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sábado, 3 de agosto de 2019

Os benefícios que a natureza proporciona para sua saúde mental


Olhar árvores pela janela, ter plantas em casa ou ouvir o canto dos pássaros pode aliviar a tensão do dia a dia




Por mais que seja difícil de acreditar devido às circunstâncias nas quais o ser humano vive hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, a raça humana passou 99% de sua existência em contato direto com a natureza. Levando isso em conta, não é tão complicado entender que o contato com o verde das árvores, com o canto de um pássaro e com um belo pôr do sol, possa aliviar estresse, melhorar o desempenho e o humor, e amenizar e diminuir chances de desenvolvimento de doenças mentais.

Cada vez mais estudos analisam esses benefícios que a natureza proporciona, seja através de vitaminas, de calor ou da simples sensação de liberdade que o contato nos traz, o fato é que os benefícios da natureza para a saúde são muitos.

Em 1984, Robert Ulrich relatou que pacientes de um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, que estavam internados em quartos com vista para árvores, apresentavam uma melhora mais rápida, além de terem melhor humor e necessitarem de menores doses dos remédios. 

Enquanto isso, pacientes em quartos com janelas voltadas para uma parede de tijolos apresentavam complicações, maior tempo de internação e maior número de reclamações sobre funcionários do hospital. 

Quase 100 anos antes disso, em 1889, Van Gogh já relatava os benefícios que o contato com a natureza, e retratá-la em pinturas, traziam para sua saúde mental, enquanto internado, voluntariamente, para tratar seu transtorno bipolar.

Entre as vantagens que a natureza proporciona é fácil mencionar:

  • A influência da natureza ajuda a recuperar o cérebro da fadiga causada por trabalho, estudo, etc., melhorando o desempenho e a satisfação;
  • Quando incorporada no design de prédios, propicia calma, inspira ambientes e estimula o aprendizado e a curiosidade;
  • Proporciona um ótimo espaço para atividades físicas, que melhoram o aprendizado, a memória e as funções cognitivas;
  • Atividades ao ar livre podem aliviar sintomas de Alzheimer, demência, estresse e depressão;
  • Contato com a natureza ajuda no desenvolvimento das crianças, encorajando a imaginação, criatividade e a interação social;
  • Diminui sintomas de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) em crianças, podendo diminuir, também, o uso de remédios.

Na cidade, nosso cérebro é constantemente estimulado. Trânsito, faróis, pedestres, vendedores, tudo isso "gritando" para nosso cérebro, em uma competição pela atenção. Em pouco tempo, ele já está cansado e pode começar a apresentar perda de memória. Um pequeno vislumbre de verde já causa alívio cerebral, dando uma pausa para o cérebro de toda a loucura urbana.

Estudos demonstram que, em ambientes com um mínimo de presença da natureza, não apenas o desempenho, mas o foco na tarefa a ser realizada é maior. Seja essa presença natural ou artificial, ela causa uma reação automática em nosso cérebro, reconhecendo e aceitando esse alívio. Em escritórios sem janelas, as pessoas ficam mais insatisfeitas com seu trabalho, ficam doentes com mais frequência e faltam mais, apresentando alto nível de ansiedade e tensão, caracterizando a síndrome do edifício doente, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Já em lugares com algum elemento verde, os trabalhadores são mais satisfeitos com seu trabalho, mais pacientes e ficam menos doentes. E, em escolas, alunos eu têm aulas em salas com vista para a natureza têm melhores notas e mais foco.

Para crianças, brincar ao ar livre, além de estimular a imaginação e criatividade, ocasiona uma sensação de liberdade, livrando seus cérebros, momentaneamente, dos constantes estímulos da cidade. O mesmo acontece para pessoas com DDA, que, em um ambiente mais natural e aberto, sentem menos pressão e estímulos. Em pacientes com Alzheimer, lugares abertos e com diversidade de plantas, cores, cheiros e disposição, causam situações positivas. O mesmo vale para pacientes com demência e depressão, proporcionando uma distração tranquila.

Com todas esses dados, surge a questão, pode a tecnologia substituir a natureza? Um monitor transmitindo uma paisagem, tem os mesmo efeitos? E uma boa planta de plástico, pode substituir a verdadeira?
Aparentemente, em termos de efeitos no cérebro, a resposta é sim. O monitor vai proporcionar sensação de bem-estar, mas em menor intensidade. O ideal é o contato direto com a natureza, seja ao ar livre ou através de uma janela, seja em campos e florestas ou em parques, praças e jardins. É melhor deixar para usar a tecnologia que imita plantas em ambientes de extremo afastamento da natureza, como submarinos e naves espaciais.

