Mostrando postagens com marcador . SUSTENTABILIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . SUSTENTABILIDADE. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de junho de 2022

Rodovia em SP ganha ponte verde feita com espécies ameaçadas de extinção que evita atropelamento de animais


jun 24, 2022 



Compartilhe Boas Notícias
Fonte: Jornal de Boas Notícias


O Brasil possui mais de 119 mil quilômetros de malha rodoviária federal, que facilitam muito uma série de serviços no país.

Mas toda essa infraestrutura tem um preço (sobretudo para a natureza), gerando vários impactos negativos – entre eles, a morte de animais que são vítimas de atropelamento nessas rodoviais, que invadem seu habitat natural. A cada segundo, 15 bichos morrem atropelados nessas estradas. São 473 milhões (!) de animais por ano. Triste demais, né?


Na Rodovia Nova Tamoios, em São Paulo, um projeto da startup PlantVerd, que atua na recuperação de áreas ambientais degradadas, promete solucionar esse problema. Com investimento da Dersa, responsável pela conservação da rodovia, a empresa construiu uma ponte verde no trecho que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte para garantir que animais possam atravessar por ela para ir de um lado ao outro da estrada e, assim, evitar os acidentes por atropelamento – que muitas vezes matam os bichinhos e também os seres humanos que estão ao volante.

Com 1.000 m² de área, a ponte foi construída com árvores frutíferas nativas da região, que ajudam a atrair os animais, além de espécies locais ameaçadas de extinção, como o cedro-cheiroso. Assim, além de ajudar a conservar a fauna, também contribui para recuperar a flora do lugar.

O projeto começou a ser pensado em 2018 e levou três anos para ser concluído. Agora ele já apresenta resultados bastante positivos de diminuição de atropelamentos e acidentes no trecho da rodovia em que está instalado. Já pensou se virasse tendência em todas as rodoviais Brasil afora?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

GENIAL ESSA INTERVENÇÃO URBANA NOS BUEIROS DA CIDADE

Fonte: Greenme
13/12/19 por Deise Aur






A arte urbana está sendo um meio para conscientizar e despertar a atenção dos cidadãos contra o descarte inapropriado de lixo em vias públicas.

Uma ação que aconteceu em Santos-SP há alguns anos, atualmente está acontecendo em Itapema-SC através da pintura de bueiros.

Um show de intervenção, porque muito simples, e porque consegue chamar a atenção para o problema do descarte errado do lixo, lembrando que embalagens de papéis, isopor, plástico, latinhas, e todo tipo de resíduo, pode acabar indo escoar para o mar.

A Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (FAACI) é a responsável por essa iniciativa de pintar os bueiros do Centro e da Meia Praia desse município. Essa medida faz parte das implementações da campanha Mares Limpos da ONU que tem a adesão de Itapema desde 2018.

A presidente da FAACI explicou o propósito dessa ação dizendo:
“Nosso objetivo é alertar a população sobre a necessidade do correto descarte dos lixos, pois o que é jogado nos bueiros entra na rede pluvial e acaba indo para o mar,”


sexta-feira, 15 de março de 2019

Se as garrafas PET poluem o Meio Ambiente e os refrigerantes “poluem” o organismo, porque em vez de programas de reciclagem não temos programas de educação alimentar e sustentabilidade?


Muitas vezes já me perguntei isso. Todo mundo sabe que as garrafas PET poluem e cada vez mais se criam maneiras de reciclar e reutilizar esse material em peças que muitas vezes são … como dizer … de extremo mau gosto…

Eu fico pensando se eu ganhasse um troço desses o destino seria com certeza o lixo, ou seja voltaria a poluir mesmo, apesar do trabalho e do tempo perdido de quem promoveu ou criou a reciclagem..

Por outro lado como vocês estão cansados de saber, a maioria das bebidas que vem nessas garrafas são refrigerantes e sucos com quantidades alarmantes de açúcar, que fazem muito mal à saúde das pessoas. Ah …mas tem a água mineral que também vem nas PETs, são práticas de carregar, afinal precisamos tomar bastante água para que nosso corpo funcione bem.

Também já sabemos que as garrafas de água são feitas de plástico chamado politereftalato de etileno, o PET que quando aquecido solta dois compostos químicos: o antimônio e o bisfenol A. O primeiro é reconhecido como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde. O segundo está relacionado à desregulação hormonal e a sérios problemas de desenvolvimento infantil.

Pesquisadores da University of Flórida testaram dezesseis marcas de água engarrafada mantidas a 70ºC por quatro semanas.Eles verificaram aumentos significativos nos níveis de antimônio e BPA que se transferiram do plástico para a água. “É preciso também prestar atenção em outras bebidas embaladas com PET, como o leite e o suco”, disse a pesquisadora-chefe Lena Ma, professora de ciências da água da universidade.Fonte: Huffpost Brasil

A cidade norte-americana de São Francisco, na Califórnia, baniu a venda de garrafas de água de uso individual a partir do dia 1º de outubro, depois de votação realizada no começo de março. Anteriormente, o município já havia proibido a utilização de sacolas plásticas.Após protestos e cobranças de ativistas, São Francisco se tornou a primeira grande cidade dos Estados Unidos a se mover em direção à proibição das garrafas plásticas.

A França também já proibiu a venda de copos, taças, pratos, talheres e outros utensílios descartáveis de plástico.As sacolinhas também já saíram de circulação. E no Brasil ainda continuamos utilizando montes de descartáveis nas escolas, empresas e festas em geral.




Porque não melhorar de uma só vez a alimentação e nossa consciência sobre a sustentabilidade? No Blog Coletivo Verde falamos sobre as águas aromatizadas, que matam a sede, são lindas e saborosas. Em vários lugares encontramos sucos naturais ou água de coco geladinha, do próprio coco. Porque não levar uma fruta? Uvas por exemplo.

