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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Qual a diferença entre uma alface ecológica e uma tradicional?

Fonte: Campo Grande News

A primeira vista, nenhuma. 

A diferença está no processo de produção: nada de pesticidas sintéticos, nada de granjas abarrotadas de galinhas que enlouquecem, nada de cultivos intensivos. É mais sustentável quando olhamos a ecológica de perto. 

Alimento ecológico, biológico ou orgânico são sinônimos. A agricultura ecológica vem recebendo o apoio de setores da sociedade cada vez mais preocupada com o bem estar, a saúde e o meio ambiente. 

Esses alimentos estão disputando o espaço com os tradicionais, mas a desvantagem para o consumidor está no preço: são entre 30% a 50% mais caros. Ainda é comida de rico. 

No Brasil a produção e consumo de alimentos ecológicos guarda uma relação estranha: são plantados por pobres e consumidos por ricos. Já a agricultura intensiva, tradicional é o inverso: plantados por ricos e consumidos por pobres. 

Ainda que venha crescendo no país, quando comparado com os 10 maiores produtores de orgânicos do mundo, nos deparamos com uma produção diminuta. A área de produção de orgânicos no Brasil é de apenas 750 mil hectares e é impulsionada pela agricultura familiar. 

Na Europa, a produção de orgânicos cresce 500 mil hectares a cada ano, mas nenhum país ou continente se aproxima da Austrália que já conta com mais de 22 milhões de hectares produzindo alimentos ecológicos.
Nota do Blog:
O que podemos fazer para mudar isso?
  • Exigir mais produtos orgânicos nos pontos de venda. 
  • Frequentar feiras orgânicas e comprar direto dos produtores
  • Não tem tempo? Utilize os deliveries dos produtores orgânicos
  • Cozinhar mais e comprar menos industrializados, ou seja, comer comida de verdade o que barateia seu orçamento familiar e ainda por cima ganha saúde.



sábado, 6 de maio de 2017

Apenas um a cada 50 casos de intoxicação por agrotóxico é notificado, diz pesquisador



O assunto foi debatido nesta sexta-feira (5), durante a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, na capital paulista


Brasil de Fato | São Paulo (SP)
,
64% dos alimentos produzidos no Brasil atualmente estão contaminados / Campanha Permanente contra Agrotóxicos e Pela Vida

"Agrotóxico mata", o mote da Campanha Permanente contra Agrotóxicos e Pela Vida, é mais do que uma frase de impacto. Há diversas pesquisas nacionais e internacionais que

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Agrotóxicos neonicotinóides: A Bayer continua matando abelhas em todo o planeta


Ecodebate - Publicado em janeiro 16, 2012 por HC

Enquanto a companhia alemã Bayer continuar fabricando e vendendo agrotóxicos neonicotinóides, populações de abelhas no mundo todo serão mortas.

A reportagem é publicada pelo sítio Pratos Limpos, 23-12-2012.

É responsabilidade da Bayer o fenômeno conhecido como transtorno do colapso de colônias (CCD) – problema da mortalidade de colônias de abelhas – e está inserido entre os casos que serão apresentados de 3 a 6 de dezembro, no Tribunal Permanente dos Povos (TPP), em Bangalore(Índia) durante a sessão que processará as seis maiores multinacionais agroquímicas por violações dos direitos humanos.

“A morte das abelhas é um problema global e é fundamental discutir este tema e encontrar soluções internacionalmente. É um bom sinal que o TPP, como uma iniciativa global, aborde este tema, que é um problema ambiental e uma ameaça econômica”, disse Philipp Mimkes, porta-voz da Coalizão contra os perigos da Bayer, um grupo com sede na Alemanha.

Mimkes revelou que os imidaclopride (Gaucho) e clotianidina (Poncho) são os pesticidas mais vendidos da Bayer, apesar destes produtos, conhecidos como neonicotinóides, estarem ligados à morte de colônias de abelhas.

