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segunda-feira, 16 de outubro de 2017
16 de outubro – Dia Mundial da Alimentação temos motivos para comemorar?
Será que temos o que comemorar aqui no Brasil? Estava pensando sobre o que escrever...
Falar das vantagens dos orgânicos? Da importância da comida de verdade? Por mais cascas menos embalagens? Que cozinhar é um prazer que faz bem ao corpo e à alma?
Tudo isso é muito bom de falar, mas por outro lado não podemos fechar os olhos para algumas notícias bem preocupantes, não é mesmo? Vamos relembrar algumas?
· Mãe Terra vendida para a Unilever
· Prefeitura de São Paulo lançando ração para a população de baixa renda feita com alimentos que passaram do prazo de validade
· O selo que indica que um alimento é transgênico pode cair a qualquer momento.
· A Knorr que lança uma campanha intitulada “Me conheça melhor”, com o seguinte slogan: Tenho código de barras, mas também tenho beleza, só porque sou fabricado, não venho da natureza? Oi?
Pois é... isso tudo é muito surreal gente. No caso da Mãe Terra eu torço para ter que dar a mão à palmatória, mas eu duvido que uma empresa como a Unilever vá atentar aos detalhes e à qualidade que a Mãe Terra espera deles. Isso me lembra muito o ex- amado chef de cozinha saudável Jamie Oliver quando se associou à Sadia achando que ia divulgar seus preceitos mais rapidamente. Onde está ele hoje? Alguém ouviu falar do Food Revolution Day e seus embaixadores este ano?
Agora no caso da ração, do selo dos transgênicos e da natureza do caldinho industrializado é no mínimo achar que nós consumidores somos obtusos, não é não?
Estamos passando por uma época difícil em todos os setores, o Universo nos cobra atitudes na política, na saúde, na educação e porque não na alimentação?
Não podemos mais aceitar as coisas como como carneirinhos, deixando as raposas tomarem conta de nossas vidas.
Chega de efeito manada gente, chega de achar que não podemos fazer nada ou pior “eu sempre comi e nunca morri”.
O Dia Mundial da Alimentação deve ser comemorado sim, todos os dias, com refeições de verdade, que respeitam a Vida das pessoas, das famílias e do Planeta. Comece na sua casa, seja um consumidor consciente, não seja consumido.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Agro, negócio?
Por Nadia Cozzi
Imagem Pixabay
Tenho pensado ultimamente como está difícil entender os caminhos da alimentação, de um lado, conceitos disputando a melhor posição: vegetariano, vegano, orgânico, sem lactose, sem carne, sem glúten, sem carboidrato, sem açúcar.... O que ganhamos? O apelido, na maioria das vezes pejorativo, de naturebas!
De outro lado, profissionais de saúde que vinculam alimentação a ser magro, ter um corpo de acordo com as exigências e os padrões ditados pela Moda . E aí vale tudo isso e mais: suplementos, jejuns, remédios, culpa, culpa, muita culpa.
Esquecem que alimento é sabor, é prazer, é nutrir, é carinho, é qualidade, é cultura. Esquecem que o corpo humano não é padrão, que isso é uma criação do marketing da beleza. Esquecem que ser magro não é sinônimo de saúde. Esquecem que comida de verdade vem da terra sim, mas que tudo pode, desde que seja com moderação, até que o paladar retorne ao seu estado natural.
Todas essas restrições e neuras, vem criando um mundo alimentício austero, insípido, sem cor e sem graça. E aí entra com todo seu esplendor “o lado negro da força” e o seu mundo cor de rosa!
As comidas industrializadas garantem em seus pacotinhos coloridos e alegres, facilidade no preparo, praticidade, rapidez, prazos de validade enormes e sabores incríveis (e viciantes, o que se omite, é lógico!).
As indústrias de agrotóxicos e transgênicos, vem com a promessa de lucros e abundância de alimentos como jamais se viu na história deste país. Filmes institucionais asseguram que com a ajuda delas teremos uma agricultura farta e rentável. (Tudo bem que não explicam que essa promessa existe desde o fim da 2ª. Guerra Mundial, que já esgotaram os solos da Europa e dos EUA, e muito menos que os produtos químicos que vendem aqui, estão banidos em muitos lugares do mundo por causarem doenças graves tanto em quem os utiliza, quanto em quem consome os alimentos cultivados com eles. Também não se fala das atrocidades praticadas aos animais em prol do dinheiro, sempre o dinheiro).
Em seus eventos luxuosos e bem patrocinados, encontramos conforto, tecnologia, coffee breaks e almoços servidos à vontade através de buffets e garçons solícitos. Participam formadores de opinião, executivos de empresas, imprensa, políticos de alto escalão apresentando um “Brasil que tem jeito, é só uma questão de tempo”, dizem eles. Um show, acompanhado via internet por milhares de pessoas, materiais de divulgação a rodo, tudo tão perfeito!
Recentemente fui a um desses eventos de agronegócios e confesso quase acreditei nesse mundo tão fascinante, não fosse por um pequeno detalhe: esqueceram do Agricultor. Aquele que planta, que cuida da terra, que trabalha de sol a sol alimentando o progresso e a população. Aquele pequeno agricultor que é maioria em nosso País. Definia-se o seu futuro e ele não estava lá.
Isso doeu muito em mim, mesmo preparada, sabendo que o evento era de empresas multinacionais que visam muito mais o lucro que o bem-estar de quem quer que seja, foi árduo ver pessoas cegas por promessas e brilhos, saber que ali desenhava-se um futuro de doenças e terras devastadas. Um rolo compressor que avança forte para esmagar sentimentos e valores, sem impedimento, sem oposição. E as pessoas brindam, sorriem, felizes com seus pratos finos e cheios de comida e promessas. Me lembrou um pouco aquele burrico que trabalha porque tem uma cenoura inatingível à sua frente.
Quando foi que nos afastamos do verdadeiro valor do alimento? Quando foi que aceitamos que executivos bem vestidos e políticos prolixos com palavras bem colocadas dissessem o que é bom para nós e para o País. Quando foi que permitimos que nossa vida valesse tão pouco?
E nós, que trabalhamos com alimentação consciente em todas as suas modalidades, estamos esquecendo dos nossos primeiros passos, dos nossos erros e acertos, tombos e enganos. Foram eles que contribuíram para formarmos nossas convicções.
O momento é de cultivar união, fortalecer elos, orientar passo a passo. Pegar pacientemente pela mão aqueles que ainda não sabem bem por onde ir. Esclarecer a real importância da Agricultura: Produzir com qualidade e respeito. Não estamos fabricando armas ou carros, estamos cultivando vida, alimento, futuro.
Só assim venceremos esse horizonte ou nos posicionamos ou em breve estaremos reféns das forças imperiais comandadas por um bando de Darth Vaders do Agronegócio.
Que a força esteja conosco!