Você pode fazer um carinho especial para o pessoal do escritório, que tal algumas jarras com água geladinha e ervas como hortelã, fatias de limão e laranja por exemplo. Quer levar no carro? Tem garrafinhas térmicas pequenas especiais para isso, ou então coloque em garrafas de vidro e leve ao freezer à noite (não esqueça de deixar um espaço para a bebida expandir quando gelada). Quando sair pela manhã tire do freezer que na hora de beber estará bem gelada.

Promova em sua Empresa o movimento “traga a sua caneca ou a sua xícara”, vamos ver quem tem o modelo mais diferente! Aposto que o dono da empresa vai adorar porque além de preservar o Meio Ambiente haverá uma redução considerável nos gastos com a manutenção da Empresa. Vai ter festinha? Providencie descartáveis sustentáveis feitos com fécula ou amido, ou mesmo aqueles tipo cristal que podem ser reutilizados.

Lembre-se quem vai mudar o Mundo é você, nossos filhos são nossos espelhos. Ninguém vai fazer no seu lugar, o futuro do nosso corpo e do nosso planeta dependem das nossas atitudes do presente. #partiumudança?

Imagens: Pixabay

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Por que Árvores Tombam?

Publicado por Raul Canovas em 19/01/17



Já escrevi algo parecido há mais de dois anos, mas insisto novamente no assunto porque elas continuam sucumbindo perante o olhar indiferente de muita gente.



Em épocas de chuvas, como as que temos agora em várias regiões do país, a mídia e as autoridades municipais culpam o “mal tempo” pela queda dos grandes exemplares que sombreiam as cidades. No entanto as causas são outras.



Uma árvore tomba porque:

  • Cumpriu seu ciclo vital. Mas as respectivas Secretarias do Meio Ambiente deveriam saber disto;
  • A espécie é inadequada para esse local. Exóticas, portes não consideradas, formata da copa, etc. influenciam;
  • Foi prejudicada por podas irregulares. O desequilíbrio da galhada e as feridas que atraem doenças são fatores letais;
  • Foi ferida com roçadeiras usadas no corte da grama. Manutenção de gramados não deve ser feita com essas máquinas;
  • O espaço permeável é insuficiente. Pisos estrangulando os troncos não permitem que ela capte água suficiente;
  • O solo foi compactado por anos de pisoteio e trânsito próximo de veículos. A manutenção deveria contemplar as drenagens periódicas;
  • Debilitada pelas pragas urbanas e as parasitas, como a erva-de-passarinho, desaba. Mas antes disso dá sinais evidentes de fraqueza;
  • Contaminações por produtos químicos, como cloro, detergentes e poluentes, afetam suas raízes.



Lamento muito quando os noticiários dizem frases como por exemplo: ” uma árvore cai causando transtornos ao trânsito” ou “carro é atingido por uma árvore” ou ainda “árvore despenca destruindo o telhado de uma casa”. Criminalizar uma árvore – inclusive depois de ter sido abatida por causa de tantos sofrimentos – é uma afirmação tão cretina quanto aquela que diz: “foi um fato climático lamentável e inesperado que abalou a cidade”.



Raul Canovas


Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.
http://www.jardimcor.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

VEJA POR QUE VOCÊ DEVE EVITAR O USO DO FILME PVC E CONHEÇA SUBSTITUTOS

Fonte: GrennMe Farei bem à Terra
7/1/19
atualizado: 9/1/19
por Eliane Oliveira




Ele é prático, barato, flexível e um pouco grudento, mas é o queridinho de muitas donas de casa e, principalmente, dos mercados e mercearias, quando se trata de “conservar” alimentos. Estamos falando do plástico filme ou filme PVC. E qual o problema disso?

Bem, o problema está justamente no descarte desse material, pois devido aos componentes que o fazem ficar flexível, ele se torna um plástico difícil de reciclar e, assim como muitos outros resíduos de plástico, vai parar em aterros sanitários demorando anos para se decompor e o pior, muitas vezes chegam nos oceanos, matando animais indefesos que confundem pedaços de plástico com comida.

ANIMAIS MARINHOS CONFUNDEM PLÁSTICO COM COMIDA. MAS POR QUE SERÁ?

Batemos nessa tecla de conscientização ambiental, pois infelizmente muitas atitudes nossas são impensadas, visando apenas a praticidade do dia a dia e a comodidade da vida moderna. Só que não é bem assim que devemos agir, não é mesmo?

Se existem alternativas que podem minimizar esse impacto ambientalcausado pelos nossos hábitos modernos, por quê não aprendê-los e aderir a eles? Por isso, vamos aprender o que é o plástico filme, se é possível reciclá-lo e quais as opções para substituí-lo.

Índice
O que é plástico filme?
O plástico filme é reciclável?
Tempo de decomposição
Alternativas para substituir o plástico filme

1. O que é plástico filme?

O plástico filme ou filme PVC (policloreto de vinila) é um plástico de baixa densidade, também chamado PEBD, o qual amolece em baixas temperaturas, queima como vela e tem a superfície lisa e “cerosa”.

O PEBD é flexível, leve, transparente e impermeável, sendo bastante utilizado para fabricar filmes para embalar alimentos, sacaria industrial, sacos de lixo e as polêmicas sacolinhas de supermercado.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, aproximadamente 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anualmente. No entanto, sacolas plásticas podem ser recicladas, mas e o plástico filme?

2. O plástico filme é reciclável?

Sim, o plástico filme é reciclável, podendo inclusive criar outros produtos a partir dele. No entanto, esse processo é um pouco complicado, principalmente no Brasil, onde quase não existem postos de reciclagem, ou a coleta é praticamente nula.

Por isso, nossa missão é procurar postos de reciclagem que recebem este tipo de material e levar o plástico filme já limpo e sem resíduos. Procure se informar sobre o processo de reciclagem que será realizado neste posto, pois se efetuado de forma incorreta pode liberar substâncias tóxicas que poluem o meio ambiente.

