Mostrando postagens com marcador . COMIDA DE HOSPITAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . COMIDA DE HOSPITAL. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Hospital Materno-Infantil de Barcarena recebe primeira certificação nacional

Título reconhece a oferta de serviço de nutrição baseado em práticas sociais e ambientais
16/10/2019
Por Adrielle Sousa (HMIB)


Foto: Ascom / HMIB

Serviço de Nutrição e Dietética (SND) produz, por mês, mais de oito mil refeições ofertadas aos usuários, acompanhantes e funcionários

A adoção de hábitos saudáveis e sustentáveis de alimentação pelo Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) rendeu à unidade, nesta semana, o Selo Green Kitchen, certificação nacional que reconhece a oferta de um serviço de nutrição baseado em práticas sociais e ambientais, além de responsabilidade na produção sustentável e na destinação adequada dos restos alimentares. O selo é concedido pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam).

A unidade conta com o Serviço de Nutrição e Dietética (SND), responsável pela seleção, processamento, produção e distribuição dos alimentos. Por mês, mais de oito mil refeições são produzidas e ofertadas aos usuários, acompanhantes e funcionários.

O diretor Hospitalar da unidade, Fábio Machado, destacou o envolvimento da equipe no processo de certificação. "O selo assegura um trabalho de qualidade e comprometimento que a equipe do setor desenvolve dentro do hospital. Nosso êxito vai além de boas práticas. Contribuímos também com perspectivas sociais e ambientais para o futuro", ressaltou Fábio Machado.

No HMIB, práticas como separação de resíduos, reaproveitamento de alimentos, cardápio planejado com inserção de verduras e legumes, e orientações de reeducação alimentar são aplicadas diariamente. A definição do menu é avaliada também pelos funcionários, por meio de pesquisa de satisfação.

Foto: Ascom / HMIBPlanejamento - 

A supervisora de Serviço de Nutrição e Dietética, Simone Sakairi, destacou o planejamento voltado às mudanças de conscientização alimentar e adoção de práticas sustentáveis.

 "Utilizamos óleo de girassol em 100% das refeições, pois é mais saudável, e treinamos toda a equipe acerca do descarte correto de resíduos. Também fazemos o reaproveitamento de cascas de frutas para sobremesas e buscamos proporcionar tipos de refeições saborosas, inclusive com ingredientes integrais. Dosamos as quantidades para equilibrarmos os gastos e incentivarmos o consumo de temperos naturais com fornecedores locais" acrescentou.

Inaugurado no dia 21 de setembro de 2018, o Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan está localizado na cidade de Barcarena, no Pará, a 114 km da capital, Belém. Mantida pelo Governo do Pará, é uma unidade hospitalar pública que atende média e alta complexidade.

O atendimento é voltado a gestantes e recém-nascidos. O Hospital abrange 11 municípios do Baixo Tocantins: Abaetetuba, Barcarena, Igarapé-Miri, Moju, Baião, Cametá, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Acará, Ponta de Pedras e Oeiras do Pará.

sábado, 3 de agosto de 2019

Terceirização afeta qualidade da comida em hospitais com Nadia Cozzi

Ao terceirizar alimentação, hospitais servem comidas industrializadas, pobres em nutrientes, que comprometem a recuperação do paciente
Publicado por Redação RBA 14/11/2016 09:34

REPRODUÇÃO


Do congelador ao microondas: para cortar custos, hospitais servem comida industrializada aos pacientes


São Paulo – A especialista em alimentação orgânica Nádia Cozzi ressalta a importância de dieta saudável para a recuperação dos pacientes, mas alerta que devido ao processo de terceirização que avança no setor da saúde hospitais vêm servido produtos industrializados, pobres em nutrientes.

“O problema é que os hospitais, na sua maioria, estão terceirizando a alimentação. Então, vem tudo em potes plásticos que vão direto ao micro-ondas, que chegam direto ao paciente. Ninguém nem abre para sentir o cheiro e ver o que tem dentro”, afirma a especialista em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Idealizadora da página Comida de Hospital é Alimento?, Nádia conta que ficou espantada quando, convalescendo de uma cirurgia de vesícula, recebeu um bolinho de chocolate industrializado no hospital em que estava internada. “Se eu comer isso, vou morrer”, pensou ela, que já trabalhava com consultoria em alimentação orgânica.