Tenho pensado ultimamente como está difícil entender os caminhos da alimentação, de um lado, conceitos disputando a melhor posição: vegetariano, vegano, orgânico, sem lactose, sem carne, sem glúten, sem carboidrato, sem açúcar.... O que ganhamos? O apelido, na maioria das vezes pejorativo, de naturebas!
De outro lado, profissionais de saúde que vinculam alimentação a ser magro, ter um corpo de acordo com as exigências e os padrões ditados pela Moda . E aí vale tudo isso e mais: suplementos, jejuns, remédios, culpa, culpa, muita culpa.
Esquecem que alimento é sabor, é prazer, é nutrir, é carinho, é qualidade, é cultura. Esquecem que o corpo humano não é padrão, que isso é uma criação do marketing da beleza. Esquecem que ser magro não é sinônimo de saúde. Esquecem que comida de verdade vem da terra sim, mas que tudo pode, desde que seja com moderação, até que o paladar retorne ao seu estado natural.
Todas essas restrições e neuras, vem criando um mundo alimentício austero, insípido, sem cor e sem graça. E aí entra com todo seu esplendor “o lado negro da força” e o seu mundo cor de rosa!
As comidas industrializadas garantem em seus pacotinhos coloridos e alegres, facilidade no preparo, praticidade, rapidez, prazos de validade enormes e sabores incríveis (e viciantes, o que se omite, é lógico!).
As indústrias de agrotóxicos e transgênicos, vem com a promessa de lucros e abundância de alimentos como jamais se viu na história deste país. Filmes institucionais asseguram que com a ajuda delas teremos uma agricultura farta e rentável. (Tudo bem que não explicam que essa promessa existe desde o fim da 2ª. Guerra Mundial, que já esgotaram os solos da Europa e dos EUA, e muito menos que os produtos químicos que vendem aqui, estão banidos em muitos lugares do mundo por causarem doenças graves tanto em quem os utiliza, quanto em quem consome os alimentos cultivados com eles. Também não se fala das atrocidades praticadas aos animais em prol do dinheiro, sempre o dinheiro).
Em seus eventos luxuosos e bem patrocinados, encontramos conforto, tecnologia, coffee breaks e almoços servidos à vontade através de buffets e garçons solícitos. Participam formadores de opinião, executivos de empresas, imprensa, políticos de alto escalão apresentando um “Brasil que tem jeito, é só uma questão de tempo”, dizem eles. Um show, acompanhado via internet por milhares de pessoas, materiais de divulgação a rodo, tudo tão perfeito!
Recentemente fui a um desses eventos de agronegócios e confesso quase acreditei nesse mundo tão fascinante, não fosse por um pequeno detalhe: esqueceram do Agricultor. Aquele que planta, que cuida da terra, que trabalha de sol a sol alimentando o progresso e a população. Aquele pequeno agricultor que é maioria em nosso País. Definia-se o seu futuro e ele não estava lá.
Isso doeu muito em mim, mesmo preparada, sabendo que o evento era de empresas multinacionais que visam muito mais o lucro que o bem-estar de quem quer que seja, foi árduo ver pessoas cegas por promessas e brilhos, saber que ali desenhava-se um futuro de doenças e terras devastadas. Um rolo compressor que avança forte para esmagar sentimentos e valores, sem impedimento, sem oposição. E as pessoas brindam, sorriem, felizes com seus pratos finos e cheios de comida e promessas. Me lembrou um pouco aquele burrico que trabalha porque tem uma cenoura inatingível à sua frente.
Quando foi que nos afastamos do verdadeiro valor do alimento? Quando foi que aceitamos que executivos bem vestidos e políticos prolixos com palavras bem colocadas dissessem o que é bom para nós e para o País. Quando foi que permitimos que nossa vida valesse tão pouco?
E nós, que trabalhamos com alimentação consciente em todas as suas modalidades, estamos esquecendo dos nossos primeiros passos, dos nossos erros e acertos, tombos e enganos. Foram eles que contribuíram para formarmos nossas convicções.
O momento é de cultivar união, fortalecer elos, orientar passo a passo. Pegar pacientemente pela mão aqueles que ainda não sabem bem por onde ir. Esclarecer a real importância da Agricultura: Produzir com qualidade e respeito. Não estamos fabricando armas ou carros, estamos cultivando vida, alimento, futuro.
Só assim venceremos esse horizonte ou nos posicionamos ou em breve estaremos reféns das forças imperiais comandadas por um bando de Darth Vaders do Agronegócio.
Que a força esteja conosco!
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domingo, 30 de julho de 2017
URGENTE! NÃO ESTAMOS FICANDO DOENTES ESTAMOS SENDO ENVENENADOS - TRANSGÊNICOS
Fonte: Alienação Apocalíptica


Em cada 20 itens de alimento que você tem na sua dispensa, 10 pode ser transgênicos e você esta a consumir sem se dar por conta, mas pode identificar pelo simbolo de um triangulo com um "T" meio.
Procure no rótulo um triângulo amarelo com a letra T no centro: esse é o símbolo do transgênico, geralmente escondido, no cantinho da embalagem. Ele já aparece no seu cuscus (sim, flocão São Braz, Vitamilho e demais), no biscoito Bono, nos Cheetos, Doritos, Maizena, Cremogema e outros.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Amido de milho transgênico não serve para comer mas tem outros usos bem interessantes
terça-feira, 11 de junho de 2013
O "Mundo Segundo a Monsanto" é um livro escrito pela francesa Marie-Monique Robin, que dedicou cinco anos de sua vida para desvendar como uma indústria de químicos se tornou na maior companhia mundial de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e uma das empresas mais influentes do planeta.
Juventude
por Margarida Martins
(Presidente da Assembleia-geral da Associação Juvenil Odisseia)
O mundo segundo a MONSANTO
Setubal na Rede (Portugal)
No seu livro, esta famosa jornalista francesa, após analisar mais de 500 mil páginas de documentos, giza a trajetória da empresa MONSANTO, sediada em Saint Louis (Missouri, EUA), desde seu envolvimento no Projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, passando pelo agente laranja, desfolhante utilizado na Guerra do Vietnam, até aos dias de hoje, em que apresenta os seus OGMs como uma arma no combate à fome mundial. Em “O Mundo Segundo a Monsanto”, Marie-Monique apresenta os perigos do crescimento das plantações de transgênicos e a verdade escondida por detrás da empresa que detém 90% das sementes OGMs patenteadas.
A realidade que a autora refere é demasiado dura para podermos ficar calados. Parece que entrámos num filme de ficção. As sementes transgénicas da MONSANTO são resistentes somente aos pesticidas fabricados por ela própria. O caso mais flagrante é o da soja transgénica, resistente ao “Roundup”. Ao serem utilizadas as sementes patenteadas pela MONSANTO, o pólen destas "contamina" outras variedades existentes na região, que passam a produzir sementes com as características das da Monsanto. Então esta processa os produtores vizinhos e exige destes, legalmente, o pagamento de royalties à empresa, por estarem a produzir sementes que são sua patente.