Infelizmente o plástico filme não pode ser reciclado juntamente com as outras embalagens plásticas, como por exemplo as sacolinhas, pois se forem colocadas no incinerador, liberam dioxinas que, além de poluir o meio ambiente, colocam em risco a saúde humana por causa do risco de câncer.

Por isso, a melhor forma de reciclar o plástico filme é não usá-lo!
3. Tempo de decomposição

O plástico leva pelo menos 100 anos para se decompor, isso inclui sacolinhas de plástico e até mesmo o filme de PVC. Por isso, a melhor alternativa a ele é substituir o plástico filme por produtos biodegradáveisou até mesmo por truques simples que já temos em casa, como veremos a seguir.

4. Alternativas para substituir o plástico filme

Já que o plástico filme é tão nocivo para o meio ambiente e o processo de reciclagem é tão complicado, podemos buscar algumas alternativas reutilizáveis para não precisar mais dele.

POTES DE VIDRO

Alguns recipientes como potes de margarina, ou até mesmo os que compramos em lojas de utilidades são melhores do que o plástico filme. No entanto, o ideal é escolher os de vidro, pois mesmo os potes de plástico podem liberar toxinas nos alimentos. Existem muitas marcas no mercado que informam se o plástico utilizado na produção dos potes é livre de BPA, por isso leia as informações na etiqueta do produto.

TAMPAS DE SILICONE

Outra alternativa para conservar alimentos são as tampas de siliconeadaptáveis a diversos tamanhos de recipientes. Elas podem ser uma ótima alternativa ao plástico filme, desde que sejam feitas com silicone totalmente não tóxico. Por isso, verifique se o produto possui uma etiqueta que contém essa informação.

PARA MASSAS REPOUSAREM
Para receitas de massas que pedem para deixá-las repousando com papel filme, as substituições são as seguintes:

  • Caso tenha que deixar a massa na geladeira, unte-a com um pouco de óleo e coloque num prato dentro da geladeira.
  • No caso de massas que precisam ficar repousando por um longo período, como as de pão ou pizza, coloque-as em uma tigela de vidro e cubra com um pano de prato úmido.
  • Se mesmo assim, você não conseguir ficar sem o plástico filme, talvez seja o caso de esperar pelo bioplástico, um tipo de plástico filme biodegradável feito com matéria-prima vegetal.

Pesquisadores da USP estão tentando patentear um alternativa sustentável para o filme plástico, a qual é produzida com fécula de mandioca, mas segundo eles é preciso criar um modelo de produção para suprir a necessidade da indústria.

Enquanto isso, continuamos buscando alternativas para conservar os alimentos sem precisar utilizar o plástico filme.

5 ALTERNATIVAS AO FILME PVC PARA CONSERVAR ALIMENTOS

Algumas iniciativas como a da Fe Cortez do Canal “Menos 1 lixo”, dão dicas para conseguir isso. Segundo ela, o plástico filme também não é a melhor maneira de conservar os alimentos, pois além da taxa de reciclagem desse material ser de apenas 17%, alimentos embalados com plástico filme não respiram.

Sem contar que, muitos alimentos orgânicos, que tem por objetivo a conservação do solo e a diminuição dos impactos ambientais, são embalados com isopor e plástico filme, ou seja, fogem do propósito de conservação do meio ambiente, lembra Cortez.

Por isso, ela traz algumas dicas de como eliminar o plástico filme do dia a dia.

Dentre as dicas, além dos potes de plástico ou de vidro, que falamos acima, ela sugere também:

  • 1 bol (tigela) e 1 prato que podem cobrir alimentos e ainda podem ser empilhados na geladeira;
  • Guardanapo de pano ou pedaços de tecido para embalar sanduíches;
  • Embalagens de tecido cobertos com uma resina de mel. Essas são novidade no mercado, são dobráveis e moldáveis com o calor das mãos, podendo ainda serem lavadas e reutilizadas.
Bom, essas foram apenas algumas dicas para não precisarmos mais utilizar o plástico filme para conservar os alimentos, como fazemos há anos de forma automática.

Se você já utiliza ou tem mais alguma ideia útil para fazer essa troca, compartilhe com o máximo de pessoas que puder para que possamos aderir e melhorar a saúde do nosso planeta!

Talvez te interesse ler também:

ALGAS NO LUGAR DO PLÁSTICO: UMA IDEIA QUE PODE O SALVAR O PLANETA
POTATO PLASTIC: TALHERES E SACOLAS FEITAS DE BATATAS PARA DIZER ADEUS AO PLÁSTICO
ESTUDANTE DE ESCOLA PÚBLICA CRIA CANUDO BIODEGRADÁVEL FEITO DE INHAME



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Direito do Consumidor e Sustentabilidade

Na semana passada colocamos no mundo o manifesto #EuComproABriga, reforçando nossos valores num novo momento que se inicia na história do Idec.

E para comemorar, lançamos agora um e book com 30 dicas sobre como fazer escolhas mais confiáveis, saudáveis e ecológicas nas suas compras do dia a dia.

Com o material, buscamos também esclarecer sobre os direitos do consumidor em situações que costumam gerar dúvidas. Vem com a gente!




sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Animação mostra a importância da preservação do ciclo da água para a sociedade


Toda água da Terra, cada gota, é a mesma que sempre existiu, fluindo há 4,5 bilhões de anos. 
Só que além da ocorrência das mudanças climáticas naturais, as ações humanas têm contribuído para o desequilíbrio do fluxo cíclico e natural das águas. Agora, precisamos agir para reequilibrar esse ciclo. Afinal, água é vida e sem vida não estaríamos aqui.




Fonte: Ecycle


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Como acabar com as formigas caseiras

Fonte: Lar Natural

Vale visitar esse site tem dicas muito interessantes, saudáveis e sustentáveis. Eu recomendo muito!

Sabe aquelas formigas caseiras que aparecem e atacam tudo, principalmente os doces? Coisinha chata, né? Pior, coisinha suja, porque estas formiguinhas andam por todo tipo de superfície, assim como as baratas.

