereal matinal de chocolate
3/4 de xícara, 30 g
193 mg
44. Pão sírio
1 unidade, 50 g
184 mg
45. Cereal matinal adocicado tradicional
3/4 de xícara, 30 g
176 mg
46. Mistura para bolo de chocolate
3 col. de sopa, 35 g
175 mg
47. Queijo mussarela
1 fatia, 30 g
174 mg
48. Atum em conserva
1 col. de sopa, 45 g
163 mg
49. Bolinho de morango
1 e 1/2 unidade, 60 g
159 mg
50. Pão de fôrma
2 fatias, 50 g
150 mg
51. Molho de salada sabor parmesão
1 col. de sopa, 13 ml
134 mg
52. Leite integral
1 copo, 200 ml
130 mg
53. Leite desnatado
1 copo, 200 ml
130 mg
54. Achocolatado pronto
1 unidade, 200 ml
130 mg
55. Iogurte natural
1 copo, 200 g
128 mg
56. Maionese
1 col. de sopa, 12 g
126 mg
57. Bolacha de leite
6 unidades, 30 g
115 mg
58. Rosquinha de coco
6 unidades, 30 g
110 mg
59. Molho de vinagre balsâmico
1 col. de sopa, 12 ml
110 mg
60. Leite em pó
2 col. de sopa, 26 g
105 mg
61. Amendoim torrado
1 col. de sopa, 15 g
103 mg
62. Rocambole pronto
2 e 1/2 fatias, 60 g
103 mg
63. Queijo ralado
1 col. de sopa, 10 g
100 mg
64. Energético
1 lata, 250 ml
100 mg
65. Bolacha recheada de chocolate
3 unidades, 30 g
100 mg
66. Salgadinho de milho
2 e 1/2 xícaras, 25 g
96 mg
67. Bebida isotônica
1 copo, 200 ml
92 mg
68. Barrinhas de wafer recheadas e cobertas com chocolate branco
4 unidades, 30 g
91 mg
69. Bolacha de maisena
7 unidades, 30 g
89 mg
70. Catchup
1 col. de sopa, 12 g
89 mg
71. Chá de limão em lata
1 lata, 340 ml
86 mg
72. Bolacha doce sem recheio
5 unidades, 30 g
85 mg
73. Ricota
1 fatia, 30 g
85 mg
74. Barrinhas de wafer recheadas e cobertas com chocolate ao leite
4 unidades, 30 g
81 mg
75. Granola tradicional
1/2 xícara, 40 g
78 mg
76. Achocolatado com malte em pó
3 col. de sopa, 30 g
75 mg
77. Batata chips ao forno
1 e 1/2 xícara, 25 g
68 mg
78. Água de coco
1 unidade, 330 ml
66 mg
79. Pó de cappuccino
2 col. de sopa, 20 g
64 mg
80. Queijo de minas
1 fatia, 30 g
63 mg
81. Margarina
1 col. de sopa, 10 g
60 mg
82. Bolacha wafer de chocolate
4 unidades, 30 g
53 mg
83. Pão de mel
2 unidades, 30 g
51 mg
84. Achocolatado em pó
3 col. de sopa, 30 g
42 mg
85. Paçoca
1 unidade, 22 g
41 mg
86. Sorvete de flocos
1 bola, 60 g
37 mg
87. Bolacha wafer de morango
4 unidades, 30 g
36 mg
88. Castanha de caju
1 colher de sopa, 15 g
36 mg
89. Suco em pó
1 saquinho, 30 g
34 mg
90. Refrigerante tipo cola zero
1 copo, 200 ml
28 mg
91. Chocolate branco
3 e 1/2 quadradinhos, 25 g
26 mg
92. Espaguete
1 prato, 80 g
20 mg
93. Barra de cereais com chocolate
1 unidade, 22 g
19 mg
94. Refrigerante de limão
1 copo, 200 ml
15 mg
95. Suco de soja de frutas
1 copo, 200 ml
13 mg
96. Arroz integral
1/4 de xícara, 50 g
12 mg
97. Chocolate ao leite
3 e 1/2 quadradinhos, 25 g
11 mg
98. Refrigerante tipo cola
1 copo, 200 ml
10 mg
99. Néctar de uva
1 copo, 200 ml
4,8 mg
100. Água mineral
1 garrafa, 500 ml
0,55 mg



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