Em resumo: a MONSANTO está rapidamente a tornar-se proprietária de uma variedade enorme de sementes e os seus laboratórios estão a criar sementes patenteadas de tudo, cereais, frutas, hortícolas, etc. Com isto a MONSANTO faz rios de dinheiro e quer fazer oceanos de dinheiro à conta da venda dos OGMs e produtos afins aos “pacóvios” dos agricultores. Mas, se todos os habitantes deste planeta, e os Portugueses em particular, estiverem bem informados sobre o seu historial, devem considerar que têm razões, mais que suficientes, para se insurgirem em massa contra ela.
Pois é. Se julgávamos que estas eram realidades distantes que não nos iriam afetar muito, estamos muito enganados. A MONSANTO também está em Portugal. Chama-se Monsanto II, Ltda. A empresa tem sede na freguesia de Silveira, conselho de Torres Vedras.
Interessante será realçar que conta com a participação ativa dos detentores do poder económico e político.
http://pt.wikipedia.org
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI20603-15254,00-MARIEMONIQUE+ROBIN+A+MONSANTO+NAO+E+CONFIAVEL.html
Margarida Martins - 11-06-2013 11:03
por Margarida Martins
(Presidente da Assembleia-geral da Associação Juvenil Odisseia)
O mundo segundo a MONSANTO
Setubal na Rede (Portugal)
No seu livro, esta famosa jornalista francesa, após analisar mais de 500 mil páginas de documentos, giza a trajetória da empresa MONSANTO, sediada em Saint Louis (Missouri, EUA), desde seu envolvimento no Projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, passando pelo agente laranja, desfolhante utilizado na Guerra do Vietnam, até aos dias de hoje, em que apresenta os seus OGMs como uma arma no combate à fome mundial. Em “O Mundo Segundo a Monsanto”, Marie-Monique apresenta os perigos do crescimento das plantações de transgênicos e a verdade escondida por detrás da empresa que detém 90% das sementes OGMs patenteadas.
A realidade que a autora refere é demasiado dura para podermos ficar calados. Parece que entrámos num filme de ficção. As sementes transgénicas da MONSANTO são resistentes somente aos pesticidas fabricados por ela própria. O caso mais flagrante é o da soja transgénica, resistente ao “Roundup”. Ao serem utilizadas as sementes patenteadas pela MONSANTO, o pólen destas "contamina" outras variedades existentes na região, que passam a produzir sementes com as características das da Monsanto. Então esta processa os produtores vizinhos e exige destes, legalmente, o pagamento de royalties à empresa, por estarem a produzir sementes que são sua patente.
Em resumo: a MONSANTO está rapidamente a tornar-se proprietária de uma variedade enorme de sementes e os seus laboratórios estão a criar sementes patenteadas de tudo, cereais, frutas, hortícolas, etc. Com isto a MONSANTO faz rios de dinheiro e quer fazer oceanos de dinheiro à conta da venda dos OGMs e produtos afins aos “pacóvios” dos agricultores. Mas, se todos os habitantes deste planeta, e os Portugueses em particular, estiverem bem informados sobre o seu historial, devem considerar que têm razões, mais que suficientes, para se insurgirem em massa contra ela.
Pois é. Se julgávamos que estas eram realidades distantes que não nos iriam afetar muito, estamos muito enganados. A MONSANTO também está em Portugal. Chama-se Monsanto II, Ltda. A empresa tem sede na freguesia de Silveira, conselho de Torres Vedras.
Interessante será realçar que conta com a participação ativa dos detentores do poder económico e político.
http://pt.wikipedia.org
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI20603-15254,00-MARIEMONIQUE+ROBIN+A+MONSANTO+NAO+E+CONFIAVEL.html
Margarida Martins - 11-06-2013 11:03
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Contra os transgênicos, padre distribui sementes crioulas.
Em defesa da saúde dos moradores de Grão Pará e municípios vizinhos, o padre Aluísio Jocken ingressou na luta contra os alimentos transgênicos
SEMENTES estão sendo distribuídas na Casa Paroquial de Grão-Pará
Fonte: FOLHA
No dia 19 de setembro de 2012, uma pesquisa realizada por um laboratório de uma universidade francesa obteve como resultado o alarmante fato de que os alimentos transgênicos causariam até três vezes mais câncer do que os alimentos cultivados com agrotóxicos. A pesquisa foi mundialmente discutida e criticada, muitos cientistas e pesquisadores foram contrários aos métodos adotados pela equipe da universidade francesa, que durante dois anos alimentou 200 camundongos em três grupos separados, um com milho transgênico, um com herbicida e o terceiro grupo apenas com milho comum tratado sem herbicida.
Apesar das grandes divergências de opiniões sobre o assunto, o padre Aluísio Jocken, da paróquia de Grão-Pará, que é coordenador da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) no Estado, achou melhor prevenir do que remediar. Preocupado com a saúde das pessoas, foi até o município de Curitibanos, situado no centro do estado de Santa Catarina, e conseguiu 62 sacas, de 20 quilos cada, de milho crioulo, em quatro variedades, além de 10 sacas de feijão crioulo, em duas variedades.
Os grãos estão sendo distribuídos gratuitamente para os agricultores de toda a região que tenham o interesse em cultivar as sementes naturais dos produtos. “A igreja sempre foi contra o consumo dos transgênicos, e, agora, com essas informações, temos que adotar uma posição mais firme em prol das pessoas”, julga o padre Aluísio.
Até o momento, os grãos de feijão já acabaram, e pouco mais da metade dos grãos de milho foi distribuído. A procura continua intensa, apesar da quantidade não ser o suficiente para todos os produtores da região. Aluísio explica que todos os que pegaram as sementes para cultivar assumiram o compromisso de também fazer mais sementes. “Trata-se de um trabalho em conjunto para o bem de todos. Temos de dar ao povo alimento saudável para que possa comer sem medo. Se os agricultores começarem a estocar sementes para as próximas safras, não ficarão à mercê das agropecuárias e empresas que vendem o transgênico”, manifesta o padre.
SEMENTES estão sendo distribuídas na Casa Paroquial de Grão-Pará
Fonte: FOLHA
No dia 19 de setembro de 2012, uma pesquisa realizada por um laboratório de uma universidade francesa obteve como resultado o alarmante fato de que os alimentos transgênicos causariam até três vezes mais câncer do que os alimentos cultivados com agrotóxicos. A pesquisa foi mundialmente discutida e criticada, muitos cientistas e pesquisadores foram contrários aos métodos adotados pela equipe da universidade francesa, que durante dois anos alimentou 200 camundongos em três grupos separados, um com milho transgênico, um com herbicida e o terceiro grupo apenas com milho comum tratado sem herbicida.