Mas como acabar com as formigas naturalmente? Fácil, hoje vamos aprender a controlar esta praga urbana com um vídeo ensinando as principais dicas para se livrar das formigas! Assista ao vídeo e leia ao artigo!

Assista ao vídeo com nossas dicas naturais:




Dicas para acabar com as formigas

Primeira dica – prevenção
Não deixe restos de comida na pia ou na mesa, mantenha o cesto de lixo fechado e a comida dos cachorros ou gatos sempre limpa. Você pode colocar o pote de comida da sua mascote dentro de um prato com água.
Segunda dica – encontre o esconderijo das formigas
Parece brincadeira de criança e pode ser um desafio muito divertido! Os ninhos destas formigas costumam ser pequenos e difíceis de encontrar, a dica é ficar de olho naqueles buraquinhos na parede ou no piso onde caiu um pouco do rejunte, por exemplo. O primeiro passo para encontrar o ninho da formiga caseira ou doceira é montar uma armadilha, assim a própria formiguinha vai nos mostrar o caminho até o ninho.

Basta colocar um pouco de mel num potinho ou tampinha de garrafa e deixar em um lugar fixo. As formigas vão até o potinho, formando uma fila do ninho até o mel e vice-versa, é quase um traço mostrando o caminho!

Depois de identificar a localização do ninho, você vai precisar de uma mistura em partes iguais de água e detergente de lavar-louça e uma seringa pequena. Agora é só injetar dentro do buraquinho onde as formigas estão. O detergente quebra um fenômeno chamado tensão superficial, evitando que a formiga fique sobre a água, deste modo elas morrem por afogamento. Em seguida para evitar que outras formigas ocupem o ninho, feche o buraco com um vedante.

Terceira dica – formigas saindo de tomadas
Mas se as formigas estiverem saindo de uma tomada elétrica nem pense em usar a água com detergente! Líquido e eletricidade formam uma dupla muito perigosa, você poderá causar incêndios realmente graves ao colocar líquidos na tomada, então não faça isto de forma alguma. Nesses casos, basta colocar talco de bebê. O talco é fininho e as formigas respiram por orifícios que possuem ao lado corpo. Por isso, ao colocar talco no ninho, as formigas não vão conseguir respirar! Basta abrir a tomada e colocar o talco no local (com a eletricidade desligada).

Quarta dica
Aplique uma mistura (em partes iguais) de vinagre branco e água nas superfícies onde as formigas costumam aparecer. As formigas odeiam vinagre!

Quinta dica – potes de mantimento e armários
Faça trouxinhas de cravo-da-índia e coloque nesses lugares, trocando a cada 2 semanas. Basta colocar um pouquinho de cravo numa gaze, fechar bem, e colocar dentro dos potes de macarrão, açúcar, farinha, etc. e armários. Coloque esses sachês próximos aos equipamentos eletrônicos também.

Atenção: o mais importante para controlar esta praga é a constância! Ou seja, repita estes procedimentos de combate sempre que necessário, já os de prevenção faça sempre.



Nosso consultor Fábio Morais é engenheiro agrônomo da Universidade Orgânica e extensionista rural do INCAPER (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural).

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O papagaio preso

Pássaro, Desenhos Animados, Personagem, Papagaio

IMAGEM: pIXABAY
Fonte: Ser Sustentável

Um homem tinha um papagaio preso em uma gaiola. Um dia, resolveu viajar para a Amazônia e perguntou ao seu papagaio, em tom de brincadeira, se ele queria que trouxesse algo de lá.

O papagaio gentilmente lhe pediu:

- Se vires um bando de papagaios voando livres na natureza, pergunta-lhes como também posso ser livre e voar.

O dono riu de seu louro e saiu.

Já na Amazônia, o mercador viu um bando de papagaios voando livremente e gritou-lhes a pergunta de seu louro.

- Eu tenho um papagaio em uma gaiola! E ele quer saber como pode ser livre e voar!

Ao ouvi-lo, o papagaio líder do bando caiu no chão como morto, e lá ficou...

O homem ficou triste... Não entendeu o que tinha acontecido, mas aquela cena ficou gravada em sua memória.

Ao voltar, contou o ocorrido ao seu papagaio, e este, para seu espanto, tombou como morto dentro da gaiola. O homem lamentou, mas, resignado, retirou o louro inerte do fundo da gaiola e o atirou ao quintal. No próprio impulso com que foi jogado, ele alçou voo e pousou em um galho.

O homem, muito admirado, perguntou-lhe:

- Afinal, o que significa tudo isso?

E o papagaio, levantando novamente voo em direção ao horizonte, respondeu-lhe:

- Apenas segui a lição de meu mestre.

Siga seus instintos

Nascemos para viver e vivemos para ser felizes. Não há nenhum sentido em viver se nos for castrada a possibilidade de ser feliz e conseguir aproveitar aquilo que desejamos e sonhamos.

Qualquer tipo de aprisionamento - uma profissão mal escolhida, um casamento entediado ou uma cidade que não lhe dá mais prazer em morar, por exemplo - lhe trará o mesmo sentimento de nosso colega papagaio, da metáfora de hoje.

Dentro daquilo que nos propomos fazer, respeitando as pessoas que estão em nossa jornada, devemos ser livres, buscando nosso constante desenvolvimento pessoal, intelectual e profissional.

Nenhum casamento pode castrar a felicidade do marido ou da esposa - ambos devem ser felizes juntos, com respeito, ternura e buscando os sonhos individuais e do casal. Sou casado há quase 10 anos e tenho essa premissa, que vem dando bem certo! Claro que isso não é uma obra só minha - minha esposa também pensa como eu.

De outro lado, nenhum trabalho ou profissão pode fazer do homem um escravo e, pior, emburrecê-lo em atividades rotineiras que não propiciam seu desenvolvimento intelectual.

Se você se sentiu incomodado(a) com as reflexões acima, será que não é a hora de fingir de morto e buscar novos horizontes?