“Comida de hospital não é alimento, na maioria dos casos, porque é baseada, quase que exclusivamente, em alimentos industrializados. O que tem de nutriente num alimento industrializado, cheio de aditivos químicos, cheios de conservantes etc.?”, questiona a especialista.

Nádia comenta que até mesmo os sucos, que deveriam ser naturais, preservando assim seus nutrientes, foram substituídos pelos de caixinha, que contam com altos níveis de sódio e açúcares.

Para ela, além da terceirização, outra parte do problema está na formação de nutricionistas e especialistas em gastronomia que depois vão atuar nos hospitais. Nádia afirma que esses profissionais se distanciaram da “comida de verdade” porque os cursos também são patrocinados pela indústria alimentícia, interessada, portanto, no consumo de alimentos processados.
Ouça

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Descubra quais as refeições os hospitais servem aos doentes pelo mundo.

Fonte: MEGACURIOSO
MARIA LUCIANA RINCÓN
SAÚDE/BEM-ESTAR

A gente sabe que hospital não é restaurante! Mas bem que eles podiam servir uma comidinha mais gostosa para motivar os pacientes a sararem logo para poder receber alta e retornar o quanto antes a suas casas e rotinas, né? Ou... será que tudo não passa de um complô para manter os doentes mais tempo internados? Brincadeiras a parte, a verdade é que a maioria das pessoas não curte muito as comidas que são servidas durante as internações.

Mas, e em outros países, será que os enfermos comem melhor? 

Para os curiosos, Meg Josephson, do portal Business Insider, foi averiguar o que os hospitais de vários países servem para os seus pacientes e, na verdade, descobriu que as refeições têm bastante a ver com a cultura local e o que as pessoas comem em diferentes partes do mundo. Confira a seguir:

1 – Japão


  (Business Insider)

Meg tinha razão quando disse que as comidas de hospital geralmente refletem o que as pessoas normalmente comem em seus países. Veja a refeição acima, por exemplo, servida em hospital japonês. Ela consiste em arroz branco, peixe e legumes cozidos.

2 – Singapura

   (Business Insider)

Também refletindo a culinária local, a comida de hospital acima consiste em arroz, legumes e frango ao molho rendang, preparado com especiarias como gengibre, pimenta e folhas de cúrcuma.

3 – Eslováquia

   (Business Insider)

Os pacientes eslovacos — pelo menos os do hospital que serviu a refeição acima — aparentemente são alimentados com comidinhas leves e equilibradas. Na imagem vemos fatias de pão e presunto, uma maçã, uma sopinha, queijo, algo que parecer ser goulash, um prato preparado com carne, cebolas, pimentões e pimenta.

4 – Polônia

  (Business Insider)

O pratinho acima meio que fez você apreciar as comidas que servem aqui nos hospitais brasileiros? Caso você não tenha reconhecido os itens, a refeição consiste em uma fatia de pão com um naco de manteiga (ou margarina?), um pedaço de pepino e leberwurst — uma espécie de salsichão de fígado com uma consistência pastosa.

5 – Malásia

  (Business Insider)

Os doentes malaios não comem tão mal assim, né? Essa acima é uma refeição tipicamente servida nos hospitais da Malásia, e essa especificamente consiste em uma coxa de frango com macarrão frito.

6 – Holanda

  (Business Insider)

Parece apetitoso, você não acha? A refeição acima, servida em um hospital de Roterdã, consiste em curry vegetariano, salada de pepino e macaron com chantilly e morango.


7 – Inglaterra

  (Business Insider)

O prato acima, servido em um hospital na Inglaterra, não parece espetacular, mas tampouco horrível. Composta por linguiças com molho, purê de batata, legumes, sopa cremosa e arroz doce de sobremesa, a refeição é bem "comível".

8 – Escócia

  (Business Insider)

Enquanto a refeição servida pelo hospital inglês parece aceitável, a servida em um hospital escocês não parece muito não! O que seria essa gororoba? Algum tipo de estrogonofe com arroz?

9 – Austrália

  (Business Insider)

Se você pensava que na Austrália os hospitais serviam algum animal estranho assado para os pacientes, se enganou. Pelo menos a refeição acima parece bem normal: pão, peru com ervilhas e legumes, salada de frutas, suco de maçã e sorvete de baunilha de sobremesa.