Apesar das grandes divergências de opiniões sobre o assunto, o padre Aluísio Jocken, da paróquia de Grão-Pará, que é coordenador da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) no Estado, achou melhor prevenir do que remediar. Preocupado com a saúde das pessoas, foi até o município de Curitibanos, situado no centro do estado de Santa Catarina, e conseguiu 62 sacas, de 20 quilos cada, de milho crioulo, em quatro variedades, além de 10 sacas de feijão crioulo, em duas variedades.
Os grãos estão sendo distribuídos gratuitamente para os agricultores de toda a região que tenham o interesse em cultivar as sementes naturais dos produtos. “A igreja sempre foi contra o consumo dos transgênicos, e, agora, com essas informações, temos que adotar uma posição mais firme em prol das pessoas”, julga o padre Aluísio.
Até o momento, os grãos de feijão já acabaram, e pouco mais da metade dos grãos de milho foi distribuído. A procura continua intensa, apesar da quantidade não ser o suficiente para todos os produtores da região. Aluísio explica que todos os que pegaram as sementes para cultivar assumiram o compromisso de também fazer mais sementes. “Trata-se de um trabalho em conjunto para o bem de todos. Temos de dar ao povo alimento saudável para que possa comer sem medo. Se os agricultores começarem a estocar sementes para as próximas safras, não ficarão à mercê das agropecuárias e empresas que vendem o transgênico”, manifesta o padre.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Transgênicos podem causar até três vezes mais câncer em ratos
Fonte: Hospital e Diagnóstico

IMAGEM PIXABAY
Estudo feito por universidade francesa considera resultados 'alarmantes'
A revista "Food and Chemical Toxicology” publicou um estudo em que afirma que ratos alimentados com transgênicos sofrem de câncer com mais frequência e morrem antes dos que não ingerem esse tipo de comida. Os resultados foram publicados na quarta-feira (19) e são considerados "alarmantes".
"Observamos uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados (OGM). Nos dois sexos, há entre duas e três vezes mais tumores", explicou à AFP, Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, na França, que coordenou o trabalho.
Na pesquisa, 200 camundongos foram alimentados por até dois anos, de três maneiras diferentes: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais usado do mundo) e com milho não transgênico tratado com Roundup. Durante o estudo, o milho integrava uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar observado nos Estados Unidos.
"Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos dois produtos", afirmou Seralini, cientista que tem integrado comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países.
"O primeiro camundongo macho alimentado com OGM morreu um ano antes do indicador (animal que não comeu OGM). A primeira fêmea morreu oito meses antes. No 17º mês, foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)", comparou o cientista.
Os tumores apareceram na pele e nos rins de machos alimentados com transgênicos até 600 dias antes que nos roedores indicadores. No caso das fêmeas, que tiveram tumores nas glândulas mamárias, a doença apareceu em média 94 dias antes naquelas que receberam OGM.
"Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo que as agências de saúde, os governos e as indústrias haviam feito até agora", disse o coordenador da pesquisa. (Com informações do G1).

IMAGEM PIXABAY
Estudo feito por universidade francesa considera resultados 'alarmantes'
A revista "Food and Chemical Toxicology” publicou um estudo em que afirma que ratos alimentados com transgênicos sofrem de câncer com mais frequência e morrem antes dos que não ingerem esse tipo de comida. Os resultados foram publicados na quarta-feira (19) e são considerados "alarmantes".
"Observamos uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados (OGM). Nos dois sexos, há entre duas e três vezes mais tumores", explicou à AFP, Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, na França, que coordenou o trabalho.
Na pesquisa, 200 camundongos foram alimentados por até dois anos, de três maneiras diferentes: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais usado do mundo) e com milho não transgênico tratado com Roundup. Durante o estudo, o milho integrava uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar observado nos Estados Unidos.
"Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos dois produtos", afirmou Seralini, cientista que tem integrado comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países.
"O primeiro camundongo macho alimentado com OGM morreu um ano antes do indicador (animal que não comeu OGM). A primeira fêmea morreu oito meses antes. No 17º mês, foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)", comparou o cientista.
Os tumores apareceram na pele e nos rins de machos alimentados com transgênicos até 600 dias antes que nos roedores indicadores. No caso das fêmeas, que tiveram tumores nas glândulas mamárias, a doença apareceu em média 94 dias antes naquelas que receberam OGM.
"Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo que as agências de saúde, os governos e as indústrias haviam feito até agora", disse o coordenador da pesquisa. (Com informações do G1).
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Quando a lavoura vira praga
AS- PTA
Número 612 - 21 de dezembro de 2012
Car@s Amig@s,
Conforme divulgamos no Boletim 610, em outubro último a revista científica Environmental Sciences Europe publicou a primeira pesquisa revisada por pares analisando o impacto das lavouras transgênicas sobre o uso de agrotóxicos, utilizando dados do Departamento de Agricultura do governo dos EUA (USDA).
No caso das lavouras tolerantes à aplicação de herbicida, os dados oficiais mostraram um aumento de 239 milhões de kg no uso dos venenos nos EUA entre 1996 e 2011. Especificamente sobre esse tipo de modificação genética, os números indicam que, em 2011, nos EUA, o volume de herbicidas aplicados foi 24% maior nas lavouras transgênicas do que nas áreas onde são plantados cultivos não transgênicos.
Número 612 - 21 de dezembro de 2012
Car@s Amig@s,
Conforme divulgamos no Boletim 610, em outubro último a revista científica Environmental Sciences Europe publicou a primeira pesquisa revisada por pares analisando o impacto das lavouras transgênicas sobre o uso de agrotóxicos, utilizando dados do Departamento de Agricultura do governo dos EUA (USDA).
No caso das lavouras tolerantes à aplicação de herbicida, os dados oficiais mostraram um aumento de 239 milhões de kg no uso dos venenos nos EUA entre 1996 e 2011. Especificamente sobre esse tipo de modificação genética, os números indicam que, em 2011, nos EUA, o volume de herbicidas aplicados foi 24% maior nas lavouras transgênicas do que nas áreas onde são plantados cultivos não transgênicos.
Inúmeras evidências empíricas aqui no Brasil têm corroborado essas conclusões. Pelo menos cinco espécies de plantas invasoras já desenvolveram resistência ao glifosato, ingrediente ativo do herbicida Roundup, utilizado nas lavouras transgênicas, o que tem levado agricultores brasileiros a aplicar doses reforçadas do produto ou recorrer a combinaçoes com herbicidas mais tóxicos (como 2,4-D e atrazina) buscando eliminar o mato que não mais é controlado pelo sistema ‘semente transgênica + herbicida’.
Mas um caso que chama a atenção nesse sentido, cada vez mais recorrente no Centro-Oeste, é aquele em que as próprias lavouras transgênicas transformam-se em plantas invasoras na sucessão de safras como no caso soja/milho. Explicando melhor: o clima da região permite a obtenção de duas colheitas a cada ano, sendo frequente a alternância entre o plantio de soja com o de milho ou algodão (em lugares como o Mato Grosso, por exemplo, a “safra” e a “safrinha” podem chegar a adquirir igual importância econômica). Agora, com o crescente uso das sementes transgênicas tolerantes a herbicidas, grãos remanescentes de plantios anteriores estão gerando plantas “invasoras” nas novas safras, também tolerantes ao herbicida – o que complica o novo plantio.