Que você tenha um final de semana incrível!
Abraços sustentáveis,













Marcio Zeppelini






















NOTA DE RODAPÉ

A infelicidade é a liberdade aprisionada dentro de nós

Marcio Zeppelini

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A Jaboticabeira

Jabuticaba, Fruta, Árvore, Tronco

Um jovem aproximou-se de um senhor de muita idade e perguntou:

- Que planta é esta de que o senhor está plantando?

- É uma jabuticabeira - respondeu o velho.

- E ela demora quanto tempo para dar frutos?

- Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - indagou, irônico, o rapaz.

- Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.

- Então, que vantagem o senhor leva com isso?

E o velhinho respondeu calmamente:

- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você...

Medidas de hoje repercutirão no futuro


Jamais conseguiremos comer nossas próprias “jabuticabas” se não as plantarmos, regarmos e adubarmos. Dia-a-dia, devemos cuidar de nossos objetivos com carinho e dedicação pensando no dia em que estivermos nos lambuzando de “jabuticabas maduras”.

Elas demoram para aparecer no pé, mas só aparecerão se você estiver convicto de que verá a “árvore cheia de bolinhas pretas”.

E tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte do futuro e ter dado a sua contribuição à humanidade sem necessariamente achar que só você comerá as jabuticabas que você planta.

Abraços sustentáveis.
Marcio Zeppelini.

NOTA DE RODAPÉ:

“Plante sonhos. Regue dedicação. Adube com otimismo. Colha conquistas”
Marcio Zeppelini

Há algo em seu "sapato" lhe incomodando?

Fonte: Ser Sustentável

O Sucessor do Monge



Diz uma lenda que um monge, próximo da idade para se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova.

Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos.

As bolhas em seus pés já sangravam causando-lhe imensa dor. Por causa disso ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos voltam ao pé da montanha para ouvirem do monge o óbvio anúncio. Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta ao seu oponente como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:

- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei – foi a resposta.
Diversifique suas soluções!

O como você “carrega os feijões” faz toda a diferença. Veja o que está incomodando em sua vida e mude a forma de lidar.

Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento e o como você lida com eles é você quem determina. Há sempre um jeito mais fácil de levar a vida e os problemas que ela oferece.

Se separarmos a realidade das especulações - tanto positivas quanto negativas - fica mais fácil de aceitar o que existe, comemorar o que tem de bom daquilo e, com calma e, principalmente, com inteligência, podemos encontrar soluções menos dolorosas à parte ruim da realidade.

Cozinhe seus feijões!

Abraços sustentáveis.
Marcio Zeppelini


Nota de Rodapé: 
"Somente quando está suficientemente escuro, você consegue ver as estrelas."
Charles Beard

sábado, 22 de março de 2014

Dia Mundial da Água - Quanta Água é Necessária para Produzir alguns Alimentos?


Fonte: Dicas Verdes

Você já parou para imaginar ou calcular quanta água é necessária para a produção de alguns produtos simples que você tem em casa? Quase ninguém pensa nisso não é! Ou melhor, quando vamos ao mercado não temos nenhuma tabela ou informação de quanta água é consumida, porém essas dados começam a surgir para nossa surpresa!

Até bem pouco tempo atrás, quase não se estudava as formas de redução do consumo de água na produção de certos alimentos. Agora com a produção ameaçada em alguns países, a economia de água vem sendo tratada como meta principal e como se fosse o fim dela.

Este artigo é curtinho, mas de muita valia. Ele mostra um quadro demostrativo de quanta água é consumida para a produção de alguns produtos simples que você encontra nas prateleiras dos mercados. Eu nunca imaginaria que para produzir 1 kg de manteiga é necessário cerca de 18.000 litros de água.

Você pode imaginar 18 caixas de água para produzir 20 potinhos de manteiga de 500g? É muita água não? Apesar de que já sabemos faz tempo que a manteiga ou margarina não faz bem a sua dieta, não é!

Este artigo vem para colocar no imaginário dos nossos leitores quanta água podemos deixar de consumir apenas não consumindo ou apenas gastando o necessário. O desperdício traz a falta de água par muitos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dia Mundial do Meio Ambiente - Dia de descartar o lixo eletrônico.


Árvores De Magnólia, Primavera, Flores

Como é de conhecimento fazemos há dois anos a coleta permanente de lixo eletrônico na cidade. Já recolhemos 284 toneladas.

Para isso contamos com 22 pontos permanentes de coleta, entre os quais um na Câmara Municipal de São Paulo.

Queremos convidar a participar no Dia Mundial do Meio Ambiente de um esforço concentrado de nossa campanha, trazendo seu lixo eletrônico inservível: Aparelho celular, bateria, CD, Câmera digital, Notebook, DVD Player, computador, impressora, Mp3 Player, Micro-ondas, televisão, Videocassete, pilhas (Não serão coletada lâmpadas)

Data: Quarta-feira, 5 de junho.
Horário : Das 09h00 às 17h00.
Local : Câmara Municipal. Viaduto Jacareí, nº 100.

Pedimos que possam nos ajudar divulgando e convidando através sua rede de contatos, tendo em visto a importância ambiental da Terra.

Pedimos seu retorno de adesão para aproveitarmos essa ocasião para divulgar e a pedir seu apoio e participação na nossa 12ª Conferência de Produção mais limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo, que será no dia 04/10/13 (sexta-feira) no Memorial do America Latina. As inscrições estão abertas no WWW.natalini.com.br e WWW.anggulo.com.br .

segunda-feira, 18 de março de 2013

7 maneiras de consumir menos plástico



De Dicas Verdes

Você sabia que para ter um pouco mais de atitude responsável e mais limpa você não precisa ser extremamente careta e radical? Pois é, muita gente acha que para ajudar a salvarmos o planeta é precisa ser ativista no Greenpeace, mas não. Você também pode ajudar a manter sua cidade limpa com apenas algumas dicas que você deve seguir e também fazer a reciclagem. Além disso é muito mais chic comer em um prato de vidro do que aquele pratinho molenga de plástico.

