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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Colo faz bem e os bebês adoram Estudo mostra que quanto mais colo e aconchego para o bebê, menor a propensão a estresse na vida adulta


O instinto materno faz com que a mãe queira imediatamente pegar seu bebê no colo ao ouvi-lo chorar. No entanto, este gesto simples foi, durante anos, recriminado por aqueles que diziam que atender ao choro ou pegar muito no colo deixaria o bebê mal-acostumado e dependente. Dois pesquisadores de Harvard, um da área de estudos do cérebro e outro da área de traumas comportamentais, apresentaram recentemente um estudo importante: provaram que o colo e o contato físico com os bebês são benéficos para a formação de um indivíduo mais seguro e independente, com menos propensão a desordens como síndrome do pânico e desenvolvimento de traumas.

Segundo os pesquisadores Michael L. Commons e Patrice M. Miller, a atitude dos americanos de "deixar chorar" ou manter o bebê longe dos pais difere muito de outras culturas, em que os pequenos são acalentados pelas mães na maior parte do tempo ou dormem com os pais. O bebê deixado sozinho pode sentir-se abandonado e amedrontado, sensações que não fazem bem ao seu desenvolvimento emocional. Quando perto da mãe, no entanto, o cheiro familiar e o som dos batimentos cardíacos do coração materno remetem à vida intrauterina. O calor do corpo da mãe tem a capacidade de relaxar rapidamente seu filhote.

Aqui no Brasil, profissionais como Rosangela Alves, 35 anos, pedagoga, especialista em carregadores de bebês e mãe de Gabriel, 5 anos, e Heloísa, de 3 anos, também defendem os benefícios do colo e da proximidade com bebês. Para ela, "no colo, o bebê tem um aprendizado facilitado, vê o mundo na altura de sua mãe, cresce mais independente e seguro". A consultora acredita que está havendo uma mudança comportamental em nossa sociedade: "ainda sofremos influência de gerações anteriores, que não incentivavam o contato intenso entre mãe e bebê ou mesmo a amamentação. No entanto, em sua experiência, os benefícios são visíveis: a criança que fica no colo é mais bem nutrida, mais calma, chora menos, tem menos incidência de cólicas e regurgitamentos, além da sensação de proteção". 

Outro estudo recente, este sobre a visão dos bebês, reforça a teoria de como o colo é benéfico: os recém-nascidos enxergam de forma mais nítida quando estão numa distância entre 20 e 30 cm do objeto, coincidentemente a distância que mantêm do olhar da mãe ao serem amamentados. É nessa posição que têm sua melhor capacidade de focar, iniciando o reconhecimento do mundo e o fortalecimento muscular dos olhos .

"É importante que os pais saibam que deixar o bebê chorar e não confortá-lo pode causar danos permanentes", explica Michael L. Commons. Os estudiosos de Harvard incentivam que os pais levem os bebês para o quarto do casal. "A tensão resultante da separação precoce causa mudanças no cérebro dos bebês que faz com que se tornem adultos mais suscetíveis ao estresse". Para eles, o medo da dependência não faz sentido, pois o contato físico fará crianças mais seguras, aptas a se relacionarem de forma saudável quando adultas. Miller diz: "nos preocupamos tanto com independência, que geramos efeitos negativos disso, como pessoas que não gostam de ser tocadas e que tendem ao isolamento, mesmo em suas fases mais difíceis".

Rosângela também é categórica ao relacionar colo com afeto, "sempre oriento as mães a seguirem seus instintos, pois bebê no colo é o maior símbolo do amor incondicional" conclui. Pelo jeito, ficará cada dia mais fácil para as mamães ignorarem os palpites dos desconfiados e curtirem o grude com seus filhotes.