10 – Estados Unidos - Califórnia

 (Business Insider)

Olha outro exemplo do que Meg falou! A refeição acima, composta por pizza, macarrão com queijo, cheeseburger, frutas em calda e refrigerante, é a quer servem em um hospital na Califórnia chamado The Thorton Hospital. Delícia, né?

Estados Unidos - Massachusetts

  (Business Insider)

Em Massachusetts, as refeições são mais leves... a da imagem consiste em canja com bolacha de água e sal, salada e peixe assado (que se encontra quentinho no recipiente marrom).

Estados Unidos - Nova York

  (Business Insider)

Já as refeições dos hospitais nova-iorquinos não parecem muito apetitosas... essa que você acabou de ver consistem em purê de batatas, ervilhas, um tipo indescritível de carne e molho. Eca...

Estados Unidos - Colorado

   (Business Insider)

No Colorado as coisas melhoram bastante! Nesse hospital, servem sanduiche de queijo, ovo e bacon!

Nota do Blog IPC DAR VIDA - Seria um complô contra a vida dos pacientes????? 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Hospital usa alimentação confortável para ativar memórias afetivas de pacientes

Essa alimentação que desperta lembranças afetivas é chamada de Comfort Food.
09/05/2019
Fonte: Grupo Independente





Sabe aquela comida deliciosa que só a sua mãe faz ou aquele prato que é a especialidade do seu pai? Ou o sabor do lanche preferido dos seus filhos? Pois essa alimentação que desperta lembranças afetivas é chamada de Comfort Food.

O termo que surgiu em 1966, nos Estados Unidos, hoje é uma das maiores tendências em alimentação moderna. Em Caxias do Sul, o conceito de Alimento Confortável tem mudado o dia a dia de cerca de 45 pacientes internados nos setores de longa permanência, oncologia, cuidados paliativos e pediatria do Hospital da Unimed.

Essa relação entre a comida e o estado emocional se tornou um aliado do Serviço de Nutrição da instituição. As nutricionistas trabalhavam com o conceito de Comfort Food, de maneira isolada, ou seja, com alguns pacientes de cada profissional. Elas perceberam que podiam potencializar as atividades e criar cardápios e esquemas alimentares com comidas caseiras, que os pacientes possam comer para que se sintam mais perto de casa.

Fonte: O Pioneiro

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Brigadeiroterapia



Fonte: SEGS
13/10/17

Hospital de Curitiba promove ação com pacientes e ex-pacientes em tratamento de câncer de mama

A vida é como cozinhar, você precisa planejar, se dedicar, ter paciência, cuidado e muito amor. Nem sempre você irá provar o melhor sabor, ou a receita dará certo. Porém, assim como cozinhar, a vida te permite se reinventar. 

Pensando em tudo isso, o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), com o apoio do Espaço Gourmet e Loja Daju, promoveu um encontro com pacientes em tratamento e ex-pacientes já curadas do câncer de mama.

A reunião aconteceu na Escola de Gastronomia Espaço Gourmet, que ensinou

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A importância do verde para os pacientes dos hospitais

Nunca entendi porque muitos hospitais tem grandes áreas verdes mas os pacientes não podem frequentá-los.

Em uma das internações de minha mãe consegui que o médico autorizasse que eu a levasse até o jardim para tomar um pouco de sol, respirar, ver os passarinhos, ver gente. Foi muito bom para a recuperação dela, mas um escândalo com os funcionários que não entendiam como eu tinha conseguido sair com ela. É contra as normas!

Quando uma pessoa é internada tudo é tirado dela, sua casa, suas coisas, sua família, sua liberdade. Tudo passa a ser frio, a comida vem em pacotinhos, sem sabor, sem cor, sem textura. Os quartos imaculadamente brancos,enfermeiras e os médicos idem. Pela janela às vezes se visualiza a rua, as pessoas, os jardins, outras vezes nem isso. Seu corpo é apalpado, cortado, espetado, perde-se a individualidade, são apenas meros corpos investigados. 

O poder regenerador dos alimentos, do sol, das plantas, das risadas, dos abraços é esquecido, não tem mais importância. Claro que alguns hospitais e clínicas já perceberam isso, mas o movimento é lento, o que comanda ainda é a redução de custos, por isso a terceirização da cozinha, a construção de mais prédios, um em frente ao outro, janelas vedadas impossibilitando olhar para o mundo lá fora.