Viu, as dicas não são nada extremas e nem precisa mudar a sua rotina. Estas dicas podem ser de grande valia principalmente se você tiver um filho onde estes princípios devem ser ensinados desde criança, pois se você ensiná-lo a respeitar o meio ambiente, com certeza você estará formando um bom cidadão de bem e muito bem educado.

E você faz alguma dessas dicas aí?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Somos capazes de conter o desmatamento, mas não conseguimos incentivar restauração, diz assessora de Meio Ambiente de SP

Árvores, Estrada, Irlanda Do Norte, Paisagem, Ramos

Fonte:FIESP -
26 de fevereiro de 2013.

Em reunião do Conselho de Meio Ambiente da Fiesp, engenheira agrônoma Helena Carrascosa von Glehn defende a aplicação mais vigorosa de pagamento por serviços ambientais a moradores das imediações de áreas naturais

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Helena Carrascosa: 'Estipular um pagamento pelos serviços ambientais é uma coisa que gera recurso adicional e tenderia a funcionar com sustentabilidade'

Existem áreas em São Paulo cuja preservação é muito simples: basta proteger e a vegetação se regenera sozinha. Mas há ambientes onde recuperar um hectare de floresta custa mais caro do que plantar um de café, cana, laranja ou outra cultura.

A reflexão é da assessora técnica do Gabinete da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Helena Carrascosa von Glehn, ao debater o tema, nesta terça-feira (26/02), durante a reunião do Conselho Superior de Meio de Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo a engenheira agrônoma, o Estado de São Paulo chegou a um patamar eficiente de controle do desmatamento, mas a gestão para incentivar a recuperação de áreas devastadas ainda é insuficiente.
“Hoje a gente é capaz de conter o desmatamento, mas não consegue, com os instrumentos de comando e controle, incentivar a restauração das áreas que precisam”, afirmou. “Chegamos ao limite. E, por mais eficiente que seja na fiscalização, a gente não consegue restaurar o tanto que precisaria. Essa é a realidade de São Paulo hoje”, pontuou.

De acordo com a assessora, algumas regiões do interior de São Paulo já registram áreas com apenas meio por cento de vegetação nativa, enquanto cerca de 120 mil quilômetros de curso d´água estão desprotegidos. “Isso significa erosão, perda de recurso natural e de dinheiro”, salientou.

Recursos financeiros

Para recuperar áreas, a especialista defende a aplicação mais vigorosa do modelo PSA (Pagamento por Serviços Ambientais), regime no qual moradores e produtores próximos a áreas naturais recebem recursos financeiros para protegê-las.

“Quando a gente fala em pagamento por serviço ambiental, fala em pagar por uma atividade que favorece a geração de serviço ambiental”, explicou. “A gente paga por alguma coisa que alguém faz e isso aumenta a geração dos serviços ecossistêmicos, o que gera reflexos positivos, inclusive, fora daquela propriedade”, acrescentou.

Serviços ambientais são recursos como água, ar limpo, nutrientes para o solo, diversidade genética, equilíbrio climático, que a natureza oferece à humanidade.

Helena Carrascosa acredita que estipular um pagamento por esses serviços “é uma coisa que gera recurso adicional e tenderia a funcionar com sustentabilidade”. A engenheira citou como exemplo bem-sucedido o serviço de abastecimento de água em Nova York.

“Eles fizeram a conta e concluíram que era mais barato cuidar da bacia do que construir uma estação sofisticada para tratar a água. Hoje o serviço de água de Nova York paga os proprietários rurais que estão próximos à bacia para fazerem determinados manejos de suas propriedades. Com isso, eles têm uma água de boa qualidade e não precisam gastar uma fortuna”, concluiu.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

10 maneiras como a reciclagem está acabando com o meio ambiente.

As pessoas pensam que a reciclagem é um tipo de panaceia para todos os males causados pela humanidade ao meio ambiente, e que separar o lixo vai reverter séculos de baboseiras não biodegradáveis acumuladas nos lixões.

De fato, reutilizar materiais é uma boa forma de reduzir o impacto imposto ao ambiente – quando funciona. Algumas vezes, a teoria e a prática estão em desacordo. Veja aqui algumas formas com as quais estamos prejudicando o meio ambiente através da reciclagem:

10 – ESPALHANDO CONTAMINAÇÃO



A contaminação é um dos maiores obstáculos enfrentados pela indústria da reciclagem, atualmente. Se houverem contaminantes ou toxinas no material original, como por exemplo chumbo em uma lata de tinta feita de alumínio, o contaminante pode passar pelo processo de reciclagem e aparecer no produto final.

O pior problema é que algumas vezes nem sabemos que algo está contaminado até ser tarde demais. Um exemplo foi o de centenas de edifícios de Taiwan que foram feitos de aço reciclado, que estavam envenenando as pessoas com radiação gama nos últimos doze anos. Havia uma contaminação por Cobalto-60.

9 – POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA CONTINUA SENDO PROBLEMA

O processo de reciclagem também produz poluentes, na forma da fumaça dos caminhões que carregam os produtos a serem reciclados. Em 2009 haviam, só nos EUA, 179.000 caminhões coletando e transportando lixo e material reciclável nas estradas, 91% deles movidos a diesel, e a maioria veículos velhos. Os gases emitidos por estes veículos contêm mais de 30 toxinas aerotransportadas.

E isto sem considerar a poluição produzida pelas plantas de reciclagem. Uma planta de reciclagem no estado de Washington, EUA, produz mais emissões tóxicas que qualquer outra fábrica na região. E os três maiores poluidores depois dela são também plantas de reciclagem.

8 – LODO DO PAPEL É NOJENTO



Quando o papel é reciclado, ele é misturado em uma polpa. A polpa é lavada e então prensada para fazer novas folhas de papel. Durante este processo, rejeitos como fibras de papel, tintas, químicos usados na limpeza, e corantes são filtrados e formam um pudim conhecido comolodo ou lama do papel. Esta lama é então queimada ou enviada a um aterro, onde pode liberar dezenas de químicos tóxicos e metais pesados em lençóis freáticos.