Viajando pelas estradas, pode-se facilmente ver grandes extensões de lavouras de soja infestadas por plantas de milho transgênico. De um lado, perde-se a facilidade de manejo prometida pelo sistema transgênico de tolerância a herbicidas. De outro, segue-se a tendência de aumento no uso de agrotóxicos.
Como as plantas infestantes são transgênicas e, assim como a nova lavoura, não morrem quando pulverizadas com glifosato, os agricultores veem-se forçados a recorrer a outros venenos. No caso do milho há ainda a possibilidade de se utilizar herbicidas seletivos que matam apenas as plantas de folha estreita (monocotiledôneas), preservando-se assim a lavoura de soja. Mesmo assim, quantas aplicações adicionais de veneno serão necessárias para eliminar dos campos o milho indesejado?
E quando as plantas infestantes forem de algodão – que, assim como a soja, são de folha larga (dicotiledônea)? Certamente o problema será maior. Assim como é certo que o desenvolvimento de novas variedades transgênicas tolerantes a outros tipos de herbicidas só fará aumentar as dificuldades de manutenção das lavouras transgênicas “limpas” de plantas invasoras.
Reportagem publicada recentemente no Cenário MT relata que o problema da invasão de milho transgênico em lavouras de soja tem ocorrido mesmo em propriedades em que só se planta milho convencional. Segundo a matéria, o problema já vem acontecendo há três anos, mas nesta safra está muito intensificado. Uma das hipóteses para explicar o fenômeno é a contaminação do milho convencional plantado nessas propriedades através da polinização por lavouras de milho transgênico situadas nas proximidades. Outra hipótese é que as sementes de milho convencional compradas pelos produtores já venham contaminadas “de fábrica”, supondo-se que as próprias empresas sementeiras não estejam conseguindo segregar as sementes convencionais das transgênicas. A matéria conta sobre um produtor de Primavera do Leste – MT que acabou tendo que contratar uma equipe para fazer a retirada manual das plantas de milho na lavoura de soja (prática que tem sido recorrentemente relatada nos EUA).
As perdas econômicas para os produtores em decorrência deste problema são facilmente previsíveis. O maior número de aplicações (e de tipos de agrotóxicos utilizados) aumentará os custos de produção. O problema econômico será ainda maior quando se fizer necessária a capina manual – sem deixar de considerar que o que em 2 hectares pode não ser tarefa tão difícil, nas numerosas lavouras de milhares de hectares existentes no Centro-Oeste pode se tornar um pesadelo sem solução. Além disso, as colheitas deverão alcançar menor valor no mercado, pois a lavoura de soja infestada por pés de milho gerará grãos com “impurezas”.
Mas um caso que chama a atenção nesse sentido, cada vez mais recorrente no Centro-Oeste, é aquele em que as próprias lavouras transgênicas transformam-se em plantas invasoras na sucessão de safras como no caso soja/milho. Explicando melhor: o clima da região permite a obtenção de duas colheitas a cada ano, sendo frequente a alternância entre o plantio de soja com o de milho ou algodão (em lugares como o Mato Grosso, por exemplo, a “safra” e a “safrinha” podem chegar a adquirir igual importância econômica). Agora, com o crescente uso das sementes transgênicas tolerantes a herbicidas, grãos remanescentes de plantios anteriores estão gerando plantas “invasoras” nas novas safras, também tolerantes ao herbicida – o que complica o novo plantio.
Viajando pelas estradas, pode-se facilmente ver grandes extensões de lavouras de soja infestadas por plantas de milho transgênico. De um lado, perde-se a facilidade de manejo prometida pelo sistema transgênico de tolerância a herbicidas. De outro, segue-se a tendência de aumento no uso de agrotóxicos.
Como as plantas infestantes são transgênicas e, assim como a nova lavoura, não morrem quando pulverizadas com glifosato, os agricultores veem-se forçados a recorrer a outros venenos. No caso do milho há ainda a possibilidade de se utilizar herbicidas seletivos que matam apenas as plantas de folha estreita (monocotiledôneas), preservando-se assim a lavoura de soja. Mesmo assim, quantas aplicações adicionais de veneno serão necessárias para eliminar dos campos o milho indesejado?
E quando as plantas infestantes forem de algodão – que, assim como a soja, são de folha larga (dicotiledônea)? Certamente o problema será maior. Assim como é certo que o desenvolvimento de novas variedades transgênicas tolerantes a outros tipos de herbicidas só fará aumentar as dificuldades de manutenção das lavouras transgênicas “limpas” de plantas invasoras.
Reportagem publicada recentemente no Cenário MT relata que o problema da invasão de milho transgênico em lavouras de soja tem ocorrido mesmo em propriedades em que só se planta milho convencional. Segundo a matéria, o problema já vem acontecendo há três anos, mas nesta safra está muito intensificado. Uma das hipóteses para explicar o fenômeno é a contaminação do milho convencional plantado nessas propriedades através da polinização por lavouras de milho transgênico situadas nas proximidades. Outra hipótese é que as sementes de milho convencional compradas pelos produtores já venham contaminadas “de fábrica”, supondo-se que as próprias empresas sementeiras não estejam conseguindo segregar as sementes convencionais das transgênicas. A matéria conta sobre um produtor de Primavera do Leste – MT que acabou tendo que contratar uma equipe para fazer a retirada manual das plantas de milho na lavoura de soja (prática que tem sido recorrentemente relatada nos EUA).
As perdas econômicas para os produtores em decorrência deste problema são facilmente previsíveis. O maior número de aplicações (e de tipos de agrotóxicos utilizados) aumentará os custos de produção. O problema econômico será ainda maior quando se fizer necessária a capina manual – sem deixar de considerar que o que em 2 hectares pode não ser tarefa tão difícil, nas numerosas lavouras de milhares de hectares existentes no Centro-Oeste pode se tornar um pesadelo sem solução. Além disso, as colheitas deverão alcançar menor valor no mercado, pois a lavoura de soja infestada por pés de milho gerará grãos com “impurezas”.
sábado, 8 de dezembro de 2012
NÃO ao fim da rotulagem dos alimentos transgênicos
É o Idec unindo forças de milhares de pessoas como você!
Atualização dia 05/12/2012: Em 24 horas de campanha conseguimos mais de 1800 mensagens enviadas aos deputados!
Uma importante conquista da população brasileira está ameaçada. O projeto de lei de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze pode ir à votação em caráter de urgência nesta semana. Esse PL prevê a não obrigatoriedade de rotulagem de alimentos que possuem ingredientes trangênicos, independentemente da quantidade.