Fonte: Bebe Abril

terça-feira, 12 de julho de 2011

Parto Humanizado - Para mudar o mundo é preciso antes, mudar a forma de nascer


Blog do Coletivo Verde - 11 de julho de 2011 | Nas Categorias: Alimentação Saudável | Por: Nadia Cozzi


Esta semana tive uma experiência bem legal que gostaria de dividir com vocês, pessoas interessadas em contribuir para um mundo melhor.

Uma amiga de coração, a Carol Rutz que eu conhecia pela Internet¸ estava com um evento a ser realizado em São Paulo e na última hora houve um problema com o patrocínio do coffee break, e ela se viu com 90 pessoas, em uma cidade diferente, (ela é de Florianópolis), e ainda precisava de algo diferenciado que combinasse com o trabalho que ela realizava.

Lembrou de mim e me pediu para fazer o evento. Isso numa 6ª. Feira à tarde, para o domingo. Seria uma correria danada, mas eu sabia que tinha que fazer. Acertamos tudo, mas eu ainda não estava feliz. Queria saber que trabalho era esse. Ela havia me dito ser a apresentação de um filme com um debate. Mas só isso? E porque essa sensação do eu tenho que fazer?

Fui buscar na Internet quem era essa minha amiga e que trabalho era esse. Ela pertence a um grupo de profissionais que trabalham com parto humanizado e o filme que seria apresentado era HANAMI – o Florescer da Vida.

Este filme é sobre práticas ligadas a um modo de viver a maternidade consciente, o parto ativo e o que estes representam na formação de seres humanos mais conscientes. Partos Humanizados e respeitosos contribuem diretamente com o nível da consciência, saúde e segurança emocional do bebê e da mãe, para o resto de suas vidas. Conseqüentemente, colabora com todo o Planeta e o futuro da Humanidade. Eu não tinha que fazer? Não é a minha cara? Pois é, fiz.



O tema foi lembrancinhas de maternidade para homenagear essas mamães especiais. A idéia foi comprada por todo mundo lá em casa, todos colocaram a mão na massa, enquanto eu preparava o que seria servido, um embrulhava, o outro fazia os lacinhos, colocava nas cestas. O clima era de amizade e dedicação, e ficou tudo muito bonito e amoroso. A correria foi grande, mas quando se faz com o objetivo de levar felicidade, não há cansaço, só satisfação.



Só posso dizer que foi lindo ver as gestantes e mamães com seus bebês, os papais acompanhando. Percebi que o parto humanizado é um evento da família e não só da mãe. Os bebês frutos dessa nova forma de nascer, agarradinhos às mães, envoltos naqueles lenços coloridos, eram a imagem da tranqüilidade, dormitavam ou sorriam, nada de irritação, e já eram quase seis horas da tarde. Conversar com essas mães foi uma experiência gratificante, a maioria delas já se alimenta com orgânicos e dão muito valor aos produtos artesanais, e descobriram esta necessidade através da gestação e maternidade.

Você pode participar – Crowdfunding para divulgação do Documentário!

HANAMI O Florescer da Vida é um documentário que retrata a atuação de um grupo de enfermeiras obstetras que dedicam suas vidas a apoiar gestantes no nascimento de seus filhos em um ambiente humano e acolhedor.

Atuantes na região de Florianópolis desde 2005, essas PARTEIRAS URBANAS deram forma à equipe que atende principalmente a partos domiciliares planejados, propagando a profunda filosofia de humanização da gestação, parto e pós-parto como um novo paradigma de humanização do mundo, embasado pelo conceito do famoso obstetra francês MICHEL ODENT, que diz “para mudar o mundo é preciso antes, mudar a forma de nascer”.

O Projeto deles é distribuir gratuitamente este DVD e estão lutando para conseguir R$ 12.000,00 até o dia 19/07/11 que são necessários para que eles ganhem o patrocínio da Catarse, já conseguiram R$ 9.525,00

Quem quiser participar do projeto clique aqui. Existem muitas formas de se agir ecologicamente. Esta é mais uma delas.


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