Há uma lei nos EUA contra este tipo de maneira de se livrar da lama de papel, mas também há uma maneira de contorná-la: misturando qualquer coisa ao lodo, ele deixa de ser lixo, tornando-se um produto. E não há lei contra jogar toneladas de produtos em um aterro. Nos sites que tratam de reciclagem de papel no Brasil, não foi encontrada referência a esta lama e a seu destino.
l
7 – A MAIORIA DOS PLÁSTICOS NÃO PODE SER RECICLADO



Existem cerca de sete tipos de plásticos comuns no dia-a-dia, e só dois deles são recicláveis. Se você colocar o plástico não reciclável na cesta de material a reciclar, ele será coletado, processado, separado e jogado fora em um aterro. Até mesmo a tentativa de reciclar algumas coisas, como o plástico que envolve aparelhos eletrônicos, representa um desperdício destes recursos.

E as coisas podem ficar piores. O plástico é separado automaticamente em algumas plantas de reciclagem, mas o processo não é prefeito. O resultado é que alguns tipos de plásticos não recicláveis acabam onde não deveriam ir, e você acaba com produtos químicos como o BPA em produtos que não deveriam tê-lo.

6 – OS MÉTODOS ATUAIS NÃO SÃO EFETIVOS



O plástico é um produto cheio de truques, mas, com toda sinceridade, não sabemos o que fazer com ele. Por exemplo, as sacolas de plástico de lojas e mercados. Estima-se que menos de 1% delas é reciclada, e uma das razões é que é muito caro.

Nos EUA, custa US$ 4.000,00 (cerca de R$ 8.000,00) para reciclar uma tonelada de sacos plásticos, e esta tonelada pode ser vendida por US$ 32,00 (cerca de R$ 64,00). O resultado é que, só lá, cerca de 300.000 toneladas destes sacos vão para os aterros a cada ano.

5 – O REFINO DE ÓLEO CRIA PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS



É óbvio que o óleo é um dos maiores poluentes – basta notar a preocupação em torno dos vazamentos oceânicos. Faz sentido, então, reciclar o óleo usado de forma a obter algo útil dele. Mas a reciclagem de óleo geralmente cria mais produtos tóxicos.

A maioria dos centros de tratamento de óleo de pequena escala usa algo conhecido como o processo de argila ácida. Ela retira as impurezas do óleo, mas deixa para trás uma lama tóxica contendo impurezas e produtos perigosos, como o ácido hidroclorídrico. E o que estas plantas fazem com este lixo tóxico? Queimam, jugando produtos como o óxido nítrico e dióxido de enxofre no ar. Pior: este é o método oficial de lidar com tal lixo. Como se jogar uma pessoa em um lago a salvasse do afogamento.

4 – A RECICLAGEM MAL TOCA A DEMANDA



A demanda por produtos reciclados está crescendo muito mais rápido que a capacidade da reciclagem de produzi-los. O alumínio é uma dificuldade em especial, visto que sua demanda tem crescido 10% ao ano. Sem contar que não pode ser usado para certas coisas (por exemplo, reciclar latas de refrigerante não fornece a qualidade necessária para construir um aeroplano).

Mesmo se as latas pudessem voltar a ser latas, isto não seria suficiente. O americano médio bebe 2,5 latas por dia, o que dá 778 milhões de latas. Com a capacidade de reciclagem de 100.000 latas por minuto, ainda assim faltariam 600 milhões de latas – em um único dia.

3 – ALGUNS PRODUTOS SÃO MELHORES SEM RECICLAGEM



O desmatamento é um dos principais argumentos pela reciclagem. Imagine acres e acres de floresta temperada, com animaizinhos felizes, uma tribo nativa ou duas, todos sendo destruídos. Só que não é isto que acontece. Cerca de 87% do papel novo vem de florestas plantadas apenas para a produção de papel. O EUA derruba cerca de 15 milhões de acres de florestas cada ano, mas planta 22 milhões – cada ano surgem sete milhões de acres a mais de florestas. Aumentar a reciclagem irá reduzir a demanda para estas florestas.

E há também o vidro, que vem da areia, o recurso mais abundante do planeta. O processo de reciclagem de vidro é mais prejudicial que o processo de criação de vidro virgem.

2 – A RECICLAGEM “TUDO-EM-UM” É INEFICIENTE



Uma das tendências recentes em reciclagem é a reciclagem “tudo-em-um”. Todo o rejeito de papel, plástico, vidro e metal vai em uma única lata de reciclagem, que é separada na fábrica. O argumento para este processo é que são necessários menos caminhões para fazer a coleta. Mas a contrapartida é pior – toda a separação extra custa milhões de dólares na forma de novos equipamentos, e a poluição é apenas transferida para as fábricas que tem que construir este equipamento.

E também há o problema da quantidade versus a qualidade. Centros de reciclagem “tudo-em-um” focam em velocidade, que acaba servindo para aumentar o problema da contaminação.

1 – A RECICLAGEM DÁ FALSAS PROMESSAS



A maior razão pela qual a reciclagem prejudica o ambiente não tem a ver com seu processo tecnológico, mas com a mentalidade que cria nas pessoas. A ideia de colocar materiais no cesto de reciclagem ou adquirir produtos reciclados nos faz acreditar que estamos salvando o meio ambiente (quando muito mais coisa precisa ser feita), ou até nos deixar mais relaxados quanto a poluição. Apenas nos EUA, são produzidas anualmente 250 milhões de toneladas de lixo por ano.

O maior impacto da reciclagem é convencer que está tudo bem desperdiçar em outras áreas, já que estamos compensando na reciclagem. Ela encoraja o consumo, em vez de apontar formas de reduzir o mesmo.
A extração de metal será feita dos lixões no futuro
DEVEMOS ABANDONAR A RECICLAGEM?