Caso o projeto de lei seja aprovado, corremos sério risco de saúde, pois compraremos alimentos como óleos, bolachas, margarinas, enlatados e papinhas de bebê sem saber se são seguros ou não. Atualmente, cerca de 80% da soja e 56% do milho do País são de origem transgênica. É essa produção crescente e acelerada que leva para a mesa do consumidor um alimento disfarçado ou camuflado que não informa sua real procedência. Nós, consumidores, temos o direito à informação (artigo 6º do CDC) sobre o que estamos adquirindo ao comprarmos e consumirmos um produto.
A introdução de transgênicos na natureza expõe nossa biodiversidade a sérios riscos, como a perda ou alteração do patrimônio genético de nossas plantas e sementes e o aumento dramático no uso de agrotóxicos. Além disso, ela torna a agricultura e os agricultores reféns de poucas empresas que detêm a tecnologia e põe em risco a saúde de agricultores e consumidores.
Precisamos que o maior número possível de mensagens contra esse PL cheguem à Câmara dos Deputados. Eles precisam saber que nós não queremos ser enganados e iludidos. Os consumidores têm o poder de escolha e o direito à informação.
Envie uma mensagem agora usando nossa ferramenta!
Saiba mais: http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/transgenicos
sábado, 29 de setembro de 2012
Os Transgênicos e a Besta
De Instituto Humanitas UNISINOS

"Há muitos anos venho buscando uma alimentação mais saudável, mas está cada vez mais difícil conseguir estes alimentos. Peregrinamos pelos quatro maiores redes de supermercados de Cuiabá - Atacadão, Modelo, Comper e Biglar – e não encontramos sequer um óleo de soja, nem fubá de milho não Transgênica". O comentário é de João Inácio Wenzel, pesquisador do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento em artigo, 28-09-2012, que recebemos e publicamos na íntegra.
Eis o artigo.
Há muitos anos venho buscando uma alimentação mais saudável, mas está cada vez mais difícil conseguir estes alimentos. Peregrinamos pelos quatro maiores redes de supermercados de Cuiabá - Atacadão, Modelo, Comper e Biglar – e não encontramos sequer um óleo de soja, nem fubá de milho não Transgênica. Somente no Biglar, encontrávamos óleo não transgênico, a um preço três a quatro vezes mais caro, mas desta vez nada encontramos. Estranho! Quase não dá para se aventurar pelas BRs 163 e 364, de tanta carreta carregando soja ou milho para os grandes portos, mas não encontramos óleo de soja, nem fubá de milho não transgênico em nenhum mercado. “Que país é este?” Temos liberdade de ir e vir, mas não temos liberdade de escolher o que comer!
Esta peregrinação inglória me fez lembrar a história da besta do livro do apocalipse de São João, capítulo 13: “Vi depois outra Besta sair da terra: tinha dois chifres como um Cordeiro, mas falava como um dragão... Graças às maravilhas que lhe foi concedido realizar em presença da (primeira) Besta (a que saiu do meio do Mar e simboliza o império romano), ela seduz os habitantes da terra, incitando-os a fazerem uma imagem em honra da Besta que tinha sido ferida pela espada, mas voltou à vida... Faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos recebem uma marca na mão direita ou na fronte, para que ninguém possa comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número de seu nome. Aqui é preciso discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é um número de homem: seu número é 666!”
As notas de rodapé das edições das Bíblias explicam que em grego e no hebraico, cada letra do alfabeto tinha um valor numérico. Assim, a soma das letras do nome César-Neron, escrito em hebraico, dá exatamente o número 666. Desta forma, as comunidades cristãs, ao nomearem a besta, perdiam o medo e resistiam às forças de morte do império romano até à morte. Tinham a firme convicção de que aqueles que lutam pela vida, ainda que sejam mortos, vivem para sempre, pois aquele que veio “para que todos tenham vida” e que fora assassinado na cruz, estava vivo no meio deles.
A Besta tem dois chifres como o Cordeiro, mas sua prática não engana, pois sua fala é como a do Dragão. Confundem-se, na aparência. Apresenta-se como se ela fosse a salvadora do universo. Mas ela é o falso Cristo.
Parece-me que hoje, onde se lê 666, poder-se-ia ler OGM, Organismo Geneticamente Modificado, os transgênicos. Aparentemente os grãos são iguais às outras. Mas por dentro levam o número da Besta, um gene de outra espécie que a torna resistente a herbicidas, fungicidas ou pesticidas. Ainda bem que a lei de defesa do consumidor exige que os pacotes dos supermercados que contém produtos geneticamente modificados sejam assinalados com a letra T, num triângulo de fundo amarelo.
No texto do apocalipse, o número 666, escrito na mão direita ou na cabeça, simboliza as ações do império e a sua inteligência para convencer a população da necessidade da “paz e segurança” imposta pelo império. O império neoliberal de hoje seduz a população com argumentos ideológicos e ações políticas e econômicas para impor seu modelo de produção agrário como único capaz de resolver todos os problemas do mundo. Primeiro disseram que era para produzir alimentos suficientes para acabar com fome do mundo, mas com todo o aumento da produção, dois bilhões de pessoas continuam a passar fome. O problema não está na falta de alimentos, mas na distribuição dos mesmos.
Depois, introduziram as sementes geneticamente modificadas, dizendo que com isso iria diminuir o uso de agrotóxicos. No entanto, as vendas desses produtos aumentaram mais de 72% entre 2006 e 2012 - de 480,1 mil para 826,7 mil toneladas -, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Disseram também que os OGM eram inofensivos à saúde humana, mas estudos recentes do biólogo Gilles-Éric Séralini, da universidade de Caen, na França, comprova que ratos submetidos por dois anos a uma dieta de milho geneticamente modificado, desenvolvem duas a três vezes mais tumores dos que aqueles alimentados com milho orgânico.
Aos argumentos e à pressão político-econômica sucumbiu a mídia, o governo popular do Lula e o atual governo e a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que deveria realizar um papel de fiscalização. Segundo aentrevista de Leonardo Melgarejo concedida ao IHU online, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na CTNBio, a comissão técnica não faz análises independentes nem testes a longo prazo. Diz ele que “a única maneira de assegurar ausência ou, pelo menos, redução no consumo de transgênicos, isso na alimentação de qualquer família, reside na aproximação com redes de produtores orgânicos”.
A essa mesma pressão sucumbem igualmente os atuais candidatos a prefeito de Cuiabá. O comitê contra os agrotóxicos de Cuiabá levou pessoalmente uma carta a todos os candidatos, através dos comitês eleitorais, exigindo um compromisso do candidato para estabelecer legislação proibindo o uso no município dos agrotóxicos e ingredientes ativos já banidos em outros países, proibir a pulverização aérea de agrotóxicos no município e construir políticas públicas de incentivo à agroecologia, mas até hoje (28/09) nenhum candidato assinou o compromisso. Será que todos são financiados pelo agronegócio?