Em 2010, as vendas do Gaucho alcançaram a cifra de US$ 820 milhões e do Pancho US$ 260 milhões. Gaucho ocupa o primeiro lugar entre os agrotóxicos vendidos pela Bayer, enquanto oPancho está em sétimo lugar. “Esta é a razão da Bayer, apesar dos graves prejuízos ambientais, lutar com unhas e dentes contra qualquer proibição na aplicação dos neonicotinóides”, afirma Mimkes.

Na Europa, em vários países o uso dos neonicotinóides foram proibidos. Na Alemanha, Itália, França e Eslovênia o Gaucho foi proibido no tratamento das sementes de milho, que é sua principal aplicação. No entanto, sua utilização é livre em vários países, incluindo os EUA, onde desde 2006, um terço da população de abelha já morreu.

As abelhas polinizam mais de 70, entre 100, culturas que fornecem 90% de alimentos do mundo. Entre frutas e vegetais, estão, por exemplo, as maçãs, laranjas, morangos, cebolas e cenouras. O declínio na população de abelhas tem efeitos devastadores para a segurança alimentar e é meio de subsistência dos agricultores. Além disso, pode afetar o valor nutricional e a variedade de nossos alimentos.

Diminuição das populações de abelhas

O termo CCD é utilizado para descrever a drástica diminuição das populações de abelha no mundo, que começou na década de 1990 – mesmo período em que os neonicotinóides entraram no mercado. Em 1994, a população de abelhas começou a morrer na França e mais tarde na Itália, Espanha, Suíça, Alemanha, Áustria, Polônia, Inglaterra, Eslovênia, Grécia, Bélgica, Canadá, EUA, Brasil, Japão e Índia.

Os neonicotinóides são uma classe de pesticidas que estão quimicamente relacionados com a nicotina. Eles são absorvidos pelo sistema vascular da planta e são liberados através das gotas de pólen, néctar e água que as abelhas se alimentam.

Embora o CCD seja causado, provavelmente, por vários fatores, incluindo estresse em função da apicultura industrial e a perda de seu habitat natural, muitos cientistas acreditam que a exposição aos pesticidas é um dos fatores mais críticos. Os neonicotinóides são de interesse particular por ter efeito cumulativo e subletais sobre as abelhas e outros insetos polinizadores. Estes efeitos incluem transtornos do sistema neurológico e imunológico refletidos aos sintomas observados nas mortes de abelhas.

O CCD tem um sério impacto sobre a economia dos apicultores de todo o mundo. Nos EUA, o volume dos negócios ligados a abelhas é de US$ 15 bilhões e as perdas em função do CCD são estimadas em 29 a 36% por ano.

Em 1991, a Bayer começou a produzir o imidadoprid, que é o mais utilizado em culturas de hortaliças, girassol e, especialmente, em milho. Em 1999, no entanto, a França proibiu o imidadoprid, após constatar que um terço das abelhas morreu após sua utilização. Cinco anos depois, também foi proibido no tratamento do milho.

A Bayer agora produz a clotiadina, uma sucessora do imidadoprid. Entrou no mercado americano em 2003 e no alemão em 2006. A clotiadina também é um neonicotinóides e altamente tóxico às abelhas.

Um estudo recente das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) descreveu que os pesticidas da Bayer imidacloprid e clotiadina colocam em risco diversos animais como gatos, peixes, ratos, coelhos, pássaros e minhocas. “Os estudos de laboratório demonstraram que estes produtos químicos podem causar a perda de direção, afetar a memória e o metabolismo cerebral e levar à mortandade”, revela o informe da Pnuma.

Devido ao seu alto grau de persistência, os neonicotinóides podem permanecer no solo durante vários anos. Os cultivos onde foram utilizados agrotóxicos anteriormente podem levar as toxinas para o solo através de suas raízes.

Em 2008 em Baden-Wuerttemberg, sul da Alemanha, morreram dois terços da população de abelhas após a clotianidina ser aplicada no tratamento de sementes de milho. Isto levou a uma perda de 17 mil euros. Foi comprovado que 99% das abelhas mortas continham clotianidina. As mariposas e outros insetos também morreram.