Obviamente não. Os itens discutidos acima são verdadeiros, mas alguns possuem outros lados – ou controvérsias.

A contaminação não é um problema geral, pelo menos não há nada que o indique. A lama do papel é um problema sério que acontece com uma combinação de manufatura de papel virgem e reciclado. Quanto aos tipos de plástico que podem ser reciclados, isto depende da legislação da cidade. A reciclagem de sacolas plásticas realmente é cara, e o melhor a fazer é usar sacolas de tecido.

A reciclagem de óleo é poluidora, mas será que produz mais poluição que as refinarias? Da mesma forma, a reciclagem de vidro consome menos energia que a produção de vidro virgem, e produz menos poluição atmosférica. E, por fim, a reciclagem tudo-em-um aumenta a taxa de reciclagem.

A conclusão que fica é: ainda podemos muito a avançar na questão da reciclagem. O importante é lembrar que ela não é um milagre e nem faz milagres. [Listverse, LimpaBrasil]
Fonte:  Hypescience 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Refresque-se na nova estação

Fonte Rádio Globo - Mensagem de Rosana Jatobá


O chuveiro elétrico é responsável por 25% da conta de luz. No verão, aproveite os benefícios de um banho frio: ele dá energia e nos deixa mais bonitos, porque impede o ressecamento da pele.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sylvia Earle: a dama dos mares. Os oceanos têm uma voz. Feminina, sensível e experiente. "É hora de agir. O que fazemos hoje é pouco, um sussurro, não um grito. Os próximos dez anos talvez sejam os mais cruciais dos próximos 10 mil", alerta a oceanógrafa e ambientalista americana Sylvia Earle a respeito da urgência de se criar políticas para a conservação das águas, esgotadas pelas sobrepesca e poluição.

Mar, Areia, Costa, Praia, Conchas, Férias, Natureza
Ronaldo Ribeiro e Matthew Shirts
National Geographic Brasil - 10/2012
USFWS Pacific / Creative Commons

A oceanógrafa Sylvia Earle é exploradora da National Geographic Society

Sylvia falou com a revista no Rio de Janeiro, em uma pausa de suas palestras na Rio+20, no restaurante de um hotel na Barra da Tijuca - ao mesmo tempo, circulavam no hall dezenas de chefes de Estado, muitos que, durante a conferência, ouviram claramente o recado de Sylvia. "Os oceanos controlam o modo como funciona o mundo. E estão negligenciando a importância deles no estudo das mudanças climáticas", diz. Ainda assim, ela mantém o otimismo: "Se eu pudesse escolher um momento para nascer, seria hoje, em que nossas ações terão um impacto efetivo no futuro".

A senhora pode falar um pouco de sua vida e da maneira como vê o mundo hoje?

Como uma mulher de 77 anos, gostaria, antes de mais nada, que todos se dessem conta de que venho de um planeta muito diferente, que tinha, por exemplo, menos CO2 na atmosfera e bem mais peixes nos oceanos. Viviam aqui 2 bilhões de pessoas, em vez dos atuais 7 bilhões. Havia mais árvores. O mundo que vejo hoje é resultado de uma transformação rápida e brutal no ambiente, que coincide com o tempo de minha vida.

Muito do que fizemos nos trouxe benefícios: a revolução na medicina, a tecnologia das telecomunicações. Ainda assim, estamos em um momento crucial na história, porque, pela primeira vez, somos capazes de nos ver em perspectiva. Nas últimas décadas, aprendemos mais sobre nós mesmos que durante toda a história anterior da humanidade. Quando eu era pequena, não havia a possibilidade de quantificar o CO2. Não sabíamos da existência de cadeias montanhosas nos oceanos, as maiores formações geológicas da Terra. Nem das fontes hidrotermais. Não sabíamos que os continentes se deslocam, e que isso é parte de nosso passado e de nosso futuro, pois esses processos determinam as transformações naturais do planeta. Com o conhecimento, a ciência, nos demos conta de que nós, seres humanos, somos o vetor da mudança, e desencadeamos transformações em âmbito planetário que podem não ser nada benéficas.

Como surgem os oceanos nesse cenário?

Todos nós somos donos do alto-mar. É como o ar. É um bem comum, e será bom que permaneça intacto e saudável, pois é a garantia de nossa existência. Os oceanos contribuem com a geração de 70% do oxigênio atmosférico. Essa é uma das grandes descobertas do século 20, algo que vínhamos subestimando. Nada se compara ao plâncton em termos de captura de carbono e geração de oxigênio. Todavia, segundo alguns estudos, desde 1950 houve um declínio de 40% no fitoplâncton oceânico. O mesmo se dá com a redução dos peixes; a tendência de declínio é clara. Não protegemos os sistemas que nos mantêm vivos. O que precisamos é agir antes que seja tarde demais, antes que os tubarões e os atuns desapareçam, antes que os corais tenham se extinguido - no Caribe, 80% deles sumiram desde 1950. Quando a gente olha para os números, fica óbvio de que há algo errado no planeta. E, ao contrário do que muita gente acredita, o tamanho dos oceanos não é suficiente para evitar um colapso.

Quais seriam as boas políticas para a preservação dos mares?

Várias ações precisam ser postas em prática. Entre elas, uma rede global de áreas marinhas protegidas. Proteção da biodiversidade em águas internacionais. Pesquisas coordenadas da acidificação dos oceanos e de seus efeitos. Expansão e implementação de acordos institucionais para a proteção do ambiente marinho. E estabelecimento, sempre que viável e por consenso de todos os interessados, dos procedimentos de manejo nas áreas de pesca, com base no respeito aos ecossistemas e aos pescadores artesanais.

Circula entre alguns conservacionistas a ideia de que, se conseguirmos proteger de modo efetivo 10% dos oceanos, será possível salvar as populações de peixes. É verdade?

Admitindo-se que o oceano é o coração do planeta, basta transpor a imagem para nosso corpo: alguém consegue viver com 10% do coração? Não funciona assim.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...