Não vi nenhum candidato a vereador propor uma fiscalização para averiguar a aplicação da lei que exige que, no mínimo, 30% da merenda escolar seja fornecida pela agricultura familiar. Não vi nenhuma proposta de aumentar o mínimo que exige a lei, quem sabe, de 30 para até 100%, como já é feito em alguns municípios, como Mirassol do Oeste. E porque não incentivar a agroecologia para que se produza alimentos saudáveis não só para as crianças, mas para toda cidade?
Diante disso tudo, o que fazer?
Em tempos de vacas gordas para o agronegócio e de vacas magras para a agricultura familiar e orgânica, o que se pode fazer é resistir, como o fizeram as comunidades do apocalipse, no final do primeiro século. Deram nome à besta e mostraram o mal que ela fazia. Sabiam que, quem luta pela vida, vive para sempre.
Da mesma forma, somente denunciando os efeitos nefastos e rastros de morte que deixa a monocultura transgênica e a “revolução verde” à base de venenos que matam, é possível mudar o modelo hegemônico de produção agrícola. Forjar políticas públicas que revertam este jogo, que apostem em territórios livres de transgênicos e agrotóxicos é um caminho viável.
O consumidor pode fazer a diferença, na medida em que ele se aproxima mais das redes de produção orgânica, e exige que o mercado apresente opções de produtos orgânicos a preço justo.

"Há muitos anos venho buscando uma alimentação mais saudável, mas está cada vez mais difícil conseguir estes alimentos. Peregrinamos pelos quatro maiores redes de supermercados de Cuiabá - Atacadão, Modelo, Comper e Biglar – e não encontramos sequer um óleo de soja, nem fubá de milho não Transgênica". O comentário é de João Inácio Wenzel, pesquisador do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento em artigo, 28-09-2012, que recebemos e publicamos na íntegra.
Eis o artigo.
Há muitos anos venho buscando uma alimentação mais saudável, mas está cada vez mais difícil conseguir estes alimentos. Peregrinamos pelos quatro maiores redes de supermercados de Cuiabá - Atacadão, Modelo, Comper e Biglar – e não encontramos sequer um óleo de soja, nem fubá de milho não Transgênica. Somente no Biglar, encontrávamos óleo não transgênico, a um preço três a quatro vezes mais caro, mas desta vez nada encontramos. Estranho! Quase não dá para se aventurar pelas BRs 163 e 364, de tanta carreta carregando soja ou milho para os grandes portos, mas não encontramos óleo de soja, nem fubá de milho não transgênico em nenhum mercado. “Que país é este?” Temos liberdade de ir e vir, mas não temos liberdade de escolher o que comer!
Esta peregrinação inglória me fez lembrar a história da besta do livro do apocalipse de São João, capítulo 13: “Vi depois outra Besta sair da terra: tinha dois chifres como um Cordeiro, mas falava como um dragão... Graças às maravilhas que lhe foi concedido realizar em presença da (primeira) Besta (a que saiu do meio do Mar e simboliza o império romano), ela seduz os habitantes da terra, incitando-os a fazerem uma imagem em honra da Besta que tinha sido ferida pela espada, mas voltou à vida... Faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos recebem uma marca na mão direita ou na fronte, para que ninguém possa comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número de seu nome. Aqui é preciso discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é um número de homem: seu número é 666!”
As notas de rodapé das edições das Bíblias explicam que em grego e no hebraico, cada letra do alfabeto tinha um valor numérico. Assim, a soma das letras do nome César-Neron, escrito em hebraico, dá exatamente o número 666. Desta forma, as comunidades cristãs, ao nomearem a besta, perdiam o medo e resistiam às forças de morte do império romano até à morte. Tinham a firme convicção de que aqueles que lutam pela vida, ainda que sejam mortos, vivem para sempre, pois aquele que veio “para que todos tenham vida” e que fora assassinado na cruz, estava vivo no meio deles.
A Besta tem dois chifres como o Cordeiro, mas sua prática não engana, pois sua fala é como a do Dragão. Confundem-se, na aparência. Apresenta-se como se ela fosse a salvadora do universo. Mas ela é o falso Cristo.
Parece-me que hoje, onde se lê 666, poder-se-ia ler OGM, Organismo Geneticamente Modificado, os transgênicos. Aparentemente os grãos são iguais às outras. Mas por dentro levam o número da Besta, um gene de outra espécie que a torna resistente a herbicidas, fungicidas ou pesticidas. Ainda bem que a lei de defesa do consumidor exige que os pacotes dos supermercados que contém produtos geneticamente modificados sejam assinalados com a letra T, num triângulo de fundo amarelo.
No texto do apocalipse, o número 666, escrito na mão direita ou na cabeça, simboliza as ações do império e a sua inteligência para convencer a população da necessidade da “paz e segurança” imposta pelo império. O império neoliberal de hoje seduz a população com argumentos ideológicos e ações políticas e econômicas para impor seu modelo de produção agrário como único capaz de resolver todos os problemas do mundo. Primeiro disseram que era para produzir alimentos suficientes para acabar com fome do mundo, mas com todo o aumento da produção, dois bilhões de pessoas continuam a passar fome. O problema não está na falta de alimentos, mas na distribuição dos mesmos.
Depois, introduziram as sementes geneticamente modificadas, dizendo que com isso iria diminuir o uso de agrotóxicos. No entanto, as vendas desses produtos aumentaram mais de 72% entre 2006 e 2012 - de 480,1 mil para 826,7 mil toneladas -, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Disseram também que os OGM eram inofensivos à saúde humana, mas estudos recentes do biólogo Gilles-Éric Séralini, da universidade de Caen, na França, comprova que ratos submetidos por dois anos a uma dieta de milho geneticamente modificado, desenvolvem duas a três vezes mais tumores dos que aqueles alimentados com milho orgânico.
Aos argumentos e à pressão político-econômica sucumbiu a mídia, o governo popular do Lula e o atual governo e a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que deveria realizar um papel de fiscalização. Segundo aentrevista de Leonardo Melgarejo concedida ao IHU online, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na CTNBio, a comissão técnica não faz análises independentes nem testes a longo prazo. Diz ele que “a única maneira de assegurar ausência ou, pelo menos, redução no consumo de transgênicos, isso na alimentação de qualquer família, reside na aproximação com redes de produtores orgânicos”.
A essa mesma pressão sucumbem igualmente os atuais candidatos a prefeito de Cuiabá. O comitê contra os agrotóxicos de Cuiabá levou pessoalmente uma carta a todos os candidatos, através dos comitês eleitorais, exigindo um compromisso do candidato para estabelecer legislação proibindo o uso no município dos agrotóxicos e ingredientes ativos já banidos em outros países, proibir a pulverização aérea de agrotóxicos no município e construir políticas públicas de incentivo à agroecologia, mas até hoje (28/09) nenhum candidato assinou o compromisso. Será que todos são financiados pelo agronegócio?