Foi então com muito prazer que vi a reportagem do Verdejando que fala exatamente sobre isso, a importância do verde na recuperação dos pacientes de um hospital no jornal SP1 da Rede Globo. Veja no link 


Imagem Pixabay


Por Nadia Cozzi.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Estamos vivendo em um ambiente de guerra



Pelo menos foi essa a sensação que tive ao acompanhar um amigo durante sua internação no Pronto Socorro em um Hospital Público considerado de ponta aqui em São Paulo, num bairro nobre, na maior cidade do país e da América do Sul e a quarta maior de todo o mundo.

É com muita revolta que estou escrevendo este texto, pois apesar de todas essas qualificações pessoas são amontoadas umas ao lado das outras, com dor, com as mais variadas doenças, jovens, velhos. Sujeitas a sair de lá muito pior do que entraram.

A sala de espera com cadeiras comuns e umas 3 poltronas um pouco mais confortáveis não tem ventilação, o calor é insuportável e conforme o tempo passa e aquelas pessoas ficam ali às vezes dias, sem banho, sem higiene, o ambiente se torna fétido. Pelo chão, passeando tranquilamente uma aranha marrom de tamanho considerado.

Os banheiros são dignos de um Lar Doce Lar do programa do Luciano Huck, paredes pretas cheias de mofo, portas quebradas, papel higiênico jogado por todo lado. O cheiro insuportável.

Nos corredores as pessoas estão em macas pequenas, não têm travesseiros, mas eles dão cobertores para colocar embaixo da cabeça. Imagine isso com 30 graus de temperatura ambiente.

As refeições são servidas ali mesmo e o cheiro dos banheiros mistura-se ao da comida. Água para beber, imprescindível neste calor que está fazendo tem, mas copos nem sempre. O enfermeiro avisava, “olha gente estes são os últimos copos, quem beber guarde o seu por favor”.

Eu saia de lá com o coração partido deixando uma pessoa querida sujeita a essas condições. Mas apesar de tudo havia compaixão, sorrisos, preocupação, as pessoas se ajudavam, umas tomavam conta das outras. Os médicos e atendentes em sua maioria muito atenciosos “se viravam nos trinta” para atender todo mundo. Mas a falta de estrutura é evidente.

Graças a Deus no terceiro dia de manhã meu amigo ligou que estava de alta, fiquei muito feliz por tirá-lo de lá, mesmo sabendo que não tinham resolvido o seu problema de saúde, adiado para daqui a 2 semanas quando ele precisará marcar com um endocrinologista pois está com o cálcio no sangue altíssimo, com suspeitas de hiperparatireodismo ou pior, câncer. Mas isso não tem pressa, estamos no carnaval e se não há estrutura em dias normais, imagine nessa época de muita bebida e gente aglomerada.

Acredito em Deus profundamente e mesmo que aquelas pessoas mereçam estar ali por carma ou algo parecido, acredito também com a mesma intensidade que quem rouba da saúde e da educação neste País, vai pagar caro, muito caro, sentindo na pele o sofrimento dessas muitas Marias e Josés que conheci nesse Hospital Público considerado de ponta aqui em São Paulo, num bairro nobre, na maior cidade do país e da América do Sul e a quarta maior de todo o mundo.

“Eu entendo que um homem possa olhar para baixo, para a terra, e ser um ateu; mas não posso conceber que ele olhe para os céus e diga que não existe um Deus” ― Abraham Lincoln


PS.: Peço desculpas por publicar esse desabafo neste Blog que quer sempre trazer boas notícias, mas meu pai Pedro Cozzi era uma pessoa que lutava muito pela justiça e pelo amor ao próximo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Alimentação do Hospital Cassems de Campo Grande vem da agricultura familiar. A parceria, além de levar uma alimentação de qualidade, livre de agrotóxicos, proporciona o escoamento da produção


Fonte: A Crítica
POR: DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
(67) 99974.5440EMAIL PINTERESTTWITTERGOOGLE PLUSFACEBOOK


Produtor Marquinhos da Querência / Divulgação

O Hospital Cassems de Campo Grande foi inaugurado há pouco mais de dois meses e continua sendo pioneiro em ações que mudam a vida não só dos beneficiários da Caixa dos Servidores, mas também de toda a população do Estado. Em uma parceria inédita com a Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária Leiteira e de Corte e da Agricultura Familiar (Cooplaf), a Cassems oferece aos colaboradores do hospital e aos pacientes internados refeições preparadas com alimentos orgânicos produzidos pela Cooperativa. Além de levar uma alimentação de qualidade, livre de agrotóxicos, a parceria proporciona o escoamento da produção.