Pressão para deter os neonicotinóides

Segundo Mimkes, o grupo “está fazendo campanha contra os neonicotinóides desde 1997, quando os riscos ainda eram praticamente desconhecidos pelo grande público. É preciso pressionar para que a Bayer pare a fabricação e comercialização desses pesticidas, que são responsáveis pelos danos causados ao meio ambiente e por prejuízos econômicos.

A novidade mais importante é que hoje em dia há milhares de informações, artigos e estudos do mundo todo sobre a correlação da exposição aos agrotóxicos, tais como os imidacloprid e clotiadina, e o declínio geral das abelhas. Apicultores e os grupos ecologistas em muitos países estão ativos e pressionando os governos e as autoridades para protegerem as abelhas”, disse.

Os ativistas recolheram 1,2 milhões de assinaturas para exigir que a clotianidina fosse retirada do mercado e elas foram apresentadas ao diretor geral da Bayer durante uma reunião de acionistas. O abaixo-assinado foi em função de uma nota interna dos EUA – agência de proteção ambiental (EPA) – que confirmou o risco que o agrotóxico representa para as abelhas e descreve que a Bayer apresentou estudos insuficientes.

Em 2003 a EPA solicitou que a Bayer apresentasse um estudo do ciclo de vida e os efeitos da clotianidina sobre as abelhas. A Bayer pediu mais tempo para terminar a pesquisa, continuou vendendo o produto e somente em 2007 apresentou o estudo.

Um memorando vazado diz que a EPA concedeu permissão a Bayer para realizar estudo sobre o óleo de canola, em vez do milho, uma distinção crucial já que a canola é um cultivo menor em comparação ao milho. Os testes foram realizados em terrenos pequenos e próximos uns aos outros.

A próxima reunião do TPP incluirá em sua acusação os governos e instituições que, em alguns casos, foram coniventes com as empresas transnacionais de agrotóxicos, violando o direito à vida, à saúde, entre outros direitos básicos.

Segundo Mimkes, “os PPT anteriores ajudaram a pressionar as empresas e esperamos que o próximo impulsione à campanha para deter a morte massiva de abelhas”.

O TPP tem raízes históricas nos tribunais sobre a guerra do Vietnã e nas ditaduras da América Latina. Em época mais recente à globalização corporativa, tem abordado e denunciado as multinacionais que operam acima das leis nacionais e cometem violações dos direitos humanos impunemente.

A próxima reunião do TPP terá como meta denunciar as transnacionais de agrotóxicos comoMonsanto, Syngenta, Bayer, Dow Chemical, DuPont, Basf e mais seis empresas ligadas ao controle de alimentos e do sistema agrícola.

(Ecodebate, 13/01/2012) publicado pela IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Anvisa proíbe agrotóxico associado a problemas hormonais

São Paulo - O agrotóxico triclorform foi banido do País. 

Resultado de imagem para O agrotóxico triclorform foi banido do País.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição do produto, que até a decisão era registrado para uso em 45 culturas, como arroz, feijão tomate e milho. As importações também estão proibidas. O agrotóxico, que já é vetado na Comunidade Europeia, está associado a problemas no sistema de reprodução e no sistema hormonal.

O agrotóxico já não era comercializado pelo fabricante. Mesmo assim, a Anvisa afirma que a medida era essencial. “Sem tal decisão, não havia nenhum impedimento para que outro fornecedor trouxesse o produto para o País”, afirmou o gerente-geral de toxicologia da Anvisa, Luís Cláudio Meirelles.

A Anvisa também restringiu o uso do agrotóxico fosmete, que passa a ser considerado altamente tóxico. Além da diminuição das culturas em que o uso do produto é permitido, a Anvisa trouxe regras mais rígidas para comercialização do produto e para seu uso nas lavouras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. AE

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