Não vi nenhum candidato a vereador propor uma fiscalização para averiguar a aplicação da lei que exige que, no mínimo, 30% da merenda escolar seja fornecida pela agricultura familiar. Não vi nenhuma proposta de aumentar o mínimo que exige a lei, quem sabe, de 30 para até 100%, como já é feito em alguns municípios, como Mirassol do Oeste. E porque não incentivar a agroecologia para que se produza alimentos saudáveis não só para as crianças, mas para toda cidade?
Diante disso tudo, o que fazer?
Em tempos de vacas gordas para o agronegócio e de vacas magras para a agricultura familiar e orgânica, o que se pode fazer é resistir, como o fizeram as comunidades do apocalipse, no final do primeiro século. Deram nome à besta e mostraram o mal que ela fazia. Sabiam que, quem luta pela vida, vive para sempre.
Da mesma forma, somente denunciando os efeitos nefastos e rastros de morte que deixa a monocultura transgênica e a “revolução verde” à base de venenos que matam, é possível mudar o modelo hegemônico de produção agrícola. Forjar políticas públicas que revertam este jogo, que apostem em territórios livres de transgênicos e agrotóxicos é um caminho viável.
O consumidor pode fazer a diferença, na medida em que ele se aproxima mais das redes de produção orgânica, e exige que o mercado apresente opções de produtos orgânicos a preço justo.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Substituindo o fermento químico transgênico
Gente,
Tenho uma excelente notícia. Hoje fiz um bolo de chocolate com cremor tártaro e bicarbonato de sódio em vez do fermento e olha como ele cresceu e ficou fofinho!!!!
A medida é 1/2 colher de cremor tártaro e 1/4 de colher de bicarbonato de sódio. O tamanho da colher é o que for pedido na receita. Exemplo: se for 1 colher de sopa de fermento,a gente coloca 1/2 colher de sopa de cremor tártaro e 1/4 de colher de sopa de bicarbonato de sódio.
O cremor tártaro encontramos em lojas que vendem coisas para festas, chocolates artesanias, etc.
Veja como identificar o fermento transgênico. Olhe o símbolo T bem pequeno no ladinho da embalagem.
Tenho uma excelente notícia. Hoje fiz um bolo de chocolate com cremor tártaro e bicarbonato de sódio em vez do fermento e olha como ele cresceu e ficou fofinho!!!!
A medida é 1/2 colher de cremor tártaro e 1/4 de colher de bicarbonato de sódio. O tamanho da colher é o que for pedido na receita. Exemplo: se for 1 colher de sopa de fermento,a gente coloca 1/2 colher de sopa de cremor tártaro e 1/4 de colher de sopa de bicarbonato de sódio.
O cremor tártaro encontramos em lojas que vendem coisas para festas, chocolates artesanias, etc.
Veja como identificar o fermento transgênico. Olhe o símbolo T bem pequeno no ladinho da embalagem.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Uso de herbicidas não diminuiu com transgênicos, diz governo dos EUA
Contrariando as afirmações da indústria, dados oficiais do governo dos EUA mostram que o uso de herbicidas não diminuiu com as lavouras transgênicas
Segundo o Relatório de 2010 sobre o Uso de Químicos na Agricultura, divulgado no último mês pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do Departamento de Agricultura do governo dos EUA (NASS/USDA), o uso do herbicida glifosato, associado às lavouras transgênicas, aumentou dramaticamente ao longo dos últimos anos, enquanto o uso de outros herbicidas ainda mais tóxicos, como a atrazina, não diminuiu.
Ao contrário das recorrentes afirmações dos fabricantes de agrotóxicos e transgênicos de que a proliferação das lavouras transgênicas tolerantes à aplicação do glifosato resultaria na diminuição de seu uso, os dados mostram que o uso em geral de agrotóxicos permaneceu relativamente constante, enquanto o uso de glifosato mais do que dobrou em relação a cinco anos atrás.
O Relatório mostra que, nos estados avaliados, 25,8 milhões de kg de glifosato foram aplicados no último ano apenas em lavouras de milho. Em 2000 este número era de 2 milhões de kg. Em 2005 o valor era ainda menos da metade do atual: 10,4 milhões de kg. Nas regiões de cultivo intensivo de milho o aumento nas aplicações de glifosato foi ainda maior. O uso do herbicida no estado de Nebraska aumentou em mais de cinco vezes em apenas 7 anos, passando de 567 mil kg em 2003 para mais de 3 milhões de kg no último ano.
Os defensores da biotecnologia frequentemente dizem que se os agricultores estão aumentando o uso de glifosato isto se deve ao fato de que eles estão usando menores quantidades de herbicidas mais tóxicos, como a atrazina. Entretanto, os dados mostram outra coisa. Em 2000, 24,5 milhões de kg de atrazina foram aplicados nos estados avaliados. Tendo o uso de glifosato aumentado em mais de cinco vezes entre 2000 e 2005, era de se esperar que o uso de atrazina tivesse caído drasticamente. Entretanto, ela aumentou em mais de 1,3 milhão de kg, nos estados avaliados, passando para 26,8 milhões de kg em 2005. Em 2010 o uso de atrazina reduziu um pouco, tendo sido aplicados 23 milhões de kg -- quantidade próxima dos 25,8 milhões de kg de glifosato aplicados.
A atrazina está ligada a sérios efeitos sobre a saúde humana, incluindo malformações em bebês e problemas nos sistemas endócrino e reprodutor. É também uma grande ameaça aos ecossistemas por provocar problemas imunológicos, hormonais e reprodutivos em espécies aquáticas. O próprio glifosato também está associado a uma série de problemas ambientais e de saúde. No Brasil, 80% das variedades transgênicas liberadas são para uso associado de herbicidas.
O aumento no uso dos herbicidas nas lavouras transgênicas tolerantes ao glifosato se deve, em grande parte, ao desenvolvimento de resistência nas espécies de mato que o herbicida pretende controlar (devido ao excesso de uso do produto). Com a perda de eficácia do veneno, os agricultores tendem não só a utilizar maiores quantidades de glifosato, como a recorrer, de forma complementar, a outros herbicidas ainda mais tóxicos. Isto está levando também as empresas de biotecnologia a investir no desenvolvimento de plantas transgênicas tolerantes a múltiplos herbicidas, como glifosato e 2,4-D (componente do famoso Agente Laranja) ou glifosato e acetocloro. Ou seja, falsas soluções que também levarão, invariavelmente, ao aumento no uso de venenos -- e o pior: cada vez mais tóxicos.
Extraído de: Beyond Pesticides Daily News Blog, 03/06/2011 (via GM Watch).
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
SOJA - A História Não É Bem Assim
Muito se fala sobre a soja, muitos produtos tem soja e outros foram criados para vender a soja. Será que a soja é boa para o nosso corpo?
Vamos ler mais um artigo muito interessante do casal Feldman?
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