Fontes: Green Cities: Good Health (University of Washington), Revista Viva Saúde

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Por que Árvores Tombam?

Publicado por Raul Canovas em 19/01/17



Já escrevi algo parecido há mais de dois anos, mas insisto novamente no assunto porque elas continuam sucumbindo perante o olhar indiferente de muita gente.



Em épocas de chuvas, como as que temos agora em várias regiões do país, a mídia e as autoridades municipais culpam o “mal tempo” pela queda dos grandes exemplares que sombreiam as cidades. No entanto as causas são outras.



Uma árvore tomba porque:

  • Cumpriu seu ciclo vital. Mas as respectivas Secretarias do Meio Ambiente deveriam saber disto;
  • A espécie é inadequada para esse local. Exóticas, portes não consideradas, formata da copa, etc. influenciam;
  • Foi prejudicada por podas irregulares. O desequilíbrio da galhada e as feridas que atraem doenças são fatores letais;
  • Foi ferida com roçadeiras usadas no corte da grama. Manutenção de gramados não deve ser feita com essas máquinas;
  • O espaço permeável é insuficiente. Pisos estrangulando os troncos não permitem que ela capte água suficiente;
  • O solo foi compactado por anos de pisoteio e trânsito próximo de veículos. A manutenção deveria contemplar as drenagens periódicas;
  • Debilitada pelas pragas urbanas e as parasitas, como a erva-de-passarinho, desaba. Mas antes disso dá sinais evidentes de fraqueza;
  • Contaminações por produtos químicos, como cloro, detergentes e poluentes, afetam suas raízes.



Lamento muito quando os noticiários dizem frases como por exemplo: ” uma árvore cai causando transtornos ao trânsito” ou “carro é atingido por uma árvore” ou ainda “árvore despenca destruindo o telhado de uma casa”. Criminalizar uma árvore – inclusive depois de ter sido abatida por causa de tantos sofrimentos – é uma afirmação tão cretina quanto aquela que diz: “foi um fato climático lamentável e inesperado que abalou a cidade”.



Raul Canovas


Raul Cânovas nasceu em 1945. Argentino, paisagista, escritor, professor e palestrante. Com 50 anos de experiência no mercado de paisagismo, Cânovas é um profissional experiente e competente na arte de impactar, tocar, cativar e despertar sentimentos nos mais diversos públicos.
http://www.jardimcor.com

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A importância do verde para os pacientes dos hospitais

Nunca entendi porque muitos hospitais tem grandes áreas verdes mas os pacientes não podem frequentá-los.

Em uma das internações de minha mãe consegui que o médico autorizasse que eu a levasse até o jardim para tomar um pouco de sol, respirar, ver os passarinhos, ver gente. Foi muito bom para a recuperação dela, mas um escândalo com os funcionários que não entendiam como eu tinha conseguido sair com ela. É contra as normas!

Quando uma pessoa é internada tudo é tirado dela, sua casa, suas coisas, sua família, sua liberdade. Tudo passa a ser frio, a comida vem em pacotinhos, sem sabor, sem cor, sem textura. Os quartos imaculadamente brancos,enfermeiras e os médicos idem. Pela janela às vezes se visualiza a rua, as pessoas, os jardins, outras vezes nem isso. Seu corpo é apalpado, cortado, espetado, perde-se a individualidade, são apenas meros corpos investigados. 

O poder regenerador dos alimentos, do sol, das plantas, das risadas, dos abraços é esquecido, não tem mais importância. Claro que alguns hospitais e clínicas já perceberam isso, mas o movimento é lento, o que comanda ainda é a redução de custos, por isso a terceirização da cozinha, a construção de mais prédios, um em frente ao outro, janelas vedadas impossibilitando olhar para o mundo lá fora.

Foi então com muito prazer que vi a reportagem do Verdejando que fala exatamente sobre isso, a importância do verde na recuperação dos pacientes de um hospital no jornal SP1 da Rede Globo. Veja no link 


Imagem Pixabay


Por Nadia Cozzi.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Viva este espetáculo maravilhoso da Natureza orientado pelas mãos do Homem.



A paisagem holandesa em maio é um caleidoscópio de cores vertiginoso com as tulipas estourando em vida.

Os bulbos foram plantados no final de outubro e início de novembro, e estas criações coloridas estarão prontas para serem colhidos e vendidas como bouquet de flores em floriculturas e supermercados.

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