A Cooplaf tem dois anos de existência e é localizada em Campo Verde, distrito de Terenos. A cooperativa conta com participação de 525 propriedades e, na região do assentamento, cerca de 6 mil pessoas trabalham e vivem da agricultura familiar. De acordo com a secretária da Cooplaf, Lucilha Almeida, a parceria vai ajudar a escoar toda a produção da cooperativa.

"Hoje, a agricultura familiar produz muito, mas não consegue a parte de escoamento. Então, o interesse nosso é buscar parceiros como a Cassems para escoar a nossa produção. Isso vai valorizar a economia local e o produtor, por isso a parceria com o Hospital Cassems foi de suma importância para a gente. Geralmente, quando se usa esses produtos aqui eles vêm de fora e deixa de gerar riquezas no nosso Estado e a Caixa dos Servidores entendendo isso, se prontificou imediatamente em fazer essa parceria e ajudar o desenvolvimento da agricultura familiar", afirma Lucilha.

Para a zootecnista Carlina Rezende, esta parceria vai trazer outros horizontes para a Cooplaf. "Essa parceria vai abrir mercado para gente e nós vamos crescer juntos, tanto nós enquanto cooperativa, mas o hospital também. Nós estamos muito satisfeitos porque vai ser uma parceria que vai ser consolidada e cresceremos juntos", explica Carlina.

O produtor Kleber Colman participa da cooperativa e terá seus alimentos fornecidos para a cozinha do hospital. Kleber possui 16 hectares e pretende crescer ainda mais. "Eu comecei com alface, cheiro verde e couve, agora estou plantando tomate também. Estou buscando aumentar e diversificar para a gente aumentar a nossa produção", avalia Colman.

Segundo a nutricionista do Hospital Cassems, Beatriz Camargo, os alimentos provenientes da agricultura familiar garantem uma refeição mais saudável aos colaboradores e pacientes. "Para a gente é muito importante porque esses alimentos são sazonais e, por serem assim, eles são mais baratos, além de serem orgânicos, ou seja, não têm agrotóxicos. Tudo isso faz com que os alimentos sejam mais saudáveis e melhores em relação a nutrientes e macro nutrientes. Isso é melhor para os nossos colaboradores e para os nossos beneficiários", explica a nutricionista.

O presidente da Cassems entende que ao firmar a parceria com a cooperativa, a Caixa dos Servidores, além de oferecer uma alimentação mais saudável, atua como indutora da economia do Estado.

"A parceria entre a Cassems e a Cooplaf é muito importante para o nosso Estado, porque o nosso hospital, ao comprar os produtos oriundos da agricultura familiar, serve como indutor de um setor muito importante da economia. Mato Grosso do Sul tem um grande potencial para desenvolver nesse setor, a exemplo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde a agricultura familiar gera emprego, gera receita para um grande número de famílias. Portanto, além disso, ela serve como uma fonte de alimentos saudáveis, praticamente orgânicos, para os nosso pacientes e para os nossos funcionários do hospital Cassems de Campo Grande. Para nós é uma grande alegria, sobretudo, porque a Caixa dos Servidores passa a cumprir de forma mais forte ainda o seu papel social e indutor da economia do nosso Estado", pontua Ayache.

Agricultura Familiar

A agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculados à segurança alimentar mundial e preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais. Ela representa uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades.

Atualmente, no Brasil, aproximadamente 70% dos alimentos servidos à mesa são provenientes da agricultura familiar, mas a realidade do homem do campo ainda muito difícil. A dificuldade do escoamento da produção, a presença dos atravessadores e a deterioração dos recursos naturais formam um coquetel indigesto para essas pessoas. A aquisição direta através das cooperativas contribui em muito para que essas dificuldades sejam superadas, além de contribuir para o associativismo e o empreendedorismo no campo pela agricultura familiar.

Em Mato Grosso do Sul, 63% dos produtos rurais são da agricultura familiar, mas apenas 4% das terras são de propriedade dos produtores. Existem, aproximadamente, 70 mil agricultores familiares no Estado, entre assentados e não assentados, índios e quilombolas, porém, 80% das hortaliças consumidas em Mato Grosso do Sul são compradas em outras regiões. Os principais produtos da agricultura familiar são a mandioca, o milho e o leite.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...